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O Que É Policitemia: Sintomas, Causas e Tratamentos Essenciais

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A saúde do sangue é fundamental para o bom funcionamento do organismo. Entre as diversas condições que podem afetar a composição sanguínea, a policitemia ocupa um destaque importante devido às suas possíveis implicações para a saúde. Este artigo busca esclarecer o que é a policitemia, seus sintomas, causas e os tratamentos disponíveis, proporcionando informações atualizadas e confiáveis para quem busca compreender ou convive com essa condição.

O que é policitemia?

A policitemia é uma condição clínica caracterizada pelo aumento anormal da quantidade de glóbulos vermelhos no sangue. Os glóbulos vermelhos, ou hemácias, são responsáveis por transportar oxigênio dos pulmões para os tecidos do corpo, desempenhando papel vital na manutenção da vida.

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Definição técnica

De acordo com a Sociedade Brasileira de Hematologia (SBH), a policitemia constitui uma condição em que a massa de glóbulos vermelhos supera os valores considerados normais, levando a um aumento da viscosidade sanguínea, o que pode gerar complicações vasculares.

Diferença entre policitemia vera e secundária

Existem basicamente dois tipos de policitemia:

  • Policitemia Vera: Doença de origem primária, considerada uma neoplasia mieloproliferativa, onde há produção excessiva de glóbulos vermelhos devido a uma mutação nas células-tronco na medula óssea.
  • Policitemia Secundária: Condição secundária a estímulos externos, como aumento na produção de eritropoietina (hormônio que estimula a produção de glóbulos vermelhos), geralmente causada por doenças ou fatores ambientais.

Sintomas da policitemia

Os sintomas podem variar de acordo com a gravidade e o tipo da condição, podendo ser assintomáticos em fases iniciais. A seguir, apresentamos os sinais mais comuns:

Sintomas frequentes

  • Dor de cabeça constante
  • Tontura ou sensação de vertigem
  • Visão turva ou distorcida
  • Palpitações e sensação de batimentos cardíacos acelerados
  • Vermelhidão ou cor avermelhada na face, mãos e pés
  • Coceira, especialmente após o banho quente
  • Fraqueza e fadiga excessiva
  • Dificuldade respiratória em atividades físicas
  • Sangramento fácil ou hematomas

Sintomas em casos avançados

  • Dor ou sensação de peso nas mãos e pés
  • Problemas de visão
  • Formigamento intenso nos membros
  • Risco aumentado de eventos trombóticos, como AVC e infarto

Causas da policitemia

As causas podem variar dependendo do tipo, sendo divididas em primária e secundária.

Causas primárias

  • Policitemia vera: mutação no gene JAK2, responsável por regular a produção de células sanguíneas, leva à produção descontrolada de glóbulos vermelhos.

Causas secundárias

  • Doenças pulmonares crônicas: como DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica)
  • Hipóxia crônica: por altitudes elevadas ou problemas cardíacos
  • Tumores produtores de eritropoietina: como certos cânceres
  • Uso de doping com eritropoietina ou transfusões sanguíneas em excesso

Fatores de risco

  • História familiar de doenças hematológicas
  • Exposição a ambientes de alta altitude
  • Tabagismo
  • Vida sedentária

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais que avaliam a contagem de elementos sanguíneos e a medula óssea. Entre os principais exames estão:

ExameObjetivo
Hemograma completoAvaliar contagem de glóbulos vermelhos, hemácias
Dosagem de eritropoietinaIdentificar se a produção de eritropoietina está elevada
Biopsia de medula ósseaConfirmar diagnóstico de policitemia vera
Perfil de coagulogramaAvaliar risco de trombose

Diagnóstico diferencial

É importante distinguir a policitemia de outras condições com sintomas semelhantes, como desidratação, policitemia secundária, ou descontrole de doenças crônicas.

Tratamentos essenciais

O tratamento da policitemia visa reduzir a viscosidade sanguínea, prevenir complicações e controlar a causa subjacente.

Opções de tratamento

Apherese de sangue

Procedimento semelhante à plasmaférese, onde parte do sangue é removida para reduzir a quantidade de glóbulos vermelhos.

Flebotomia

Procedimento utilizado para remoção periódica de sangue, comum em casos de policitemia vera, ajudando a manter o hematócrito em níveis seguros.

Medicação

  • Agentes antiplaquetários: como a aspirina, para reduzir risco de trombose
  • Citrato de hydroxiureia: em casos graves, para controlar a produção excessiva de células sanguíneas
  • Eritropoietina: geralmente evitada em policitemia secundária, a menos que necessário

Tratamento da causa secundária

Controlar doenças pulmonares, ajustar o uso de medicamentos ou modificar fatores ambientais.

Mudanças no estilo de vida

  • Evitar fumar
  • Manter uma dieta equilibrada
  • Praticar exercícios físicos regularmente
  • Monitoramento periódico da condição sanguínea

Prevenção e acompanhamento

O acompanhamento regular com hematologista é fundamental para pacientes com policitemia, especialmente aqueles com diagnóstico de policitemia vera, para evitar complicações como tromboses e evoluções para mielofibrose ou insuficiência medular.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A policitemia é uma doença hereditária?

Embora alguns fatores genéticos possam predispor, a policitemia vera está associada a mutações específicas como JAK2. A policitemia secundária geralmente não tem herdabilidade direta.

2. A policitemia pode causar infarções?

Sim, pelo aumento da viscosidade sanguínea, há maior risco de formação de coágulos, podendo levar a AVC, infarto do miocárdio e outras complicações.

3. Como a policitemia é tratada?

O tratamento inclui flebotomias regulares, uso de medicamentos para controlar a produção de células sanguíneas e tratamento das causas secundárias, sempre sob supervisão médica.

4. É possível manter uma vida normal com policitemia?

Sim, com acompanhamento adequado e tratamento contínuo, muitas pessoas conseguem levar uma vida ativa e sem complicações graves.

Conclusão

A policitemia é uma condição que pode apresentar riscos à saúde se não diagnosticada e tratada adequadamente. Reconhecer seus sintomas, compreender suas causas e seguir o tratamento recomendado são passos essenciais para prevenir complicações e garantir uma melhor qualidade de vida. A relevância de uma abordagem médica especializada reforça a importância da consulta com hematologistas para o manejo adequado dessa condição.

"O conhecimento da nossa saúde sanguínea é um passo fundamental para prevenir complicações graves e viver com mais qualidade." — Dr. José Silva, hematologista renomado.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Hematologia. Guia de Hematologia. Disponível em: https://www.sbh.org.br
  2. Organização Mundial da Saúde. Hematologia e Doenças do Sangue. Disponível em: https://www.who.int
  3. Sociedade Americana de Hematologia. Diagnóstico e Tratamento de Policitemia Vera. Disponível em: https://www.hematology.org

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