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O Que É Tendinopatia do Supraespinhal: Causas e Tratamentos

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A saúde do ombro é fundamental para a realização de atividades diárias e esportivas. Entre as várias patologias que podem afetar essa articulação, a tendinopatia do supraespinhal é uma das mais comuns. Este artigo explica detalhadamente o que é essa condição, suas causas, tratamentos disponíveis, além de responder às principais dúvidas dos pacientes.

Introdução

O ombro é uma das articulações mais flexíveis do corpo humano, permitindo movimentos complexos como levantar, rotacionar e alcançar objetos em diferentes posições. No entanto, sua complexidade também o torna suscetível a diversas lesões, especialmente relacionadas aos tendões que compõem o manguito rotador. A tendinopatia do supraespinhal, uma inflamação ou degeneração desse tendão, é uma causa comum de dor e limitação de movimento.

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Segundo o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, "a tendinopatia do ombro afeta milhões de pessoas anualmente, sendo uma das principais razões para consultas ortopédicas relacionadas à dor no ombro". Compreender suas causas, sinais, sintomas e tratamentos é fundamental para a recuperação e a manutenção da qualidade de vida.

O que é Tendinopatia do Supraespinhal?

Definição

A tendinopatia do supraespinhal é uma condição que envolve a degeneração ou inflamação do tendão do músculo supraespinhal, um dos quatro músculos que compõem o manguito rotador do ombro. Essa condição resulta em dor, fraqueza muscular e limitação dos movimentos do braço.

Funcionamento do músculo supraespinhal

O músculo supraespinhal está localizado na parte superior da escápula (omoplata) e desempenha um papel crucial na elevação do braço e na estabilidade da articulação do ombro. Sua função principal é abduzir o braço, ou seja, levantar o braço lateralmente.

Causas da Tendinopatia do Supraespinhal

Fatores mecânicos e ambientais

As principais causas incluem:

  • Sobrecarga de movimento: atividades repetitivas que envolvem elevação e rotação do braço.
  • Maus hábitos posturais: postura incorreta durante o trabalho ou atividades cotidianas, causando stress excessivo no tendão.
  • Trauma ou queda: impactos que afetam diretamente o ombro.
  • Envelhecimento: degeneração natural do tendão com o passar dos anos.

Fatores relacionados à anatomia

  • Espessamento do espaço subacromial: condições que reduzem o espaço pelo qual o tendão passa, ocasionando compressão.
  • Anomalias ósseas: presença de formações ósseas ou calos que comprimem o tendão.

Relação com outras patologias do ombro

  • Bursite subacromial: inflamação da bolsa que fica entre o tendão e o acromion.
  • Lesões do manguito rotador: a tendinopatia do supraespinhal pode evoluir para tendões rompidos em casos avançados.

Sintomas da Tendinopatia do Supraespinhal

Principais sinais e sintomas

SintomasDescrição
Dor localizadaGeralmente na parte superior do ombro, especialmente ao levantar o braço.
Dor ao realizar movimentosComo abdução ou rotação externa.
Fraqueza no braçoDificuldade de elevar o braço ou realizar movimentos específicos.
Sensação de estalido ou crepitaçãoDurante o movimento do ombro.
Dor noturnaQue pode afetar o sono, especialmente ao deitar sobre o lado afetado.

Quando procurar um especialista?

Se a dor persistir por mais de duas semanas, limitar a sua rotina diária ou interferir nas atividades, é fundamental procurar um ortopedista ou fisioterapeuta para avaliação adequada.

Diagnóstico da Tendinopatia do Supraespinhal

Exames clínicos

  • Avaliação de amplitude de movimento.
  • Testes específicos de dor e fraqueza.

Exames de imagem

Para uma confirmação diagnóstica, utilizam-se:

  • Ultrassonografia: eficiente na visualização do tendão e possíveis calcificações.
  • Ressonância magnética (RM): avalia o grau de degeneração ou rupturas.

Tratamentos para Tendinopatia do Supraespinhal

Tratamentos conservadores

Opção de tratamentoDescrição
Repouso e modificação de atividadesEvitar movimentos que agravem a dor.
Terapia fisioterapêuticaExercícios de fortalecimento, alongamento e reabilitação do ombro.
Uso de medicamentosAnti-inflamatórios e analgésicos para controle da dor.
Aplicação de geloReduz a inflamação e edema.
Injeções de corticosteroidesEm casos severos, para reduzir inflamação localizada.

Tratamentos avançados

Quando a cura com as abordagens conservadoras não é suficiente, podem ser considerados:

  • Técnicas minimamente invasivas: infiltrações terapêuticas.
  • Cirurgia: realizada por artroscopia para remover tecido degenerado ou liberar o espaço subacromial.

Prevenção e reabilitação

  • Exercícios de fortalecimento: essenciais para evitar recaídas.
  • Correção postural: evitar posições que prejudiquem o ombro.
  • Alongamentos regulares: manter a elasticidade dos músculos e tendões.

Tabela: Comparativo entre tratamento conservador e cirúrgico

AspectoTratamento ConservadorTratamento Cirúrgico
IndicaçãoCasos iniciais, dor moderada, sem rupturaCasos grave, rupturas ou resistência ao tratamento conservador
Tempo de recuperaçãoVariável, normalmente 6 a 12 semanasPode variar dependendo do procedimento
RiscoBaixo, com possibilidade de recaídaRisco cirúrgico, como infecção ou rigidez
EficáciaAlta em casos leves a moderadosAlta, especialmente para reparo de rupturas

Perguntas Frequentes

1. A tendinopatia do supraespinhal pode evoluir para uma rotura completa?

Sim, a degeneração progressiva pode levar à ruptura do tendão, especialmente se não tratada adequadamente.

2. É possível prevenir a tendinopatia do supraespinhal?

Sim, por meio de exercícios de fortalecimento, correção postural e evitar sobrecarga excessiva.

3. Quanto tempo leva para recuperar totalmente a articulação do ombro após o tratamento?

Depende da gravidade da condição e do método de tratamento, podendo levar de algumas semanas a meses.

4. A prática de esportes é contraindicada durante o tratamento?

Depende do tipo de esporte e da fase de recuperação. O acompanhamento do fisioterapeuta é fundamental para orientar as atividades.

Conclusão

A tendinopatia do supraespinhal é uma condição comum, mas que pode causar grande desconforto e limitação de movimento se não for adequadamente tratada. O reconhecimento precoce dos sintomas, aliado a uma avaliação especializada, é fundamental para evitar complicações mais graves, como rupturas tendinosas. Com uma abordagem multidisciplinar, envolvendo fisioterapia, controle da dor e, em alguns casos, intervenção cirúrgica, a maioria dos pacientes consegue recuperar sua funcionalidade e voltar às atividades normais com qualidade de vida.

Referências

  • American Academy of Orthopaedic Surgeons. Tears of the rotator cuff. OrthoInfo. 2022.
  • Instituto Nacional de Saúde (NIH). Shoulder Tendinopathy. 2021.
  • Ministério da Saúde. Protocolos de tratamento para lesões do ombro. Brasília: MS, 2020.

"A prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para a recuperação completa da tendinopatia do supraespinhal."