O Que É o Infinitivo: Guia Completo para Entender a Forma Verbal
A língua portuguesa é repleta de formas verbais que expressam tempos, modos, vozes e aspectos diversos. Entre essas formas, uma das mais fundamentais e versáteis é o infinitivo. Conhecer o significado, a formação e o uso do infinitivo é essencial para quem deseja aprimorar a compreensão e a expressão na língua portuguesa. Este guia completo apresenta tudo o que você precisa saber sobre o infinitivo, de forma clara e detalhada, com exemplos, perguntas frequentes e dicas práticas para dominar esse tema.
O que é o infinitivo?
O infinitivo é a forma básica do verbo, quando não está conjugado em tempo, modo ou pessoa específicos. Ele representa a ideia do verbo de maneira geral, sem indicação de quem realiza a ação ou quando ela ocorre. Em português, o infinitivo é uma das três formas nominais do verbo, juntamente com o gerúndio e o ** particípio**.

Como identificar o infinitivo?
Normalmente, os verbos no infinitivo terminam em:
- -ar (exemplo: amar, falar, estudar)
- -er (exemplo: comer, correr, entender)
- -ir (exemplo: abrir, ir, partir)
Porém, há verbos irregulares e formas compostas que também podem ser considerados infinitivos.
Formação do infinitivo
Terminações do infinitivo
| Terminação | Exemplos | Descrição |
|---|---|---|
| -ar | amar, falar, estudar | Primeira conjugação |
| -er | comer, correr, entender | Segunda conjugação |
| -ir | abrir, partir, dormir | Terceira conjugação |
Infinitivo impessoal e pessoal
O infinitivo pode ser classificado em impessoal e pessoal, dependendo do uso na frase.
Infinitivo impessoal
O infinitivo impessoal é usado quando a ação é geral, sem especificar quem realiza. Geralmente, aparece com expressões como "é importante", "é necessário" ou sem sujeito explícito.
Exemplo:
- É importante estudar todos os dias. (ação geral, sem sujeito)
Infinitivo pessoal
O infinitivo pessoal admite flexão por pessoa, podendo variar de acordo com o sujeito da oração, especialmente na linguagem formal ou escrita.
Exemplo:
- Espero que estudemos para a prova.
- É necessário que estudeis bastante.
Uso do infinitivo na estrutura da frase
O infinitivo desempenha diferentes funções dentro de uma frase. A seguir, algumas das principais.
1. Como sujeito da oração
Quando o infinitivo funciona como sujeito, não há sujeito expresso, e ele geralmente aparece no começo da frase.
Exemplo:
- Estudar é fundamental para o aprendizado.
2. Como objeto direto de um verbo
Muitos verbos exigem o uso do infinitivo como objeto direto.
Exemplo:
- Gostamos de viajar nas férias.
- Preciso terminar o trabalho agora.
3. Após preposições
O infinitivo é frequentemente usado após preposições.
Exemplo:
- Ela se dedicou a conhecer novas culturas.
- Sem ter medo de falhar, continue tentando.
4. Em expressões e locuções verbais
O infinitivo é usado em diversas expressões fixas e construções verbais.
Exemplo:
- Para competir, é preciso treinar bastante.
- Está na hora de sair de casa.
Diferença entre infinitivo impessoal e pessoal
Como mencionado, o infinitivo pode variar de acordo com o uso na frase. Confira na tabela abaixo as principais diferenças.
| Característica | Infinitivo Impessoal | Infinitivo Pessoal |
|---|---|---|
| Uso principal | Geral, sem sujeito definido | Com sujeito explícito ou sujeito implícito flexionado |
| Flexão | Não possui flexão por pessoa | Possui flexão por pessoa ou número |
| Exemplos | Amar, correr, estudar | Estudar, correr, amar (quando há sujeito definido) |
Exemplos de uso do infinitivo em contextos diferentes
- Infinitivo impessoal:
É importante respeitar as diferenças.
Infinitivo pessoal:
- Espero que façamos um bom trabalho.
- É necessário que estudemos bastante para a prova.
Comparação entre infinitivo, gerúndio e particípio
| Forma verbal | Função | Exemplo | Descrição |
|---|---|---|---|
| Infinitivo | Nome do verbo, expressa ideia geral | Amar, correr | Forma básica, não conjugada |
| Gerúndio | Indica ação em andamento | Amando, correndo | Uso para o presente contínuo |
| Particípio | Indica ação concluída | Amado, corrido | Usado em tempos compostos ou como adjetivo |
"O estudo do infinitivo é fundamental para compreender a conjugação verbal."
Dicas para usar corretamente o infinitivo
- Observe se o verbo exige a sua presença após preposições.
- Use o infinitivo para indicar ações gerais ou quando o sujeito não é específico.
- Utilize o infinitivo pessoal quando for necessário flexionar por pessoa na linguagem formal.
- Pratique a identificação do uso do infinitivo em textos e frases do dia a dia.
Perguntas frequentes (FAQ)
1. Qual é a diferença entre infinitivo impessoal e pessoal?
O infinitivo impessoal é usado em construções gerais, sem referência a uma pessoa específica, enquanto o infinitivo pessoal admite flexão por pessoa ou número, sendo usado quando há sujeito explícito ou implícito na frase.
2. Como identificar o infinitivo de um verbo irregular?
Verbos irregulares possuem formas variadas, mas sua forma básica ainda é o infinitivo, como "fazer", "dizer", "trazer" ou "ler". Para identificar, consulte dicionários ou gramáticas que detalham as formas irregulares.
3. Quando usar o infinitivo na voz passiva?
O infinitivo pode ser usado na voz passiva sintética, formando expressões como "ser feito", "ser tratado", etc. Exemplo:
- O documento precisa ser assinado.
4. É correto usar o infinitivo após a expressão "dever"?
Depende do contexto. Geralmente, sim, quando há a ideia de obrigação ou sugestão. Exemplo:
- Você deve estudar para passar.
Conclusão
O infinitivo é uma das formas essenciais do verbo na língua portuguesa, atuando como uma ferramenta versátil para formar frases variadas e expressar ideias de forma clara e precisa. Dominar o uso do infinitivo, suas diferenças entre impessoal e pessoal, além de compreender suas funções na frase, é fundamental para aprimorar a escrita e a comunicação oral.
Lembre-se de praticar o uso constante do infinitivo, analisando textos, escrevendo frases e consultando gramáticas confiáveis. Assim, você se tornará um mestre na sua aplicação, contribuindo para uma comunicação mais eficiente e correta.
Referências
- Academia Brasileira de Letras. Gramática Normativa da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Nacional, 2009.
- dicionário Michaelis. Disponível em: https://www.michaelis.uol.com.br
- Domingos Paschoal Mourelat. Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo: Editora Globo, 2012.
Para aprofundar seus conhecimentos, você pode consultar também o portal Portal Brasil Escola, que oferece explicações detalhadas e exercícios sobre o tema.
MDBF