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Tendinose: O Que É, Sintomas e Tratamentos Efetivos

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A tendinose é uma condição que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, sendo uma das principais causas de dor e limitação de movimentos relacionados aos tendões. Muitas vezes confundida com tendinite, essa condição possui particularidades que exigem um entendimento detalhado para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz. Neste artigo, exploraremos profundamente o que é a tendinose, seus sintomas, causas, métodos de diagnóstico, tratamentos disponíveis e dicas para prevenção. Nosso objetivo é fornecer informações completas e acessíveis, ajudando quem sofre com essa condição a buscar a melhor orientação médica e adotar medidas eficazes para a recuperação.

O que é tendinose?

A tendinose é uma condição degenerativa dos tendões, caracterizada por alterações estruturais no tecido tendinoso, incluindo desorganização das fibras de colágeno, aumento da matriz extracelular e degeneração dos fibras tendíneas. Ela difere da tendinite, que é uma inflamação aguda do tendão, pois a tendinose não apresenta sinais inflamatórios evidentes.

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Diferença entre tendinose e tendinite

RecursosTendinoseTendinite
DefiniçãoDegeneração crônica do tendãoInflamação aguda do tendão
CausasUso excessivo, sobrecarga, envelhecimentoTrauma, esforço repentino, inflamação
SintomasDor crônica, sensação de rigidez, crepitaçãoDor aguda, inchaço, sensibilidade ao toque
Inflamação presente?Geralmente nãoSim, presença de inflamação
Resposta ao tratamentoRestringida a tratamentos degenerativosMelhora rápida com anti-inflamatórios, repouso

Causas e fatores de risco

A tendinose está relacionada principalmente a fatores de uso excessivo e envelhecimento, que levam à degeneração do tecido tendinoso. Conhecer esses fatores é fundamental para prevenção e tratamento.

Fatores de risco comuns

  • Prática de esportes de alta intensidade: corrida, tênis, basquete.
  • Sobrecarga repetitiva: atividades profissionais que exigem movimentos repetitivos.
  • Envelhecimento: perda de elasticidade e resistência dos tendões.
  • Maus hábitos posturais: postura incorreta durante atividades diárias ou de trabalho.
  • Desequilíbrios musculares: fraqueza muscular que aumenta a sobrecarga nos tendões.
  • Traumas anteriores: lesões que não cicatrizaram de forma adequada.

Causas adicionais

Algumas condições médicas, como diabetes mellitus, problemas hormonais ou deficiências nutricionais, podem predispor o indivíduo à degeneração tendinosa. Além disso, fatores genéticos também podem desempenhar um papel na vulnerabilidade à tendinose.

Sintomas da tendinose

A identificação precoce da tendinose é essencial para evitar complicações mais sérias. Os principais sintomas incluem:

Sintomas principais

  • Dor crônica: dor persistente, principalmente após atividades físicas ou esforço.
  • Sensação de rigidez: especialmente após períodos de repouso ou manhãs.
  • Aparecimento de crepitação: sensação de estalo ou rangido durante o movimento.
  • Sensibilidade ao toque: dor ao pressionar a região afetada.
  • Inchaço mínimo: em alguns casos, presença de pequena inflamação.

Áreas mais afetadas

  • Joelho (tendinose patelar): comum em corredores e atletas.
  • Cotovelos (epicondilite): popularmente conhecida como cotovelo de tenista.
  • Tendão de Aquiles: em corredores e atletas de esportes de impacto.
  • ** Ombros:** especialmente no tendão do manguito rotador.
  • Punho e mãos: atividades que envolvem movimentos repetitivos.

Diagnóstico da tendinose

O diagnóstico precoce e preciso é fundamental para um tratamento eficaz. Geralmente, o médico realiza uma avaliação clínica detalhada e pode solicitar exames complementares.

Avaliação clínica

Durante a consulta, o profissional irá:

  • Realizar perguntas sobre o histórico de atividades físicas e profissões.
  • Examinar a área afetada em busca de sensibilidade, crepitações e alterações de movimento.
  • Verificar a amplitude de movimento e possíveis sinais de fraqueza muscular.

Exames de imagem

Para confirmação, podem ser solicitados exames como:

  • Ultrassonografia: demonstra alterações estruturais no tendão.
  • Ressonância Magnética: avalia o grau de degeneração e ajuda a excluir outras patologias.

Quando procurar um especialista?

Caso apresente dor persistente, desconforto ou limitações de movimento por mais de duas semanas, é importante buscar um ortopedista ou um fisioterapeuta especializado para diagnóstico e início do tratamento adequado.

