Sifilis: O Que É, Quais São os Sintomas e Como Prevenir
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (DST) que, apesar de ser uma das doenças mais antigas conhecidas pelo ser humano, continua sendo um problema de saúde pública relevante em todo o mundo, inclusive no Brasil. O aumento recente nos casos de sífilis reforça a importância de compreender o que ela é, seus sintomas e as formas de prevenção. Este artigo abordará detalhadamente o que é a sífilis, seus sintomas, modos de transmissão, prevenção, além de esclarecer dúvidas frequentes relacionadas à doença.
Introdução
A sífilis é uma doença causada pela bactéria Treponema pallidum, que pode atacar diferentes órgãos do corpo, especialmente os sistemas cardiovascular e nervoso, se não for tratada adequadamente. Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registra milhares de casos de sífilis congênita e adquirida a cada ano, o que demonstra a necessidade de conscientização e ações de prevenção eficazes.

A principal preocupação relacionada à sífilis é sua capacidade de permanecer silenciosa durante os estágios iniciais, dificultando o diagnóstico precoce. Além disso, a doença, se não tratada, pode levar a complicações graves, incluindo danos neurológicos, cegueira, problemas cardíacos e até a morte. Por isso, conhecer os sintomas, formas de transmissão e métodos de prevenção é fundamental para combater essa doença de forma eficaz.
O que é a sífilis?
A sífilis é uma infecção causada pelo Treponema pallidum, uma bactéria que se transmite principalmente por contato sexual, mas também pode ser transmitida de mãe para filho durante a gravidez ou o parto, configurando a sífilis congênita. Essa doença apresenta diferentes estágios evolutivos: primário, secundário, latente, terciário e infeccioso durante o período de transmissão.
Estágios da sífilis
| Estágio | Descrição | Sintomas principais |
|---|---|---|
| Primária | Primeira fase, ocorre após o contato inicial com a bactéria. | Lesão única ou múltipla, geralmente uma úlcera indolor no local de contato. |
| Secundária | Após algumas semanas do estágio primário, a bactéria se dissemina pelo corpo. | Manchas na pele, sintomas gripais, manchas na boca e genital, ínguas. |
| Latente | Fase assintomática, pode durar anos sem apresentar sintomas. | Ausência de sintomas, mas a infecção permanece no organismo. |
| Terciária | Pode ocorrer anos após a infecção inicial, levando a danos em órgãos internos, sistema nervoso e cardiovascular. | Problemas neurológicos, cardíacos, deformidades ósseas. |
| Congênita | Transmissão da mãe para o bebê, pode causar complicações graves na gestação. | Problemas de desenvolvimento, deformidades, surdez, cegueira. |
Quais são os sintomas da sífilis?
Os sintomas variam de acordo com o estágio da infecção. Em muitos casos, a pessoa pode não apresentar sintomas perceptíveis, especialmente na fase latente, o que torna a doença ainda mais perigosa ao passar despercebida.
Sintomas do estágio primário
Lesão única ou múltipla (cancro ou úlcera):
- Ulceração indolor, dura, com base firme e bordas elevadas.
- Localizada no órgão genitais, reto ou boca.
- Desaparece espontaneamente após algumas semanas, mesmo sem tratamento.
Sintomas do estágio secundário
Manifestações sistêmicas:
- Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, principalmente no tronco, mãos e pés.
- Feridas na boca, garganta, úvula ou língua.
- Febre, fadiga, dor de cabeça.
- Dores musculares e articulares.
- ínguas inchadas no pescoço, axilas e virilhas.
- Perda de cabelo em áreas aleatórias.
Sintomas do estágio latente
- Ausência de sintomas visíveis.
- Pode durar anos, e a pessoa ainda transmitir a doença sem saber.
Sintomas do estágio terciário
Complicações graves:
- Dificuldade de coordenação nervosa e problemas neurológicos (neurosífilis).
- Problemas cardíacos, incluindo aneurismas.
- Deformidades ósseas e lesões na pele.
- Problemas oftalmológicos, levando à cegueira.
"A prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores armas contra a sífilis. Quanto mais cedo começarmos o tratamento, melhor será o prognóstico." – Dr. João Silva, especialista em infectologia.
Como a sífilis é transmitida?
A transmissão da sífilis ocorre principalmente por contato sexual, incluindo sexo vaginal, anal e oral, com uma pessoa infectada. A bactéria entra no organismo por meio de pequenas feridas ou lesões na mucosa ou na pele.
Outras formas de transmissão incluem:
- De mãe infectada para o bebê durante a gestação ou parto (sífilis congênita).
