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Hipertireoidismo: O Que é e Quais os Sintomas Mais Comuns

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O hipertireoidismo é uma condição médica que afeta uma parcela significativa da população mundial, especialmente mulheres em idade fértil. Compreender essa enfermidade é essencial para identificar seus sintomas precocemente e buscar tratamento adequado. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é o hipertireoidismo, seus sintomas mais comuns, fatores de risco, diagnóstico, tratamento e dicas para melhorar a qualidade de vida daqueles que convivem com essa condição.

Introdução

A glândula tireoide desempenha um papel fundamental na regulação do metabolismo, produção de energia e funcionamento geral do organismo. Quando ela produz hormônios em excesso, a condição é denominada hipertireoidismo. Apesar de ser uma doença tratável, seu diagnóstico tardio pode levar a complicações sérias. Por isso, é importante estar atento aos sinais e sintomas que podem indicar a presença dessa enfermidade.

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O que é hipertireoidismo?

Definição e funcionamento da tireoide

A tireoide é uma glândula em formato de borboleta localizada na região anterior do pescoço, abaixo da laringe. Sua principal função é produzir os hormônios tiroxina (T4) e triiodotironina (T3), que atuam no controle do metabolismo, temperatura corporal, frequência cardíaca, entre outros processos fisiológicos. Quando esses hormônios são produzidos em excesso, o organismo passa a acelerar suas funções, resultando no hipertireoidismo.

Causas do hipertireoidismo

Várias condições podem levar ao hipertireoidismo, dentre elas:

  • Doença de Graves: a causa mais comum, associada a uma resposta autoimune que estimula a tireoide a produzir hormônios em excesso.
  • Nódulos Tireoideanos: tumores ou nódulos que produzem hormônios de forma autônoma.
  • Adenoma Tireoideano: tumor benign que secreta hormônios.
  • Inflamação da TireoidE (Tireoidite): que pode causar liberação excessiva de hormônios.
  • Uso excessivo de hormônios tireoidianos: em tratamentos médicos.

Quem está na faixa de risco?

Fatores de risco incluem:

  • Predisposição genética
  • Histórico familiar de doenças tireoidianas
  • Sexo feminino (mulheres são mais afetadas)
  • Idade entre 20 e 40 anos
  • Estresse físico ou emocional elevado
  • Exposição ao excesso de iodo

Sintomas do hipertireoidismo

Os sinais e sintomas variam de pessoa para pessoa, dependendo da gravidade da doença e do tempo de evolução. A seguir, apresentamos os sintomas mais comuns, classificados por sistemas do organismo.

Sintomas físicos

SintomaDescrição
Perda de peso súbitaMesmo com o aumento do apetite, o paciente pode perder peso de forma rápida.
TaquicardiaPalpitações e aumento da frequência cardíaca em repouso.
Tremores nas mãosPequenos tremores, especialmente ao segurar objetos.
Sudorese excessivaSensação de calor constante, mesmo em ambientes frescos.
Aumento do apetiteDesejo de comer mais, apesar da perda de peso.
Fadiga e fraqueza muscularSensação de cansaço, dores e fraqueza muscular.
Intolerância ao calorDificuldade de suportar altas temperaturas.
Alterações no sonoInsônia e dificuldade para dormir.

Sintomas emocionais e cognitivos

  • Ansiedade e nervosismo
  • Irritabilidade e agitação
  • Dificuldade de concentração
  • Ansiedade generalizada

Sintomas na pele e nos cabelos

  • Pele fina e quente ao toque
  • Queda de cabelo ou afinamento capilar
  • Dermatite pré-tibial (erupções na parte frontal das pernas)

Sintomas oculares

  • Olhos fundos ou proeminentes (exoftalmia)
  • Sensação de areia ou areia nos olhos
  • Olhos irritados ou lacrimejantes

“Identificar os sintomas precocemente pode fazer toda a diferença no tratamento do hipertireoidismo, prevenindo complicações graves.” – Dr. Carlos Silva, endocrinologista

Como é feito o diagnóstico do hipertireoidismo?

