Relevo Brasileiro: Conheça as Principais Formações do Brasil
O relevo brasileiro é uma das características mais distintas e importantes do território nacional, influenciando o clima, a vegetação, a ocupação humana e a economia do país. Com uma extensão continental que abrange diversas regiões geográficas, o Brasil apresenta uma grande variedade de formações do relevo, que vão desde planícies e planaltos até cadeias montanhosas. Compreender as principais formações do relevo brasileiro é fundamental para entender as características geográficas do país e suas implicações socioeconômicas.
Este artigo apresenta uma análise detalhada do relevo brasileiro, destacando suas principais formações, suas origens, características e a distribuição pelo território nacional. Além disso, responderemos às perguntas frequentes sobre o tema, trazendo uma visão ampla e acessível para leitores de diferentes níveis de conhecimentos.

O que é relevo brasileiro?
Relevo é o conjunto das formas e configurações do território terrestre, resultantes dos processos geológicos e geomorfológicos ao longo do tempo. No Brasil, o relevo é bastante diversificado, refletindo sua história geológica e os eventos que moldaram sua superfície, como movimentos tectônicos, vulcanismo, erosões e sedimentações.
Segundo o geógrafo Aziz Nacib Ab'Sáber, "o relevo não é apenas uma consequência da história geológica, mas também um elemento que influencia profundamente o modo de vida das populações que nele habitam."
Principais formações do relevo brasileiro
O relevo do Brasil pode ser organizado em diferentes unidades de relevo, cada uma com características próprias. A seguir, apresentamos as principais formações que compõem o relevo brasileiro:
1. Planaltos
2. Planícies
3. Serras e cordilheiras
4. Depressões
A seguir, detalharemos cada uma dessas formações, suas características e distribuição.
1. Planaltos
Os planaltos representam grandes áreas elevadas, situadas acima de 500 metros de altitude, com extensas superfícies relativamente planas ou suavemente onduladas. São predominantes na maior parte do território brasileiro, formando a base de diversas regiões.
Características dos planaltos
- Altitude: geralmente acima de 500 metros.
- Superfície: plana ou suavemente ondulada.
- Composição: rochas sedimentares, magmáticas e metamórficas.
- Clima: varia conforme a localização, podendo estar associados a diferentes biomas.
Principais planaltos do Brasil
| Região | Principal planalto | Altitude média | Características adicionais |
|---|---|---|---|
| Centro-Oeste | Planalto Centro-Oeste | 600-900 m | Relevos suaves, clima tropical |
| Sudeste | Planalto de Minas Gerais | 700-1.200 m | Região de relevo irregular, rios perenes |
| Nordeste | Planalto da Borborema | 300-800 m | Vegetação de caatinga |
| Norte | Planalto das Guianas | 200-900 m | Zona de relevo mais antigo, com formações graníticas |
2. Planícies
As planícies são áreas relativamente planas, geralmente situadas ao nível do mar ou com leve elevação, caracterizadas por solos férteis e rios de grande curso.
Características das planícies
- Altitude: até 200 metros.
- Superfície: plana ou suavemente ondulada.
- Solo: fértil, ideal para agricultura.
- Vegetação: variada, incluindo manguezais, caatinga e vegetação amazônica.
Principais planícies do Brasil
| Região | Principal planície | Características |
|---|---|---|
| Amazônia | Planície Amazônica | Extensa, coberta pela floresta tropical |
| Nordeste | Planície Costeira | Rios de planície, zonas de manguezais |
| Costa do Sudeste | Planície Litorânea | Pradarias costeiras e praias |
| Centro-Oeste | Planície do Pantanal | Maior planície alagável do mundo |
3. Serras e cordilheiras
As serras e cadeias montanhosas representam as formações elevadas mais estreitas e alongadas, que cortam o relevo brasileiro em várias regiões.
Características das serras e cordilheiras
- Altitude variável: de 1.000 m a mais de 2.700 m (Pico da Neblina).
- Forma: estreitas e alongadas.
- Atividade: muitas delas são antigas e desgastadas, com relevo mais suave.