- Em casos raros, por contato com sangue contaminado ou uso compartilhado de agulhas em usuários de drogas.
Fatores de risco
- Múltiplos parceiros sexuais.
- Relações sexuais sem uso de preservativo.
- Histórico de outras DSTs.
- Relações sexuais desprotegidas com parceiros desconhecidos ou sem diagnóstico.
Para informações detalhadas sobre métodos de transmissão e cuidados, acesse o Portal Saúde Brasil ou Ministério da Saúde.
Como prevenir a sífilis?
A prevenção da sífilis envolve ações de conscientização, uso de preservativos e a realização de exames periódicos. A seguir, algumas medidas essenciais:
Uso de preservativos
- Uso consistente e correto de preservativos durante todas as relações sexuais.
Testagem regular
- Realização de exames laboratoriais periódicos, especialmente para pessoas sexualmente ativas, portadoras de múltiplos parceiros ou com histórico de outras DSTs.
Comunicação aberta
- Conversar com parceiros sobre estado de saúde e testes de DSTs.
Evitar o compartilhamento de objetos perfurocortantes
- Como seringas, lâminas ou materiais que possam facilitar a transmissão.
Acompanhamento da gestação
- Mulheres grávidas devem fazer exames de sífilis durante o pré-natal para prevenir a transmissão para o bebê.
Vacinação
Embora ainda não exista vacina contra a sífilis, estratégias de vacinação para outras doenças sexualmente transmissíveis complementam a prevenção.
Testagem e diagnóstico
O diagnóstico da sífilis é realizado através de exames de sangue específicos, além de testes físicos e biológicos. Quanto mais cedo a doença for detectada, mais eficaz será o tratamento.
Quais exames são feitos?
- Sorologia Treponêmica:
- Teste rápido ou ELISA.
- Sorologia não treponêmica:
- VDRL, RPR.
Tabela de exames para sífilis
| Tipo de Exame | Propósito | Quando realizar |
|---|---|---|
| VDRL ou RPR | Detectar infecção ativa | Quando houver suspeita ou rotina de saúde. |
| Testes treponêmicos | Confirmar diagnóstico após teste não treponêmico | Após resultado positivo em testes iniciais. |
| Exames em gestantes | Detecção na gravidez | Durante o pré-natal. |
Tratamento da sífilis
A sífilis é tratável com antibióticos, principalmente penicilina. O tratamento varia conforme o estágio da doença e deve ser feito sob supervisão médica.
Injetável de penicilina
- A rotina padrão é uma série de injeções dependendo do estágio.
- Pessoas com alergia à penicilina devem consultar o especialista sobre alternativas.
Cuidados no tratamento
- Completar o esquema recomendado.
- Realizar exames de acompanhamento.
- Abstinência de relações sexuais durante o tratamento até a cura.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A sífilis pode passar despercebida?
Sim. Nos estágios iniciais, muitos indivíduos não apresentam sintomas, tornando-se difícil o diagnóstico precoce.
2. A sífilis é contagiosa após o tratamento?
A transmissão costuma cessar após a conclusão do tratamento e a eliminação da bactéria do organismo, mas é importante fazer acompanhamento médico.
3. Como saber se estou infectado?
Realizando exames laboratoriais de sangue, realizados por um profissional de saúde.
4. A sífilis pode causar infertilidade?
Sim, especialmente se não for tratada, podendo afetar os órgãos reprodutores.
Conclusão
A sífilis é uma doença que, apesar de antiga, continua sendo um desafio de saúde pública devido à sua capacidade de permanecer silenciosa em muitos casos. A compreensão dos sintomas, modos de transmissão, métodos de prevenção e a importância do diagnóstico precoce são essenciais para controlar a disseminação e evitar complicações graves.
A prevenção, aliada ao uso de preservativos, testagem regular e comunicação aberta com parceiros, constitui a melhor estratégia para evitar a infecção. Caso haja suspeita ou diagnóstico confirmado, o tratamento com antibióticos é altamente eficaz, garantindo a cura e a proteção da saúde de todos.
Lembre-se: a informação e o cuidado continuam sendo suas melhores armas contra a sífilis.
Referências
- Ministério da Saúde. (2022). Boletim Epidemiológico de Sífilis 2022. Disponível em: https://saude.gov.br
- OMS. (2021). Sexually transmitted infections (STIs). World Health Organization. Disponível em: https://www.who.int
- Sociedade Brasileira de Infectologia. (2020). Guidelines for the diagnosis and treatment of syphilis. Disponível em: https://sbid.org.br
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