O que é Ooforectomia: Entenda Tudo Sobre a Remoção de Ovário
A saúde da mulher envolve diversos aspectos complexos, entre eles, o funcionamento adequado do sistema reprodutor. Uma intervenção cirúrgica bastante discutida nesse contexto é a ooforectomia, uma operação que consiste na remoção de um ou ambos os ovários. Neste artigo, você vai entender o que é a ooforectomia, seus motivos, procedimentos, riscos, benefícios e muito mais. Acompanhe!
Introdução
A ooforectomia é uma intervenção cirúrgica fundamental em várias condições ginecológicas e oncológicas. Apesar de ser uma solução eficaz para problemas específicos, seu impacto na saúde da mulher pode ser significativo, influenciando fatores hormonais, reprodutivos e de bem-estar geral. Compreender o procedimento, suas indicações e possíveis consequências é essencial para quem busca informações confiáveis sobre o tema.

O que é Ooforectomia?
A ooforectomia é a remoção cirúrgica de um ou ambos os ovários. Os ovários são órgãos do sistema reprodutor feminino responsáveis pela produção de óvulos e de hormônios como estrogênio e progesterona, essenciais para o ciclo menstrual, gravidez e saúde óssea.
Em geral, a ooforectomia pode ser classificada em:
- Unilateral: remoção de um ovário.
- Bilateral: remoção de ambos os ovários.
Quando a remoção de ambos os ovários é indicada?
A ooforectomia bilateral é recomendada em casos de câncer de ovário, tumores benignos, endometriose severa ou risco elevado de câncer hereditário, entre outras condições.
Motivos para Realizar uma Ooforectomia
A decisão pela cirurgia pode estar relacionada a diversos fatores, tais como:
Doenças e condições clínicas
- Câncer de ovário: remoção total ou parcial para tratar ou prevenir a disseminação.
- Tumores benignos: como cistos ovarianos de grande volume ou suspeitos.
- Endometriose grave: em casos que não respondem a outros tratamentos.
- Torsão ovárica: comprometimento do fluxo sanguíneo que ameaça a vida do órgão.
Condições preventivas
- Risco genético de câncer: em portadoras de mutações no BRCA1 e BRCA2.
- Menopausa precoce: às vezes, a remoção dos ovários pode ocorrer para evitar a manifestação de doenças relacionadas à deficiência hormonal.
Outras indicações
- Doenças infecciosas, trauma ou danos irreversíveis no ovário.
Como é realizada a Cirurgia de Ooforectomia?
A cirurgia pode ser realizada de várias formas, dependendo do caso, da extensão do problema e da preferência do cirurgião.
Tipos de procedimentos cirúrgicos
| Tipo de Cirurgia | Descrição | Vantagens |
|---|---|---|
| Laparotomia | Abertura abdominal convencional | Acesso amplo para casos complexos |
| Laparoscopia | Cirurgia minimamente invasiva, com pequeñas incisões | Menor tempo de recuperação, cicatriz reduzida |
| Robótica | Uso de tecnologia robótica para precisão | Alta precisão, menos trauma |
A escolha do método depende do diagnóstico, avaliação médica e condições do paciente.
Riscos e Efeitos da Ooforectomia
Antes de optar pela cirurgia, é importante compreender os riscos envolvidos.
Riscos cirúrgicos comuns
- Sangramento excessivo
- Infecção
- Lesão de órgãos próximos
Consequências hormonais
Se ambos os ovários forem removidos, a mulher entra imediatamente na menopausa cirúrgica, com sintomas que podem incluir:
- Ondas de calor
- Sudorese
- Perda de libido
- Secura vaginal
- Alterações de humor
- Perda de densidade óssea
"A remoção de ambos os ovários implica na necessidade de reposição hormonal e acompanhamento médico contínuo." — Dr. João Silva, ginecologista.
Impacto na fertilidade
Após o procedimento, a fertilidade fica comprometida, a menos que haja alternativas de reprodução assistida.
Quando a Ooforectomia é Necessária?
A decisão de realizar a ooforectomia deve ser avaliada cuidadosamente, considerando o diagnóstico e o estado de saúde geral.
Indicações mais comuns
- Tumores ovarianos suspeitos ou confirmados
- Câncer de ovário ou de útero
- Endometriose severa
- Risco genético elevado para câncer hereditário
- Lesões ou cistos de difícil tratamento médico
Para aprofundar-se mais sobre o tema, consulte fontes confiáveis como o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e a Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBOG).
Pós-operatório e Recuperação
Cuidados após a cirurgia
- Repouso relativo nas primeiras semanas
- Monitoramento de sinais de infecção ou complicações
- Uso de medicação segundo orientação médica
- Acompanhamento hormonal, se necessário
Tempo de recuperação
Geralmente, o período de recuperação varia de 2 a 6 semanas, dependendo do procedimento realizado e do estado de saúde da paciente.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. A ooforectomia causa menopausa?
Sim, especialmente na remoção de ambos os ovários, pois esse órgão é responsável pela produção de hormônios sexuais femininos.
2. A ooforectomia é sempre necessária em casos de câncer de ovário?
Não, ela é uma das opções de tratamento. A decisão depende do estágio do tumor, condição da paciente e avaliação médica.
3. Como saber se preciso fazer uma ooforectomia?
A decisão deve ser tomada após avaliação médica detalhada, exames de imagem e testes genéticos, quando indicado.
4. Quais são as alternativas à ooforectomia?
Em alguns casos, o tratamento conservador pode ser possível, como a remoção do tumor sem a retirada de ambos os ovários, ou uso de terapias medicamentosas.
Conclusão
A ooforectomia é uma intervenção cirúrgica séria, que pode ser indispensável em determinados contextos de saúde da mulher, principalmente quando há risco de câncer ou condições que ameaçam a vida. Contudo, é fundamental que a decisão seja tomada após avaliação médica detalhada, considerando os riscos, benefícios e consequências hormonais. Acompanhamento especializado e informações confiáveis são essenciais para garantir o melhor desfecho possível.
Referências
Instituto Nacional de Câncer (INCA). O que é o câncer de ovário? Disponível em: https://www.inca.gov.br
Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Recomendações para o tratamento de tumores ovarianos. Disponível em: https://www.sbgo.org.br
Harlow, S. D., & Wilson, M. (2020). Ginecologia e Obstetrícia. Editora Saúde Integral.
Silva, J. (2022). O impacto da menopausa cirúrgica: uma revisão. Revista Brasileira de Ginecologia, 48(3), 245-251.
Agende uma consulta com um ginecologista para esclarecer dúvidas específicas e avaliar seu caso individualmente. Cuidar da saúde é o primeiro passo para uma vida plena e equilibrada!
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