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O Que É Amálgama: Definição e Uso em Dentística

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Nos avanços da odontologia, diversos materiais são utilizados para restaurar dentes prejudicados por cáries ou traumas. Entre esses materiais, a amálgama destaca-se por sua durabilidade, custo-benefício e ampla utilização ao longo de décadas. Contudo, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que exatamente é a amálgama, como ela é composta e em quais situações é indicada. Este artigo visa oferecer uma compreensão completa sobre o conceito de amálgama, com foco em seu uso em dentística, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.

O que é Amálgama?

Amálgama é um material restaurador utilizado na odontologia, composto por uma mistura de metais, incluindo principalmente prata, mercúrio, cobre e estanho. Sua principal característica é a sua alta resistência mecânica e durabilidade, tornando-se uma das escolhas mais tradicionais para restaurações de dentes posteriores.

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Definição de Amálgama

De acordo com a prática odontológica, a amálgama é um material composto por uma liga metálica que, ao ser misturada com mercúrio, forma um material plástico que endurece e proporciona uma restauração duradoura. Sua aceitação se deu historicamente pela facilidade de aplicação e resistência às forças mastigatórias.

Histórico do Uso de Amálgama

O uso da amálgama na odontologia remonta ao século XIX, sendo reconhecida como um padrão ouro para restaurações até o surgimento de materiais estéticos como resinas compostas. Sua popularidade se consolidou devido à facilidade de manipulação e longevidade, principalmente em dentes posteriores.

Composição da Amálgama

A composição da amálgama pode variar dependendo do fabricante e do tipo específico de liga utilizada, porém, os componentes principais são:

ComponenteFunçãoPercentual Aproximado
MercúrioProporciona plasticidade e endurecimento50% a 54%
Prata (Ag)Aumenta resistência e dureza20% a 30%
Cobre (Cu)Melhora resistência à corrosão12% a 30%
Estanho (Sn)Facilita a manipulação e endurecimento8% a 12%
OutrosElementos menores que melhoram propriedadesQuantidades menores

Como Funciona a Mistura

Ao misturar a liga metálica com o mercúrio, ocorre uma reação química que leva à formação de uma massa sólida e resistente. Esse processo deve ser feito por profissionais capacitados, visto que o manuseio do mercúrio demanda cuidados específicos devido à sua toxicidade.

Vantagens e Desvantagens da Amálgama

Vantagens

  • Alta durabilidade: Pode durar mais de 10 anos com manutenção adequada.
  • Custo-benefício: Geralmente, é mais acessível do que outros materiais restauradores.
  • Resistência mecânica: Ideal para dentes que suportam força mastigatória elevada.
  • Facilidade de aplicação: Processo relativamente simples e rápido.

Desvantagens

  • Estética inferior: Cor não combinável com a tonalidade natural dos dentes.
  • Conteúdo de mercúrio: Preocupação com o impacto à saúde e ao meio ambiente.
  • Risco de sensibilidade: Pode causar sensibilidade em alguns casos após a restauração.
  • Risco de deterioração por corrosão: Embora resistente, pode apresentar corrosão ao longo do tempo, especialmente em ambientes orais ácidos.

Uso da Amálgama em Dentística

A amálgama é amplamente utilizada na restauração de cáries em dentes molares e pré-molares, principalmente pela sua tecnologia comprovada e resistência às forças mastigatórias.

Indicações de Uso

  • Restaurações de dentes com grande perda de estrutura;
  • Reparo de lesões cáriosas em molares e pré-molares;
  • Quando há necessidade de uma solução de longa duração e baixo custo;
  • Em ambientes com recursos limitados, devido ao seu baixo custo de produção e aplicação.

Contraindicações de Uso

  • Dentes na região estética da boca (como incisivos e caninos);
  • Pacientes com alergia a metais;
  • Quando há preocupação com o impacto ambiental ou saúde devido ao mercúrio;
  • Em casos de fraturas pequenas em dentes anteriores.

Considerações sobre a Toxicidade do Mercúrio

Apesar de ser um componente fundamental na amálgama, há debates sobre a toxicidade do mercúrio presente na liga. Estudos indicam que a quantidade de mercúrio liberada por restaurações de amálgama é mínima e considerada segura para a maioria dos indivíduos, mas pessoas com sensibilidades ou alergias podem precisar de alternativas.

Para maiores informações, consulte o site da Associação Dental Americana (ADA): https://www.ada.org.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A amálgama é segura para a saúde?

Sim, estudos realizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras instituições renomadas indicam que a quantidade de mercúrio liberada por restaurações de amálgama é mínima e, na maior parte dos casos, segura. No entanto, pessoas com sensibilidades ou alergias prejudiciais devem consultar seu dentista sobre opções alternativas.

2. A amálgama cause alergia?

Pode causar alergia em indivíduos sensíveis a metais, especialmente prata ou mercúrio. Caso haja histórico de alergia a metais, o uso de outras opções de materiais restauradores deve ser considerado.

3. Quanto tempo dura uma restauração de amálgama?

Embora a durabilidade varie, restaurações de amálgama podem durar de 10 a 15 anos, dependendo dos cuidados do paciente, da localização do dente e do uso adequado.

4. A amálgama é esteticamente adequada?

Não. Sua tonalidade metálica contrasta com a cor natural dos dentes, sendo preferida para dentes posteriores ou menos visíveis.

5. Existem alternativas à amálgama?

Sim, materiais como resinas compostas, ionômeros de vidro e cerâmicas oferecem opções estéticas e seguras, embora possam ter menor resistência em determinadas situações.

Conclusão

A amálgama permanece como uma solução eficaz e duradoura na dentística, sobretudo para restaurações em dentes posteriores. Sua composição metálica integral confere resistência mecânica e longevidade, atributos essenciais para a funcionalidade mastigatória. Apesar das preocupações quanto ao mercúrio, evidências científicas garantem sua segurança na maioria dos casos, tornando a amálgama uma escolha confiável na prática odontológica.

Contudo, é importante que o paciente converse com seu dentista para avaliar a melhor opção de material restaurador, considerando fatores estéticos, biológicos e ambientais.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). "Mercúrio na Saúde Pública". 2020.
  • Associação Dental Americana (ADA). "Amalgam Restorations". Disponível em: https://www.ada.org
  • Júnior, R., & Silva, P. (2018). Materiais Dentários: Uma Abordagem Moderna. Editora Saúde Odontológica.
  • Silva, M. et al. (2020). "Segurança e Eficiência da Amálgama Odontológica". Revista de Odontologia Modernas, 22(4), 156-162.

Este artigo foi elaborado para esclarecer de forma completa o que é a amálgama, seus usos em dentística e os aspectos relacionados à sua composição e segurança.