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O Que é DST: Entenda Tudo Sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis

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As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), atualmente conhecidas também como Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), representam um dos principais desafios na área da saúde pública mundial. Elas afetam milhões de pessoas todos os anos, independentemente de idade, orientação sexual ou classe social. Embora muitas dessas infecções possam ser tratadas ou controladas, a falta de conscientização e de práticas preventivas aumenta o risco de transmissão e complicações sérias.

Neste artigo, vamos explorar de forma detalhada o que são as DST, suas formas de transmissão, sintomas, métodos de prevenção, tratamento e a importância do diagnóstico precoce. Além disso, apresentaremos respostas às perguntas mais frequentes e informações essenciais para quem deseja entender mais sobre esse tema relevante.

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O que são DST?

DST, ou Doenças Sexualmente Transmissíveis, são infeções que podem ser transmitidas de uma pessoa para outra através do contato sexual, incluindo relações vaginais, anais e orais. São causadas por vírus, bactérias, protozoários ou fungos, podendo afetar diferentes áreas do corpo, como órgãos genitais, boca, garganta e pele.

Desde julho de 2018, o termo oficial utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde do Brasil é “Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)”, reforçando a importância de uma abordagem mais abrangente, que considere também infecções transmitidas em outros contextos além do ato sexual.

Como as DST são transmitidas?

H2: Formas de transmissão

As DST podem ser transmitidas por diversos meios, sendo o principal o contato sexual desprotegido. Veja abaixo as principais formas de transmissão:

  • Relações sexuais sem proteção (sem uso de preservativo)
  • Contato com sangue contaminado, por exemplo, durante transfusões ou uso de seringas compartilhadas
  • De mãe para filho, durante o parto ou amamentação
  • Contato direto com feridas, ferimentos ou lesões infectadas

H2: Fatores que aumentam o risco

Alguns fatores contribuem para o aumento da probabilidade de contrair DST, como:

  • Múltiplos parceiros sexuais
  • Falta do uso de preservativos
  • Iniciação precoce na vida sexual
  • Uso de drogas ou álcool, que reduzem o cuidado ao praticar sexo seguro
  • Presença de outras infecções ou doenças que comprometam o sistema imunológico

Quais são as principais DST?

H2: Lista das DST mais comuns

DoençaAgente EtiológicoTransmissãoSintomas Principais
GonorreiaBactéria Neisseria gonorrhoeaeSexo vaginal, anal, oralDor ao urinar, secreção purulenta, dor na região genital
SífilisBactéria Treponema pallidumSexo, contato com lesõesFeridas indolores, manchas na pele, sintomas neurológicos
Herpes GenitalVírus Herpes Simplex (HSV-2, HSV-1)Sexo, contato com lesõesFeridas, bolhas, coceira, dor
HIV/AIDSVírus Human Immunodeficiency VirusSexo, contato com sangue, mãe-fetoInfecções oportunistas, fadiga, perda de peso
HPV (Papilomavírus Humano)Vírus HPVSexo vaginal, anal, oralVerrugas genitais, alterações na cervical
Hepatite BVírus Hepatite BSexo, contato com sangueFadiga, icterícia, dor abdominal
Cancro de garganta e bocaDiversos vírus, incluindo HPVSexo oral, contato com secreçõesLesões na boca, dor na garganta

Para entender melhor, confira essa tabela explicativa.

Sintomas das DST

Muitas DST podem ser assintomáticas, o que aumenta o risco de transmissão sem que a pessoa perceba. Quando presentes, os sintomas variam de acordo com a infecção, podendo incluir:

  • Secreções anormais pelos órgãos genitais
  • Dor ou queimação ao urinar
  • Feridas, ferimentos ou bolhas na região genital ou na boca
  • Coceira ou irritação genital
  • Dor durante o ato sexual
  • Inchaço ou dor na região pélvica

Segundo o Ministério da Saúde, “a maioria das DST, se diagnosticada precocemente, tem tratamento eficaz e pode evitar complicações graves e transmissão.”

