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O Que É Dislipidemia: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes

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A dislipidemia é uma condição clínica que tem ganhado cada vez mais atenção devido ao seu papel como fator de risco para doenças cardiovasculares. Muitos indivíduos podem apresentar alterações nos níveis de gorduras no sangue sem saber, o que aumenta suas chances de desenvolver problemas de saúde graves, como infarto do miocárdio e AcidenteVascular Cerebral (AVC). Neste artigo, vamos explorar detalhadamente o que é dislipidemia, suas causas, sintomas, formas de diagnóstico e os tratamentos mais eficazes para esse problema de saúde.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, "a dislipidemia é uma das principais causas de doenças cardiovasculares no mundo". Entender essa condição é vital para a prevenção e o controle de doenças que podem afetar significativamente a qualidade de vida.

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O Que É Dislipidemia?

Definição

Dislipidemia é uma condição caracterizada por níveis anormais de lipídios no sangue, que incluem colesterol total, LDL colesterol (colesterol ruim), HDL colesterol (colesterol bom) e triglicerídeos. Essas alterações podem levar ao acúmulo de gordura nas paredes das artérias, contribuindo para o desenvolvimento de aterosclerose.

Como a Dislipidemia Afeta o Corpo

A circulação de lipídios no sangue é essencial para o funcionamento do organismo, porém, quando esses níveis estão desequilibrados, podem promover a formação de placas de gordura nas artérias. Essa condição prejudica a circulação sanguínea, diminui o fornecimento de oxigênio ao coração e ao cérebro, podendo causar eventos cardíacos e cerebrais graves.

Causas da Dislipidemia

Causas Primárias

As causas primárias são originadas por fatores genéticos e hereditários, como:- Hipercolesterolemia familiar: uma condição genética que leva ao excesso de colesterol LDL no sangue.- Hipertrigliceridemia familiar: níveis elevados de triglicerídeos devido a fatores genéticos.

Causas Secundárias

Fatores ambientais e comportamentais que contribuem para o desenvolvimento da dislipidemia incluem:- Má alimentação: consumo excessivo de gorduras saturadas, trans e carboidratos simples.- Sedentarismo: falta de atividade física regular.- Obesidade: aumento do peso corporal está associado a alterações lipídicas.- Tabagismo: prejudica o perfil lipídico e danifica os vasos sanguíneos.- Uso de medicamentos: alguns medicamentos, como corticosteroides e betabloqueadores, podem alterar os níveis lipídicos.- Doenças crônicas: diabetes mellitus, hipotireoidismo, doenças hepáticas e renais.

Sintomas da Dislipidemia

Sintomas Comuns

A dislipidemia frequentemente não apresenta sintomas perceptíveis, sendo muitas vezes descoberta apenas por exames de sangue de rotina. Contudo, podem ocorrer sinais indiretos:

  • Xantomas: placas de gordura sob a pele, geralmente ao redor dos olhos ou nas mãos.
  • Xantelasmas: depósitos de gordura na pálpebra.
  • Arco aórtico e sinais de aterosclerose: sinais físicos de problemas vasculares avançados.

Quando Procurar Ajuda Médica

Se você possui fatores de risco, como histórico familiar de doenças cardíacas, obesidade ou hipertensão, é importante realizar exames periódicos mesmo sem sintomas. Sintomas mais graves, como dor no peito, falta de ar, fraqueza ou formigamento, podem indicar complicações relacionadas à dislipidemia, e exigem atenção médica imediata.

Diagnóstico da Dislipidemia

Exames Laboratoriais

O diagnóstico é realizado através de exames de sangue que analisam:| Parâmetro | Faixa Normal | Valor Alterado ||-||-|| Colesterol Total | Até 200 mg/dL | Acima de 200 mg/dL || LDL (colesterol ruim) | Até 130 mg/dL | Acima de 130 mg/dL || HDL (colesterol bom) | Acima de 40 mg/dL (homens) | Até 40 mg/dL (homens) || | Acima de 50 mg/dL (mulheres)| Até 50 mg/dL (mulheres) || Triglicerídeos | Até 150 mg/dL | Acima de 150 mg/dL |

Quando fazer o exame

Recomenda-se verificar os níveis de lipídios pelo menos uma vez ao ano, especialmente para pessoas acima de 20 anos ou com fatores de risco.