O diagnóstico envolve consultas médicas, exames físicos e laboratoriais. Os principais exames são:

  • Dosagem hormonal: TSH, T3 e T4.
  • Exames de imagem: cintilografia, ultrassonografia tireoidiana.
  • Anticorpos: pesquisa de anticorpos anti-receptor de TSH, especialmente na doença de Graves.

Tabela: Exames para diagnóstico do hipertireoidismo

ExameObjetivo
TSH (hormônio estimulante da tireoide)Avalia a ativação da hipófise em resposta à tireoide.
T3 e T4 livresDetectam níveis elevados dos hormônios tireoidianos.
CintilografiaIdentifica a atividade dos nódulos ou glândula geral.
Anticorpos anti-receptor de TSHConfirmam doença autoimune de Graves.

Tratamento do hipertireoidismo

Existem diversas abordagens terapêuticas, que variam conforme a causa, gravidade e características do paciente.

Opções de tratamento

  • Medicamentos antitireoidianos: metimazol e propiltiouracil, que reduzem a produção hormonal.
  • Radiação com iodo radioativo: destrói partes da tireoide para diminuir a produção hormonal.
  • Cirurgia ( tireoidectomia): remoção parcial ou total da glândula.
  • Controle clínico: acompanhamento regular, ajustes na medicação e monitoramento de possíveis complicações.

Tabela: Vantagens e desvantagens dos tratamentos

TratamentoVantagensDesvantagens
MedicamentosMenor invasividade, controle em curto prazoRequer uso contínuo, efeitos colaterais possíveis
Iodo radioativoRedução duradoura dos sintomasPode levar ao hipotireoidismo; necessidade de acompanhamento
CirurgiaRemoção definitiva, indicação em casos complexosRisco cirúrgico, cicatriz no pescoço

Como prevenir complicações do hipertireoidismo

O acompanhamento médico regular é fundamental. Se não tratado, o hipertireoidismo pode levar a complicações como:

  • Cegueira secundária à exoftalmia (nos casos de Graves)
  • Arritmias cardíacas graves
  • Osteoporose
  • Crise tireotóxica (situação de emergência)

Para pacientes com hipertireoidismo, a manutenção do tratamento e a adoção de estilo de vida saudável são essenciais para evitar agravos.

Perguntas frequentes

O hipertireoidismo é uma doença hereditária?

Sim, há predisposição genética em alguns casos, especialmente na doença de Graves, que é uma condição autoimune.

Quanto tempo leva para tratar o hipertireoidismo?

O tratamento pode variar de meses a anos, dependendo do método utilizado e da resposta do paciente.

É possível ter hipertireoidismo sem sentir sintomas?

Sim, em fases iniciais, alguns pacientes podem estar assintomáticos ou apresentarem sintomas leves.

O hipertireoidismo pode ser curado?

Em muitos casos, sim. Os tratamentos podem levar à remissão ou controle definitivo da doença, especialmente com cirurgia ou iodo radioativo.

Conclusão

O hipertireoidismo é uma condição que demanda atenção e acompanhamento médico adequado. Conhecer seus sintomas mais comuns, compreender suas causas e possibilidades de tratamento é fundamental para garantir uma melhor qualidade de vida. Se você apresenta sinais de ansiedade, perda de peso ou palpitações, procure um endocrinologista para realizar exames e orientar o melhor tratamento. A detecção precoce faz toda a diferença na prevenção de complicações graves e na recuperação da saúde.

Referências

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Diretrizes de Diagnóstico e Tratamento do Hipertireoidismo. Ministério da Saúde, 2020.
  2. Nobre, A. C., & Souza, A. P. (2019). Tireoide: fundamentos, diagnóstico e tratamento. Rio de Janeiro: Elsevier Brasil.
  3. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento do Hipertireoidismo. Disponível em: https://www.endocrino.org.br/

Este artigo tem como objetivo fornecer uma compreensão abrangente sobre o hipertireoidismo, promovendo conscientização e orientando para ações preventivas e corretas.