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O Que É Leiomioma: Entenda Tudo Sobre Essa Massa Uterina

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O leiomioma, também conhecido como fibroma uterino, é uma das condições mais comuns que acometem o sistema reprodutor feminino. Apesar de sua prevalência, muitas mulheres ainda possuem dúvidas sobre o que realmente é essa massa, seus sintomas, causas e tratamentos disponíveis. Este artigo tem como objetivo fornecer uma compreensão completa sobre o tema, abrangendo desde conceitos básicos até aspectos avançados, sempre buscando otimizar o conteúdo para mecanismos de busca (SEO).

Se você ou alguém que conhece está enfrentando sintomas associados ao leiomioma, continue a leitura para entender melhor essa condição, suas implicações e possibilidades de manejo.

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O Que É Leiomioma?

O leiomioma é uma formação benigna composta por tecido muscular liso que se desenvolve na parede do útero. Ele costuma variar em tamanho, podendo ser tão pequeno quanto uma ervilha ou tão grande quanto uma melancia, dependendo do caso.

Definição

Segundo a ginecologia moderna, o leiomioma uterino é um tumor benigno composto por fibras musculares lisas do útero, amplamente comum em mulheres em idade reprodutiva. Essa massa pode se desenvolver isoladamente ou em múltiplas formações, sendo uma das principais causas de problemas ginecológicos.

Fisiopatologia

A formação do leiomioma envolve um crescimento desordenado das células musculares uterinas, muitas vezes influenciado por fatores hormonais, especialmente o estrogênio e a progesterona. Esses hormônios estimulam o crescimento e a manutenção dos leiomiomas durante o período reprodutivo, podendo diminuir após a menopausa.

Causas e Fatores de Risco

Embora a causa exata do leiomioma ainda não seja completamente esclarecida, alguns fatores de risco foram identificados na literatura médica:

Fator de RiscoDescrição
Predisposição genéticaHistórico familiar aumenta a probabilidade de desenvolvimento
IdadeMulheres entre 30 a 50 anos apresentam maior incidência
ObesidadeAumento do acúmulo de gordura corporal vinculado a maior risco
Hipertensão arterialRelação com a circulação sanguínea e hipóteses de influência hormonal
Ambos os fatores hormonaisNíveis elevados de estrogênio e progesterona
Alimentação e estilo de vidaDieta rica em gorduras, sedentarismo e alto consumo de alimentos ultraprocessados podem influenciar

Fatores hormonais e genéticos

Aumentos nos níveis de estrogênio e progesterona estimulam a proliferação das células musculares uterinas, favorecendo o crescimento do tumor. Além disso, a predisposição genética pode contribuir para o desenvolvimento do leiomioma, especialmente em mulheres com histórico familiar de fibromas.

Sintomas do Leiomioma

Muitas mulheres portadoras de leiomioma aparecem assintomáticas, ou seja, não apresentam sintomas aparentes. Contudo, quando os sinais aparecem, podem incluir:

Sintomas comuns

  • Sangramento menstrual intenso ou irregular
  • Dor na região pélvica ou lombar
  • Sensação de pressão na bexiga ou reto
  • Aumento do volume abdominal
  • Dores durante relações sexuais
  • Urgência ou dificuldade para urinar

Sintomas de acordo com o tamanho e a localização

Tipo de LeiomiomaSintomas PredominantesObservações
SubmucosoSangramento intenso, anemiaCresce na cavidade uterina, afetando o fluxo menstrual
IntramuralAumento do volume do ventre, dorLocalizado na parede muscular do útero
SubserosoDor, sensação de peso, pressão na bexigaCresce para fora do útero, podendo impactar órgãos adjacentes

"A maioria das mulheres que desenvolvem leiomiomas não apresenta sintomas evidentes, levando muitas vezes ao diagnóstico tardio." — Fonte: Associação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBOG)

Diagnóstico do Leiomioma

O diagnóstico é baseado na avaliação do histórico clínico, exame físico e exames complementares:

Exame clínico

  • Palpação abdominal
  • Exame ginecológico pélvico

Exames de imagem

  • Ultrassonografia transvaginal: principal método para identificar e evaluar o tamanho, localização e número de fibromas.
  • Histerossalpingografia: avalia a cavidade uterina, útil em casos de sangramento intenso.
  • Ressonância magnética: fornece detalhes precisos em casos complexos ou múltiplos fibromas.
  • Histeroscopia: visualização direta de fibromas submucosos.

Tratamentos Disponíveis

O manejo do leiomioma depende do tamanho, localização, sintomas e desejo de preservação da fertilidade.

Opções não invasivas

  • Acompanhamento clínico: para fibromas assintomáticos ou de pequeno tamanho.
  • Medicamentos hormonais: anticoncepcionais, agonistas de GnRH, para reduzir o volume tumoral ou controlar os sintomas.
  • Embolização das artérias uterinas: procedimento minimamente invasivo que restringe o fluxo sanguíneo ao fibroma, levando à sua redução.

Opções cirúrgicas

  • Myomectomia: remoção do fibroma, preservando o útero. Recomendada para mulheres que desejam manter a fertilidade.
  • Histerectomia: remoção do útero, indicada em casos avançados ou sintomas severos.

Tratamento alternativo

  • Terapias complementares: mudanças na dieta, exercícios físicos, uso de fitoterápicos devem ser discutidos e acompanhados por profissionais.

Para saber mais sobre as opções de tratamento, consulte o Portal da Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.

Como Prevenir o Leiomioma?

Apesar de não existir uma forma definitiva de prevenir a formação de leiomiomas, algumas atitudes podem auxiliar na redução do risco:

  • Manter uma dieta equilibrada e rica em antioxidantes
  • Controlar o peso corporal
  • Praticar atividades físicas regularmente
  • Evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco
  • Realizar acompanhamento ginecológico periódico

Perguntas Frequentes

1. O que causa o leiomioma?

Embora a causa exata seja desconhecida, fatores hormonais, predisposição genética e estilo de vida influenciam seu desenvolvimento.

2. O leiomioma é cancerígeno?

Não, o leiomioma é uma massa benigna e raramente evolui para câncer.

3. Pode engravidar com leiomioma?

Sim, muitas mulheres com fibromas engravidam normalmente, embora fibromas de grande tamanho ou em localizações específicas possam afetar a fertilidade ou a gestação.

4. Como saber se tenho leiomioma?

A maioria das mulheres não apresenta sintomas, mas exames de imagem, como ultrassonografia, são essenciais para diagnóstico precoce.

5. O tratamento é sempre necessário?

Nem sempre. Mulheres assintomáticas podem acompanhar a evolução do fibroma sem necessidade de intervenção imediata.

Conclusão

O leiomioma é uma condição comum, benigna, que pode afetar significativamente a qualidade de vida da mulher, especialmente quando associada a sintomas intensos. A compreensão de seus fatores de risco, sintomas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento é fundamental para uma abordagem eficaz e segura.

Lembre-se sempre de procurar um especialista em ginecologia para avaliação completa e definição do melhor plano de manejo, pois cada caso é único e requer atenção personalizada.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBOG). Leiomioma uterino. Disponível em: https://sbog.org.br

  2. Ministério da Saúde. Leiomioma uterino. Governo Federal. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-da-mulher/fertilidade-e-gestao/leiomioma-uterino

  3. Baird DD, et al. Epidemiology of uterine fibroids: a systematic review. American Journal of Obstetrics & Gynecology. 2020.

  4. Stewart EA. Uterine fibroids. The New England Journal of Medicine. 2015.

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