Tratamentos para a Dislipidemia

Mudanças no Estilo de Vida

Antes de recorrer a medicamentos, as mudanças no cotidiano podem fazer uma enorme diferença:

  • Alimentação saudável: reduzir gorduras saturadas e trans, aumentar o consumo de fibras, frutas, legumes e cereais integrais.
  • Prática regular de exercícios físicos: pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica por semana.
  • Controle do peso corporal: emagrecer de forma gradual e sustentável.
  • Abstinência de tabaco e álcool: diminuir os fatores de risco associados.

Medicações

Quando as mudanças de estilo de vida não são suficientes, o médico pode prescrever medicamentos, como:

  • Estatinas: reduzem o LDL colesterol e têm efeito anti-inflamatório.
  • Fibratos: controlam triglicerídeos.
  • Ácido nicotínico (niacina): aumenta o HDL.
  • Sequestrantes de ácidos biliares: reduzem o colesterol total.

Importante: Sempre seguir as orientações médicas e realizar exames periódicos para monitorar os níveis lipídicos.

Tratamentos Naturais e Complementares

Há também estratégias naturais que podem auxiliar na melhora do perfil lipídico, como:

  • Consumo de ômega-3 (encontrado em peixes e sementes de chia).
  • Uso de fitoesteróis (encontrados em alguns alimentos fortificados).
  • Controle do estresse através de técnicas de relaxamento e meditação.

A Importância do Acompanhamento Médico

A dislipidemia é uma condição que exige acompanhamento contínuo, pois os níveis de lipídios podem variar com o tempo. Como afirmou o cardiologista Dr. Roberto Kalil Filho, "a prevenção e o controle da dislipidemia são essenciais na redução do risco cardiovascular". Assim, manter uma rotina de consultas médicas e exames regularizados é fundamental para a saúde do coração.

Perguntas Frequentes

1. A dislipidemia é hereditária?

Sim. Existe uma predisposição genética que pode influenciar os níveis de lipídios no sangue, como na hipercolesterolemia familiar.

2. É possível reverter a dislipidemia?

Sim, com mudanças no estilo de vida e, se necessário, medicação adequada, é possível controlar os níveis de lipídios e reduzir o risco de complicações.

3. Quais alimentos evitar se tenho dislipidemia?

Evite alimentos ricos em gorduras saturadas, trans, alimentos processados, doces, refrigerantes e fast-food.

4. Quanto tempo leva para ver resultados após mudanças no estilo de vida?

Geralmente, é possível perceber melhorias em até 3 a 6 meses, mediante adesão às mudanças propostas.

Conclusão

A dislipidemia é uma condição silenciosa que pode trazer consequências graves para a saúde cardiovascular se não for devidamente tratada. Conhecer suas causas, sintomas e formas de prevenção é fundamental para promover uma vida mais saudável. A combinação de uma rotina equilibrada, alimentação adequada, prática de exercícios físicos e acompanhamento médico regular é a estratégia mais eficaz para controlar essa condição e evitar complicações futuras.

Viver com dislipidemia não significa uma sentença de saúde comprometida; com a conscientização correta e ações preventivas, é possível manter os níveis de lipídios sob controle e preservar a saúde do coração por toda a vida.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de prevenção cardiovascular. 2020.
  2. American Heart Association. High Cholesterol. Disponível em: https://www.heart.org
  3. Ministério da Saúde. Protocolo de Dislipidemias. 2019.

Lembre-se: consultar um profissional de saúde é fundamental para diagnóstico e tratamento adequado.