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O Que É Escoliose: Entenda As Causas e Tratamentos

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A escoliose é uma condição que afeta muitas pessoas ao redor do mundo, mas ainda há muitas dúvidas sobre o tema. Conhecer seus sintomas, causas e opções de tratamento é fundamental para manter a saúde da coluna vertebral e melhorar a qualidade de vida. Este artigo apresenta uma visão completa sobre a escoliose, abordando suas características, fatores de risco, métodos de diagnóstico, tratamentos disponíveis e dicas de prevenção.

Introdução

A saúde da coluna vertebral é essencial para a postura, mobilidade e bem-estar geral. Quando a coluna apresenta curvas anormais, como na escoliose, podem surgir dores, limitações de movimento e complicações de saúde. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3% a 5% da população mundial apresenta algum grau de escoliose, sendo mais comum na fase de crescimento, principalmente na adolescência.

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Apesar de sua prevalência, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que é a escoliose, suas causas e como ela pode ser tratada. Este artigo tem como objetivo esclarecer essas questões para que você entenda melhor essa condição e saiba como agir em caso de suspeita.

O que é a escoliose?

A escoliose é uma curvatura lateral da coluna vertebral que se manifesta em forma de 'S' ou 'C' quando ventilada de trás. Essa condição pode afetar qualquer parte da coluna, mas é mais comum na região torácica (costas) ou lombar (parte inferior das costas).

Características principais

  • Curvatura lateral: Desvio da coluna para um dos lados.
  • Rotação vertebral: Além da curvatura, há uma rotação das vértebras, causando assimetria na aparência da costas, ombros ou quadris.
  • Progressão: Pode evoluir lentamente ao longo do tempo, especialmente durante o crescimento.

Diferenciação entre tipos de escoliose

Tipo de EscolioseDescriçãoIdade de Início
Escoliose idiopáticaSem causa conhecida, é a mais comum – especialmente na adolescênciaAdolescente (10-18 anos)
Escoliose congênitaPresente ao nascimento, devido a anomalias vertebraisDesde o nascimento
Escoliose neuromuscularAssociada a condições neurológicas ou muscularesQualquer idade

Nota: A escoliose idiopática responde por cerca de 80% a 85% dos casos.

Causas da escoliose

Embora a maioria dos casos seja idiopática, ou seja, sem causa aparente, há fatores que podem contribuir para o desenvolvimento ou agravamento da escoliose:

Causas conhecidas

  • Genética: Família com histórico de escoliose aumenta risco.
  • Problemas congênitos: Anomalias na formação das vértebras durante o desenvolvimento fetal.
  • Condições neuromusculares: Como paralisia cerebral, mielomeningocele, entre outras.
  • Postura incorreta: Pode agravar ou contribuir para o quadro, embora não seja a causa principal.

Fatores de risco

Fator de riscoDetalhes
IdadeAdolescência, fase de crescimento rápido
SexoMeninas têm maior predisposição
Histórico familiarPresença de casos na família
Condições médicas préviasProblemas neuromusculares, congênitos, etc.

Uma citação importante de Dr. José Carlos Oliveira, especialista em ortopedia, reforça que:
"A intervenção precoce na escoliose pode evitar complicações futuras e melhorar significativamente o prognóstico."

Sintomas da escoliose

Muitos casos de escoliose são leves e assintomáticos, mas o avanço da deformidade pode gerar sinais visíveis e sintomas:

Sinais físicos

  • Ombros assimétricos
  • Quadris desalinhados
  • Costas com curvatura visível
  • Peito abaulado de um lado
  • Roupas com assimetrias

Sintomas comuns

  • Dores nas costas, principalmente após esforço prolongado
  • Fadiga muscular
  • Dificuldade em manter uma postura confortável
  • Problemas respiratórios em casos avançados

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da escoliose é realizado por um especialista, geralmente ortopedista, através de uma avaliação clínica detalhada e exames de imagem.

