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Ato Ordinatório: Entenda Sua Função no Processo Jurídico

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No âmbito do Direito Processual, existem diversos tipos de atos que visam garantir o andamento regular e eficiente do processo. Entre eles, destaca-se o ato ordinatório, uma ferramenta essencial para a organização e gestão dos processos judiciais. Apesar de sua frequência e importância, muitas pessoas, inclusive profissionais do Direito, ainda possuem dúvidas acerca do conceito, da finalidade e das consequências do ato ordinatório.

Este artigo tem como objetivo esclarecer de forma completa o que é um ato ordinatório, sua função no processo jurídico, suas diferenças em relação a outros atos processuais e como ele contribui para o funcionamento do sistema judiciário brasileiro. Abordaremos também perguntas frequentes, uma tabela comparativa e referências para aprofundamento no tema.

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O que é um ato ordinatório?

Definição de ato ordinatório

O ato ordinatório é um procedimento realizado pelo juiz ou por terceiros autorizados pela lei para dar continuidade ao processo, geralmente de forma automática, sem a necessidade de decisão complexa ou análise aprofundada da matéria. Trata-se de um ato de rotina, destinado a organizar, informar ou determinar providências de menor complexidade, contribuindo para a tramitação célere do processo.

Características principais

  • Automático ou de rotina: Não exige deliberação complexa.
  • Próprio do juiz ou servidores: Pode ser realizado por auxiliares da Justiça, sob supervisão.
  • Regularidade: Geralmente feito de forma periódica ou sempre que necessário.
  • Efeito imediato: Produce efeitos concretos na tramitação, embora muitas vezes não seja decisório.

Funções do ato ordinatório no processo jurídico

Organização do procedimento

O ato ordinatório serve para organizar o andamento dos processos, como por exemplo, a juntada de documentos, publicação de despachos ou intimações, e a fixação de prazos.

Garantia do regular andamento

Por meio dele, o Judiciário busca assegurar que o processo siga seu curso sem atrasos indevidos, facilitando o exercício do contraditório e da ampla defesa.

Controle e instrução processual

Servem para promover o controle de despachos internos, acompanhar o cumprimento de diligências e assegurar que todas as etapas necessárias sejam realizadas.

Exemplo de atos ordinatórios comuns

Ato OrdinatórioFunção
Intimação de partesComunicar atos do processo
Juntada de documentosIncluir novas provas no processo
Prazo para manifestaçãoDeterminar o tempo para as partes
Designação de audiênciaMarcar nova audiência ou sessão
Declaração de regularidadeConfirmar o cumprimento de requisitos

Diferença entre ato ordinatório, decisão interlocutória e sentença

Tipo de atoNaturezaFinalidadeTempo no processo
Ato OrdinatórioProcedimental, de rotinaOrganizar e dar andamento às etapas do processoFrequente, contínuo
Decisão InterlocutóriaDecisão de mérito ou incidentalresolver questões incidentais ou questões processuaisDurante o processo, no curso dele
SentençaDecisão de méritoJulgar o mérito do pedido ou extinção do processoFinal do processo

Importância do ato ordinatório para o sistema de justiça

O correto entendimento e aplicação do ato ordinatório é fundamental para garantir que o processo siga seu trâmite de forma dinâmica, eficiente e transparente. Sem esses atos, o sistema judicial poderia apresentar atrasos e morosidade, prejudicando o direito das partes e a efetividade da jurisdição.

Como afirmou o jurista Nelson Nery Júnior, "o ato processual ocasiona a movimentação e o andamento do processo, e o ato ordinatório é aquele que executa, de rotina, essas movimentações."

Para compreender melhor o funcionamento do sistema, acesse Justiça Federal e Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Como o ato ordinatório impacta o andamento processual

A eficiência do processo judicial está diretamente relacionada à realização de atos ordinatórios de forma correta. Eles evitam atrasos, facilitam a organização dos prazos e a comunicação entre as partes. Assim, garantem que a resolução do mérito ocorra de forma justa e célere.

Exemplos práticos de impacto

  • Juntada de documento realizada de forma ágil permite que o juiz analise a prova de forma rápida.
  • Intimações eletrônicas automatizadas aceleram o conhecimento das partes sobre os atos processuais.
  • Designação de audiência tempestivamente permite maior celeridade na resolução do conflito.

Quando o ato ordinatório é obrigatório?

O ato ordinatório é obrigatório sempre que o procedimento demandar uma providência que mantenha a regularidade do processo, incluindo:

  • Cumprimento de prazos;
  • Comunicação de atos às partes;
  • Providências para esclarecer dúvidas processuais;
  • Organização do andamento processual.

Entretanto, sua realização está sujeita às normas específicas de cada tribunal e às peculiaridades de cada caso concreto.

Perguntas Frequentes

1. Qual a diferença entre ato ordinatório e despacho?

O ato ordinatório é uma espécie de despacho de rotina, que normalmente não exige decisão de mérito. Já o despacho pode envolver uma decisão mais elaborada, que analisa o mérito ou questões processuais relevantes.

2. Quem pode realizar atos ordinatórios?

Normalmente, o juiz, incluindo seus auxiliares, como servidores, podem realizar atos ordinatórios, desde que estejam devidamente autorizados e que tais atos estejam dentro de suas funções.

3. O ato ordinatório pode ser apelado?

Geralmente, atos ordinatórios não são passíveis de recurso, salvo quando trouxerem prejuízo às partes ou ferirem princípios constitucionais.

4. Como identificar um ato ordinatório?

Normalmente, os atos ordinatórios vêm descritos na decisão ou despacho de rotina, contendo palavras como "intime-se", "junte-se", "cumpra-se", etc.

5. Qual a consequência da omissão de um ato ordinatório?

A omissão pode atrasar o processo, prejudicar o direito das partes ou gerar nulidades se impactar etapas essenciais. Portanto, sua realização é fundamental para o trânsito regular do procedimento.

Conclusão

O ato ordinatório desempenha papel fundamental no funcionamento do sistema processual brasileiro. Sua realização garante o andamento célere, organizado e eficiente dos processos judiciais, facilitando a aplicação da justiça. Compreender suas funções, suas diferenças em relação a outros atos e sua importância é essencial para profissionais do Direito, partes e demais interessados na tramitação processual.

Ao incentivar a realização de atos ordinatórios de forma correta e proativa, o Poder Judiciário consegue diminuir atrasos e aumentar a transparência dos procedimentos, fortalecendo a confiança na justiça.

Referências

  • NERY JUNIOR, Nelson; NERY, Rosa Maria de Andrade. Código de Processo Civil Comentado. Editora Revista dos Tribunais, 2021.
  • BRASIL. Código de Processo Civil. Lei nº 13.105/2015.
  • SANTOS, José Miguel Garcia. Procedimento Comum e Atos Ordinatórios. Revista de Processo, 2018.
  • Justiça Federal. Disponível em: https://www.jf.jus.br/
  • Superior Tribunal de Justiça (STJ). Disponível em: https://www.stj.jus.br/

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