Principais serras e cadeias montanhosas do Brasil
| Região | Cadeia ou serra | Altitude máxima | Características adicionais |
|---|---|---|---|
| Sudeste e Sul | Serra do Mar | 1.690 m | Limita o planalto brasileiro ao leste |
| Sudeste | Serra da Mantiqueira | 2.798 m | Região de relevo elevado, clima frio |
| Norte | Cordilheira dos Andes (ainda que na região do Peru, influencia as regiões próximas no Brasil) | N/A | Impacta o relevo na fronteira norte do país |
| Nordeste | Serra do Borborema | 1.058 m | Localizada na Paraíba e região vizinha |
| Sul | Serra Geral | 1.350 m | Pirâmides de relevo, clima temperado |
4. Depressões
Depressões são áreas de relevo baixa, muitas vezes ocupadas por rios e lagos. No Brasil, muitas depressões fazem parte de planícies amplas ou áreas sedimentares.
Características das depressões
- Altitude: abaixo de 200 metros.
- Presença de rios de planície.
- Solo fértil ou alagadiço, dependendo da região.
Principais depressões do Brasil
| Região | Depressão | Extensão | Características |
|---|---|---|---|
| Nordeste | Depressão Sertaneja | 200-300 m | Região semiárida, solos rasos |
| Sudeste | Depressão Periférica do Planalto de Minas | 300-500 m | Região de terras baixas, rios de planície |
| Centro-Oeste | Depressão Amazônica | 200 m z e áreas de várzea | Grande extensão de áreas alagadas |
Como o relevo influencia o clima e a ocupação do território brasileiro?
O relevo brasileiro influencia diretamente o clima, devido à sua variação altimétrica e configuração. Por exemplo, as áreas elevadas, como a Serra da Mantiqueira, têm clima mais frio, enquanto as planícies próximas às regiões costeiras apresentam clima tropical úmido. Além disso, o relevo determina os padrões de ocupação humana e de atividades econômicas, como agricultura, mineração e turismo.
Para entender mais sobre como o relevo influencia o clima, confira o artigo Relevo brasileiro e seus impactos no clima.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Quais são as principais diferenças entre planalto, planície, serra e depressão?
- Planalto: áreas elevadas, geralmente acima de 500 m, com relevo relativamente plano ou suavemente ondulado.
- Planície: áreas de relevo baixo, relativamente plana, próximas ao nível do mar, com solos férteis.
- Serra: cadeias montanhosas estreitas e alongadas, com altitudes elevadas.
- Depressão: áreas de relevo mais baixo, abaixo de 200 m, muitas vezes com rios e áreas alagadiças.
2. Qual é a formação do relevo brasileiro?
O relevo brasileiro foi formado ao longo de milhões de anos por processos tectônicos, sedimentares e vulcânicos. Os dobramentos orogênicos, como as Cadeias do Brasil Central, e os escudos cristalinos, como os das Guianas, são algumas das principais formações geológicas do país.
3. Como o relevo influencia a economia do Brasil?
O relevo determina áreas de agricultura, mineração, hidrelétricas e turismo. Por exemplo, os planaltos são importantes para a agricultura, enquanto as serras abrigam minas e parques naturais.
Conclusão
O relevo brasileiro é um elemento essencial para compreender a diversidade geográfica do país. Com suas elevadas cadeias montanhosas, vastas planícies, depressões e planaltos, o Brasil apresenta uma das geografias mais variadas do mundo. Essa diversidade impacta o clima, a vegetação, a ocupação humana e as atividades econômicas, moldando o modo de vida de milhões de brasileiros.
Ao estudar e reconhecer as principais formações do relevo, podemos valorizá-las e promovê-las de forma sustentável, respeitando sua importância ecológica, econômica e cultural.
Referências
- Ab'Sáber, Aziz Nacib. Geografia e decisões humanas. São Paulo: Edusp, 1990.
- IBGE. Geografia do Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
- Silva, José William. Geografia Geral do Brasil. Editora Ática, 2008.
- França, Silvio de Almeida. Geomorfologia do Brasil. Revista Brasileira de Geografia, 2015.
Quer saber mais sobre o relevo brasileiro? Acesse o site do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para informações atualizadas e recursos adicionais.
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