Exame físico

  • Observação da postura
  • Verificação de assimetrias visíveis nos ombros, quadris e costelas
  • Teste do Adams: o paciente se inclina para frente, permitindo observar a curvatura da coluna

Exames complementares

ExameDescrição
Raio-X da colunaConfirmar a curvatura e avaliar seu grau e progressão
Tomografia computadorizadaEm casos específicos, para detalhamento das vértebras
Ressonância magnéticaPara investigação de causas neuromusculares ou congênitas

A tabela a seguir resume os graus de curvatura e suas classificações:

Grau de CurvaturaDescriçãoRecomendações
Menor que 20°Curvatura leveMonitoramento periódico
Entre 20° e 40°Curvatura moderadaTratamento conservador (fisioterapia, vigilância)
Acima de 40°Curvatura severaPossível indicação cirúrgica

Tratamentos disponíveis

O tratamento da escoliose varia de acordo com a gravidade, idade do paciente e risco de progressão. A melhor estratégia envolve uma equipe multidisciplinar, incluindo ortopedistas, fisioterapeutas e outros profissionais de saúde.

Tratamento conservador

  • Fisioterapia: fortalecimento muscular e correção postural.
  • Uso de órteses: coletes sob medida, utilizados principalmente em adolescentes cujo crescimento ainda não terminou.
  • Monitoramento regular: para verificar a progressão da curva.

Quando considerar cirurgia?

Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, indica-se cirurgia quando:

  • A curva é superior a 45° a 50°
  • Há risco de agravamento, ou já há impacto na função respiratória ou funcionalidade.

A cirurgia mais comum é a fusão vertebral, onde as vértebras são fixadas com ferramenta metálica, estabilizando a coluna.

Novas abordagens e pesquisas

Pesquisas atuais investigam terapias minimamente invasivas, técnicas de estabilização e tratamentos biológicos que visam melhorar resultados e reduzir complicações.

Tabela comparativa de tratamentos

Tipo de TratamentoIndicaçãoVantagensDesvantagens
FisioterapiaCurvas leves, prevenção de progressãoMenos invasivo, melhora força muscularNão corrige curvatura já estabelecida
Órteses (coletes)Curvas moderadas, em crescimentoPode frear a progressão da curvaUso diário, desconforto, baixa adesão
CirurgiaCurvas graves, risco de complicaçõesCorreção eficiente, estabilizaçãoInvasiva, riscos cirúrgicos

Perguntas frequentes

1. A escoliose pode desaparecer sozinha?

Na maioria dos casos, a escoliose não desaparece sozinha. É importante monitorar a condição e buscar orientação médica para avaliar a necessidade de tratamento.

2. A escoliose é mais comum em adultos ou crianças?

Embora possa ocorrer em qualquer idade, a escoliose idiopática costuma se desenvolver na adolescência, enquanto em adultos pode ser consequência de deformidades residuais ou degeneração.

3. Como prevenir a escoliose?

Embora nem todos os casos possam ser evitados, manter uma postura correta, praticar atividades físicas e evitar cargas excessivas na coluna ajudam na saúde da coluna vertebral.

4. A escoliose tem cura?

Nem sempre há cura completa, mas com o tratamento adequado, especialmente na fase de crescimento, é possível limitar a progressão e melhorar a qualidade de vida.

Conclusão

A escoliose é uma condição que exige atenção e acompanhamento profissional adequado. Com o diagnóstico precoce, é possível implementar estratégias eficazes de tratamento, evitando complicações futuras. A compreensão sobre suas causas, sinais e possibilidades de intervenção ajuda os pacientes a adotarem uma postura proativa na preservação da saúde da coluna.

Lembre-se: a prevenção e o tratamento correto podem fazer toda a diferença na sua qualidade de vida. Se você suspeita de escoliose ou percebe sinais na sua postura, procure um especialista para uma avaliação detalhada.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. "Relatório Mundial da Saúde 2023". Disponível em: https://www.who.int

  2. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. "Guia de Diagnóstico e Tratamento da Escoliose". Disponível em: https://www.sbot.org.br

  3. Silva, M. A., & Pereira, P. R. (2020). Abordagem multidisciplinar na escoliose idiopática. Jornal Brasileiro de Ortopedia, 56(4), 123-130.

Lembre-se: Manter uma postura correta e realizar acompanhamento médico regular são atitudes essenciais para cuidar da sua coluna e prevenir problemas futuros.