Tratamentos efetivos para tendinose

O tratamento da tendinose visa reduzir a dor, retardar a degeneração e promover a regeneração do tecido tendinoso. Inclui medidas conservadoras e, em casos mais avançados, procedimentos invasivos.

Tratamentos conservadores

MétodosDescrição
Repouso e modificação das atividadesEvitar atividades que agravem a dor e sobrecarreguem o tendão.
Terapia física e fisioterapiaTécnicas de fortalecimento, alongamento e estímulo à regeneração do tendão.
Aplicação de geloReduz edema e alivia dores intensas após atividades físicas.
MedicamentosAnalgésicos e anti-inflamatórios para aliviar o desconforto.
Ultrassom terapêuticoEstimula a circulação e promove cicatrização.
Técnicas de terapia com ondas de choqueEstimula a regeneração do tecido degenerado.
Infiltrações com plasma rico em plaquetas (PRP)Promove a regeneração e reparo dos tecidos degenerados.

Tratamentos invasivos

Quando os tratamentos conservadores não apresentam resultados satisfatórios após 6 a 12 meses, podem ser considerados procedimentos invasivos como:

  • Cirurgia de desbridamento da área degenerada.
  • Tendinoplastia (reparo do tendão).
  • Técnicas de reparo por vídeo ou artroscopia.

Importância do acompanhamento médico

Para garantir uma recuperação segura e eficaz, o acompanhamento com profissionais qualificados é indispensável. Uma abordagem multidisciplinar envolvendo ortopedistas, fisioterapeutas e, às vezes, fisiatras maximiza o sucesso do tratamento.

Dicas de prevenção

Prevenir a tendinose é possível adotando hábitos saudáveis e zelando pela saúde dos tendões.

Recomendações importantes

  • Realizar aquecimento adequado antes de atividades físicas.
  • Incorporar alongamentos na rotina.
  • Evitar sobrecarga e exageros nos exercícios.
  • Manter uma postura correta durante trabalhos e atividades diárias.
  • Fortalecer os músculos que sustentam os tendões afetados.
  • Manter uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes essenciais.
  • Controlar condições médicas como diabetes e disfunções hormonais.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A tendinose é uma condição definitiva?

Não necessariamente. Com tratamento adequado e mudanças no estilo de vida, é possível recuperar a funcionalidade do tendão e aliviar os sintomas.

2. Quanto tempo leva para tratar a tendinose?

O tempo de recuperação varia de acordo com a gravidade, localização, idade do paciente e adesão ao tratamento, podendo levar de várias semanas a alguns meses.

3. A tendinose pode ocorrer em qualquer pessoa?

Sim. Embora seja mais comum em atletas e pessoas ativas, qualquer pessoa pode desenvolver tendinose, especialmente com fatores de risco presentes.

4. É possível prevenir a tendinose?

Sim, através de alongamentos, fortalecimento muscular, controle de carga e postura correta, é possível minimizar o risco.

5. Quando fazer cirurgia?

A cirurgia geralmente é indicada após tentativas de tratamento conservador sem sucesso, ou em casos de degeneração avançada ou ruptura tendinosa.

Conclusão

A tendinose é uma condição degenerativa que pode gerar dores persistentes e limitar movimentos, impactando significativamente a qualidade de vida. O reconhecimento precoce e a adoção de tratamentos adequados, aliados a mudanças nos hábitos, são essenciais para uma recuperação bem-sucedida. Se você sente dores contínuas ou desconforto em regiões tendinosas, procure um profissional de saúde para uma avaliação detalhada e orientação especializada.

Lembre-se: "Prevenir é melhor que remediar." Investir na saúde dos seus tendões hoje é garantir uma vida mais ativa e livre de dores amanhã.

Referências

  1. Wriigh, D. et al. (2020). Tendinopathies: diagnosis and management. Journal of Orthopaedic Research.
  2. Sanchis-Alfonso, V. et al. (2019). Degenerative tendinopathy: a review on diagnosis and treatment. Revista Española de Reumatología.
  3. American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS). Guia de manejo de lesões tendinosas. Link externo.
  4. Hospital Israelita Albert Einstein. Guia para tratamento de tendinopatias. Link externo.

Quer saber mais? Consulte um especialista em ortopedia ou fisioterapia para avaliação personalizada e orientação efetiva. Afinal, cuidar da saúde dos seus tendões é investir em uma vida mais saudável e ativa!