Como prevenir DST?

H2: Medidas de prevenção eficazes

Prevenir as DST envolve várias ações, entre elas:

  • Uso correto do preservativo: É o método mais eficaz na redução do risco de transmissão.
  • Realizar testes periódicos: Cheque-se regularmente, especialmente se tiver múltiplos parceiros.
  • Limitação do número de parceiros sexuais: Reduz o risco de contato com uma pessoa infectada.
  • Conduta sexual responsável e informada: Comunicação aberta com o parceiro.
  • Vacinação: Contra hepatite B e HPV, por exemplo.
  • Evitar o uso de drogas e álcool em excesso, que podem diminuir o cuidado durante o ato sexual.

H2: Importância do exame preventivo

Realizar exames periódicos é fundamental para identificar infecções assintomáticas e tratar precocemente, evitando complicações e transmissão. No Brasil, a rede de saúde pública oferece testes gratuitos para diversas DSTs.

Para saber mais sobre os testes disponíveis, acesse o portal do Ministério da Saúde.

Tratamento das DST

H2: Como são tratadas as DST?

O tratamento depende do agente causador da infecção:

  • Bactérias: Geralmente tratadas com antibióticos específicos, seguindo orientação médica.
  • Vírus: Algumas infecções virais, como herpes e HIV, não têm cura, mas podem ser controladas com medicamentos antivirais.
  • Fungos e protozoários: Tratados com antifúngicos ou antiparasitários.

“A busca pelo diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento e para evitar complicações futuras.” — Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

É importante seguir todas as recomendações médicas, informar o(s) parceiro(s) sexual(is) e realizar novos exames após o tratamento.

H2: Consequências de não tratar DST

Se não tratadas, as DST podem evoluir para complicações severas, incluindo infertilidade, doenças crônicas, câncer e, em casos graves, óbito. Além disso, a transmissão contínua aumenta o risco de infecção para outras pessoas.

Perguntas Frequentes (FAQ)

H2: O que fazer se suspeitar que tenho DST?

Procure uma unidade de saúde para realizar testes específicos e receber o tratamento adequado. Quanto mais cedo procurar ajuda, melhor será o prognóstico.

H2: As DST podem desaparecer sozinhas?

Na maioria dos casos, não. Muitas DST requerem tratamento medicamentoso. Algumas infecções podem ficar assintomáticas por longos períodos, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.

H2: Uso de preservativos garante 100% de proteção?

Não, o preservativo reduz significativamente o risco de transmissão, mas nenhuma forma de proteção oferece garantia absoluta. Ainda assim, é o método mais eficaz disponível.

H2: As DST podem ser transmitidas por contato não sexual?

Sim. Algumas podem ser transmitidas por contato com sangue, de mãe para filho, ou por contato pele a pele, como no caso do HPV.

Conclusão

As Doenças Sexualmente Transmissíveis representam um desafio contínuo na saúde pública mundial, mas a informação, o uso de proteção e o acompanhamento médico regular podem diminuir significativamente seus impactos. A prevenção é a melhor estratégia para evitar infecções, e o diagnóstico precoce faz toda a diferença na cura e controle das DST.

Para promover uma vida sexual segura e saudável, é fundamental estar informado, fazer exames periódicos e conversar abertamente com os parceiros. Lembre-se: a prevenção começa com a conscientização e o cuidado consigo mesmo.

Referências

  1. Ministério da Saúde. (2023). Doenças sexualmente transmissíveis (DST). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-do-adorlescente-e-do-jovem/doencas/infecoes-sexuais

  2. Organização Mundial da Saúde. (2018). Infecções Sexualmente Transmissíveis. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/sexually-transmitted-infections

  3. Instituto de Infectologia Evandro Chagas. (2021). DSTs e ISTs: tudo o que você precisa saber. Disponível em: https://www.infectologia.com.br/post/dsts-e-ists-tudo-o-que-voce-precisa-saber

Lembre-se: informar-se é o primeiro passo para uma vida sexual saudável e livre de riscos.