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O Que É Anencefálico: Entenda a Condição Neural

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A condição de anencefalia é uma das malformações congênitas mais sérias e preocupantes que afetam o sistema nervoso central. Apesar de sua raridade, o reconhecimento e compreensão dessa condição são fundamentais para profissionais de saúde, gestantes e familiares. Este artigo detalha o que é anencefalia, suas causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e fatores de risco, além de esclarecer dúvidas comuns relacionadas a esse tema delicado.

O Que É Anencefalia?

Definição de Anencefalia

Anencefalia é uma malformação congênita grave que ocorre durante o desenvolvimento fetal, caracterizada pela ausência de uma parte significativa do cérebro, couro cabeludo e ossos do crânio. Essa deformidade resulta de uma falha na formação do tubo neural, estrutura que dá origem ao cérebro e à medula espinhal.

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Como Ocorre a Anencefalia?

Durante o primeiro trimestre da gestação, geralmente entre a terceira e quarta semana, o tubo neural deve se fechar completamente. Quando há uma interrupção nesse processo, ocorre o que se chama de defeito do tubo neural, levando à anencefalia. Como resultado, partes do cérebro e do crânio não se formam adequadamente.

“A compreensão da etiologia e das implicações da anencefalia é essencial para oferecer suporte adequado às famílias e orientar futuras gestações.” – Dr. Carlos Martins, neurocirurgião pediátrico

Causas e Fatores de Risco

Causas da Anencefalia

As causas exatas da anencefalia ainda não são completamente compreendidas, mas estudos apontam para uma combinação de fatores genéticos e ambientais:

  • Deficiências nutricionais: especialmente a carência de ácido fólico.
  • Genética: histórico familiar ou alterações genéticas específicas.
  • Uso de medicamentos: certos fármacos teratogênicos durante a gestação.
  • Exposição a toxinas: produtos químicos e radiações durante o período embrionário.
  • Doenças maternas: diabetes mal controlada e obesidade aumentam o risco.

Fatores de Risco

Fator de RiscoDescrição
Baixa ingestão de ácido fólicoFalta de nutrientes essenciais para o fechamento do tubo neural
Idade materna extremaGestantes abaixo de 20 anos ou acima de 35 anos
Histórico familiarAntecedentes de malformações congênitas na família
Uso de medicamentos teratogênicosAlgumas drogas como medicamentos anti-epilépticos podem aumentar o risco
Consumo de álcool e drogasExposições a substâncias tóxicas durante a gravidez

Sintomas e Diagnóstico

Sintomas de Anencefalia

Infelizmente, a maioria dos bebês com anencefalia é inviável para vida após o nascimento, devido à gravidade da deformação. Os principais indicadores incluem:

  • Ausência parcial ou total do cérebro.
  • Crânio deformado ou ausente.
  • Olhos normalmente presentes, mas com alterações.
  • Desenvolvimento incompleto do couro cabeludo e pele do crânio.
  • Anormalidades no sistema nervoso.

Diagnóstico de Anencefalia

O diagnóstico precoce pode ser feito por meio de exames de imagem, especialmente:

  • Ultrassonografia obstétrica: geralmente realizada no segundo trimestre, permite visualizar as anomalias cranianas.
  • Teste de dosagem de alfafetoproteína (AFP): níveis elevados podem indicar malformações do tubo neural.
  • Ressonância Magnética: em alguns casos, auxilia na confirmação do diagnóstico.

Tabela: Diagnóstico e Marcadores da Anencefalia

MétodoComo funcionaQuando é indicado
UltrassonografiaVisualiza a estrutura craniana e cerebralA partir do segundo trimestre
Dosagem de AFPDetecta níveis elevados de proteína no sangue da mãeEntre a 15ª e 20ª semana de gestação
Ressonância MagnéticaAnálise detalhada da anatomia fetalCaso seja necessário confirmar o diagnóstico

Tratamento e Prognóstico

Tratamento da Anencefalia

Infelizmente, não há tratamento curativo para a anencefalia. Como a condição é incompatível com a vida, o foco é no suporte emocional às famílias e no acompanhamento pré-natal, além de orientações para futuras gestações.

Cuidados Paliativos

Nos casos em que o bebê nasce vivo, os cuidados paliativos são essenciais. Muitas vezes, a criança ocorre por um curto período, e os cuidados incluem suporte à respiração, conforto e suporte emocional aos pais.

Prevenção e Importância do Ácido Fólico

Estudos mostram que o consumo adequado de ácido fólico antes e durante a gravidez é uma das maiores estratégias para reduzir o risco de malformações do tubo neural. A ingestão diária recomendada é de 400 microgramas.

Como Prevenir a Anencefalia?

A principal medida preventiva é a suplementação com ácido fólico antes da concepção e durante os primeiros meses de gestação. Além disso, evitar o uso de medicamentos teratogênicos sem orientação médica, manter uma alimentação equilibrada, evitar álcool, drogas e toxinas também são recomendações importantes.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A anencefalia é hereditária?

Embora haja uma predisposição genética em alguns casos, a maior parte das anencefalias é resultado de fatores ambientais e falhas no desenvolvimento embrionário.

2. É possível detectar a anencefalia no período pré-natal?

Sim. A ultrassonografia a partir do segundo trimestre pode identificar a ausência de partes do cérebro e deformidades cranianas. Além disso, a dosagem de AFP no sangue materno também auxilia na detecção.

3. Qual o prognóstico de um bebê com anencefalia?

Infelizmente, a maioria dos bebês com anencefalia nasce sem condições de sobreviver por mais de alguns dias ou semanas. O entendimento da condição ajuda na preparação emocional e no planejamento do parto.

4. Como podemos ajudar famílias que passam por essa situação?

O apoio psicológico, informações claras sobre a condição e suporte espiritual são essenciais. Grupos de apoio também ajudam na orientação emocional e no enfrentamento.

Conclusão

A anencefalia é uma condição de extrema gravidade, relacionada ao desenvolvimento do sistema nervoso central fetal. A detecção precoce possibilita que os pais possam tomar decisões informadas, bem como programar cuidados e suporte adequados. A principal forma de prevenção é a ingestão adequada de ácido fólico antes e durante a gravidez. O avanço na medicina e a conscientização sobre fatores de risco têm contribuído para uma redução no número de casos, mas o entendimento e o suporte às famílias continuam sendo fundamentais.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Guía de Ações para Prevenção das Malformações Congênitas. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  2. World Health Organization (WHO). Neural Tube Defects: Prevention and Care. Geneva: WHO, 2019.
  3. Silva, M. A. et al. Malformações Congênitas e o Impacto na Saúde Pública. Revista Brasileira de Pediatria, 2021.
  4. Martelli, C. M. et al. Estudo do impacto do consumo de ácido fólico na prevenção do defeito do tubo neural. Jornal de Obstetrícia e Ginecologia, 2019.

Fontes externas recomendadas

Considerações finais

A compreensão acerca da anencefalia ajuda a promover a prevenção, oferecer suporte às famílias afetadas e aprimorar os protocolos de diagnóstico precoce. É essencial que profissionais de saúde estejam atentos às orientações e que as gestantes façam acompanhamento pré-natal adequado, garantindo uma gestação mais segura e informada.