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Sindrome de HELLP: O Que É e Como Identificar

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Durante a gestação, diversas condições podem surgir, exigindo atenção especial das gestantes e profissionais de saúde. Uma dessas condições é a Síndrome de HELLP, uma complicação grave que pode afetar tanto a mãe quanto o bebê. Apesar de ser relativamente rara, seu reconhecimento precoce e tratamento adequado são essenciais para garantir a segurança de ambos. Este artigo abordará de forma detalhada o que é a Síndrome de HELLP, como identificar seus sinais, fatores de risco, tratamento e ações preventivas.

O que é a Síndrome de HELLP?

A Síndrome de HELLP é uma complicação de gravidez relacionada à hipertensão e desenvolvimento de alterações laboratoriais específicas. Seu nome é um acrônimo em inglês que descreve suas principais características:

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  • Hemólise
  • ELevada enzima de fígado (Aspartato aminotransferase - AST e Alanino aminotransferase - ALT)
  • LPplatelet count (Baixa contagem de plaquetas)

Ela geralmente se apresenta em associação à pré-eclâmpsia ou eclâmpsia, sendo uma forma grave de hipertensão gestacional.

Definição Médica

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Síndrome de HELLP é definida por alterações laboratoriais específicas, que indicam dano hepático, hemólise e trombocitopenia, podendo ocorrer antes, durante ou após o parto.

Como a Síndrome de HELLP se Desenvolve?

Acredita-se que a condição esteja relacionada a uma disfunção endotelial, levando a uma série de eventos prejudiciais à circulação sanguínea. Essa disfunção causa a destruição de glóbulos vermelhos (hemólise), diminuição do número de plaquetas e dano ao fígado, resultando nos sintomas e complicações observados.

Fatores de Risco

Diversos fatores aumentam a probabilidade de desenvolvimento de síndrome de HELLP, incluindo:

  • Primiparidade (primeira gestação)
  • História prévia de pré-eclâmpsia ou HELLP
  • Hipertensão arterial crônica
  • Idade materna avançada (acima de 35 anos)
  • Gestantes com múltiplos fetos
  • Condições autoimunes, como lúpus eritematoso sistêmico
  • Obesidade

Quais os Sintomas da Síndrome de HELLP?

A manifestação clínica varia de mulher para mulher, podendo ser assintomática em alguns casos ou apresentar sintomas graves. Os sinais mais comuns incluem:

Sintomas comuns

  • Dor no parte superior do abdômen ou na região do fígado
  • Náuseas e vômitos
  • Sensação de fadiga e fraqueza
  • Dores de cabeça severas
  • Edema (inchaço)

Sintomas graves

  • Hemorragia
  • Dores abdominais intensas
  • Diminuição da urina
  • Hipertensão arterial descontrolada
  • Confusão mental e convulsões (em casos mais graves)

Para facilitar a compreensão, apresentamos uma tabela resumida dos principais sintomas:

SintomasDescrição
Dor abdominal superiorDor na região do fígado ou no lado direito do abdômen
Náuseas e vômitosGeralmente persistentes e severos
Fadiga e fraquezaSentimento constante de cansaço
Dores de cabeça severasPode indicar hipertensão ou complicações neurológicas
EdemaInchaço especialmente nas mãos, face e pernas

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da Síndrome de HELLP é clínico e laboratorial. Os exames essenciais incluem:

  • Hemograma completo
  • Dosagem de enzimas hepáticas (AST, ALT)
  • Teste de hemólise (bilirrubina indireta, esquistócitos)
  • Contagem de plaquetas
  • Exames de urina (proteinúria)

Critérios laboratoriais tradicionais

ParâmetroValor ou alteração
HemóliseEsquistócitos no sangue, aumento da bilirrubina indireta
Enzimas hepáticasAST ou ALT > 70 UI/L
Contagem de plaquetas< 100.000/mm³

Importante: o diagnóstico deve ser realizado por um profissional de saúde qualificado, levando em consideração a evolução clínica da gestante.

Tratamento da Síndrome de HELLP

Não há um tratamento específico para a síndrome enquanto a gestação ainda não chega ao termo. O objetivo principal é o manejo cuidadoso da condição, visando garantir a saúde da mãe e do bebê.

Conduta geral

  • Monitoramento rigoroso dos sinais vitais
  • Controle da hipertensão
  • Repouso absoluto ou relativo na maternidade
  • Administração de corticosteroides para ajudar na maturação pulmonar fetal (quando indicado)
  • Transfusão de sangue ou plaquetas, se necessário
  • Parto precoce, geralmente por via cesariana, é muitas vezes a melhor solução, especialmente nas formas graves

Quando o parto é indicado?

O parto costuma ser a única solução definitiva para a síndrome de HELLP. A decisão é tomada com base na gravidade da condição e na idade gestacional:

Idade gestacionalCondição clínicaDecisão de parto
Antes de 34 semanasGraveConsiderar administração de corticosteroides e adiar o parto, se possível
Após 34 semanasGrave ou moderadaParto imediato

Cuidados pós-parto

A condição geralmente melhora nas primeiras 48 a 72 horas após o parto. No entanto, há risco de complicações, incluindo hemorragias e insuficiência hepática, sendo necessária avaliação contínua por equipe médica.

Complicações da Síndrome de HELLP

Se não tratada a tempo, a HELLP pode levar a complicações severas, como:

  • Insuficiência hepática
  • Hemorragias cerebrais
  • Descolamento de placenta
  • Insuficiência renal
  • Coagulopatias
  • Mortalidade materna e fetal

Como prevenir a síndrome de HELLP?

Embora não exista uma prevenção específica, o acompanhamento pré-natal regular é fundamental para identificar fatores de risco e sinais precoces. Algumas recomendações incluem:

  • Consultas médicas periódicas
  • Controle rigoroso de hipertensão
  • Alimentação saudável e controle do peso
  • Priorizar a reposição de vitaminas e minerais, sob orientação médica

Perguntas Frequentes

1. A síndrome de HELLP é hereditária?

Não há evidências conclusivas de que a HELLP seja hereditária. No entanto, fatores genéticos podem predispor a gestantes a condições como hipertensão e pré-eclâmpsia, que aumentam o risco de desenvolver HELLP.

2. Quanto tempo leva para se recuperar após o tratamento?

A recuperação costuma ocorrer nas primeiras 72 horas após o parto. Entretanto, é importante seguir as orientações médicas e comparecer a todas as consultas de acompanhamento.

3. Existem fatores que aumentam o risco de desenvolver HELLP em gravidez futura?

Sim. Mulheres que tiveram HELLP ou pré-eclâmpsia anteriormente têm maior risco de recorrência em futuras gestações.

Conclusão

A Síndrome de HELLP é uma condição clínica grave que exige atenção rápida e eficaz por parte de gestantes e profissionais de saúde. Seu reconhecimento precoce pode salvar vidas, evitando complicações sérias tanto para a mãe quanto para o bebê. O acompanhamento pré-natal de qualidade, a atenção aos sintomas e o tratamento adequado são essenciais para o sucesso do manejo dessa condição.

Lembre-se que “a prevenção é sempre o melhor caminho, sobretudo na saúde materna”, como já dizia a renomada obstetra Drª. Maria do Carmo.

Fontes e Referências

Se você está grávida ou acompanha alguém nessa fase, fique atento aos sinais e sempre consulte seu médico. Prevenção e cuidado podem fazer toda a diferença em uma gestação saudável e segura.