O Que É a Sifilis: Entenda Causas, Sintomas e Tratamentos
A sifilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que, se não tratada adequadamente, pode levar a complicações graves à saúde. Apesar de ser uma doença antiga, a sifilis ainda representa um desafio de saúde pública no Brasil e no mundo, devido à sua facilidade de transmissão e aos riscos de sequelas permanentes. Neste artigo, você irá entender o que é a sifilis, quais suas causas, sintomas, formas de prevenção e os tratamentos disponíveis. Além disso, responderemos às perguntas mais frequentes sobre o tema, trazendo informações atualizadas e confiáveis.
Introdução
A sifilis é uma doença causada pela bactéria Treponema pallidum. Ela é transmitida principalmente por meio do contato sexual desprotegido, seja vaginal, anal ou oral. Apesar de ser uma infecção que pode ser curada com o tratamento adequado, muitas pessoas desconhecem os riscos, a forma de transmissão e os sintomas iniciais, o que dificulta o controle e a prevenção.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a incidência de sífilis no Brasil tem aumentado nos últimos anos, tornando-se uma preocupação importante de saúde pública. Por isso, é fundamental que a população se informe e procure assistência médica sempre que houver suspeita ou risco de infecção.
O que é a sifilis?
A sifilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum. Ela apresenta diferentes fases de manifestação clínica, podendo evoluir de uma infecção aguda para uma forma crônica, se não for diagnosticada e tratada corretamente.
Como a bactéria funciona no organismo?
Ao penetrar no corpo, a bactéria consegue se esconder em locais diversos, como pele, mucosas, e até órgãos internos, dificultando sua eliminação sem o tratamento adequado. Ela é altamente contagiosa durante seus estágios iniciais, especialmente na fase primária e secundária.
Causas da sifilis
A causa principal da sifilis é a transmissão da bactéria Treponema pallidum, que ocorre durante o contato sexual com uma pessoa infectada. Além do sexo desprotegido, a bactéria pode ser transmitida através de:
- Trabalho de parto ou parto de uma mãe infectada para o bebê (transmissão vertical).
- Uso do mesmo material de higiene pessoal de uma pessoa infectada, como lâminas ou sabonetes (embora seja raro).
- Contato com lesões sifilíticas ativas em outras partes do corpo.
Como ocorre a transmissão?
A transmissão acontece principalmente durante o contato com as úlceras ou lesões abertas causadas pela doença, chamadas de cancro chancro, presentes na fase primária da infecção. Essas lesões contêm uma grande quantidade de bactérias, aumentando o risco de disseminação.
Fatores de risco
Alguns fatores de risco aumentam a chance de contrair sifilis, como:
- Práticas sexuais de risco, como múltiplos parceiros e ausência de preservativo.
- Ter parceiro(s) infectado(s).
- Uso de drogas ilícitas, especialmente quando realizadas em ambientes que promovem o sexo sem proteção.
- Sexo oral sem proteção.
Sintomas da sifilis
A sifilis é conhecida por seus sintomas variados, que podem aparecer de forma gradual e muitas vezes passar despercebidos, dificultando o diagnóstico precoce.
Fases da sifilis
| Fase | Sintomas | Período de duração | Observações |
|---|---|---|---|
| Sifilis primária | - Cancre ( úlcera indolor no local de contato) | 10 a 90 dias após exposição | Pode passar despercebido, desaparece sozinho |
| Sifilis secundária | - Manchas vermelhas no corpo - Lesões na boca, garganta, genitais - Febre, fadiga - Dor de garganta - Perda de cabelo | 2 a 6 meses após a primária | Pode durar semanas ou meses, desaparecendo sem tratamento |
| Sifilis latente | - Sem sintomas visíveis - Pode durar anos | Variável | Início após a secundária, sem sintomas evidentes |
| Sifilis terciária | - Problemas neurológicos - Problemas cardíacos - Lesões na pele e ossos | Anos após infecção inicial | Pode causar danos permanentes e graves à saúde |
Sintomas iniciais (fase primária)
- Cancre: uma úlcera única, indolor, e bem delimitada, geralmente no local de contato sexual.
- Inchaço de linfonodos próximos.
Sintomas secundários
- Manchas vermelhas ou rosadas, que podem aparecer no tronco, braços, pernas e palma das mãos.
- Alterações na mucosa bucal, na garganta e nos órgãos genitais.
- Sintomas gripais, como febre, dores no corpo, fadiga e dor de cabeça.
- Perda de cabelo em áreas específicas.
Sintomas terciários
Se não for tratado, o estímulo pode avançar para uma fase mais grave, afetando órgãos internos, sistema nervoso, ossos e pele, podendo levar a complicações severas.
Diagnóstico da sifilis
O diagnóstico da sifilis é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais:
- Exames de sangue: testes treponêmicos e não treponêmicos.
- Exame direto: coleta de material das lesões para visualizar a bactéria ao microscópio.
- Testes na gestante: fundamentais para prevenir a transmissão vertical.
Tabela: principais exames para diagnóstico da sifilis
| Tipo de exame | Uso | Período de deteção | Comentários |
|---|---|---|---|
| Teste treponêmico (FTA-ABS, TPHA) | Diagnóstico conclusivo | Detecta anticorpos específicos | Permanece positivo após cura |
| Teste não treponêmico (VDRL, RPR) | Avaliação de atividade | Detecta anticorpos não específicos | Pode indicar infecção ativa |
Tratamento da sifilis
A cura para a sifilis é possível através de antibióticos, especialmente a penicilina. O tratamento varia de acordo com o estágio da doença e o risco de complicações.
Tipos de tratamento
- Penicilina benzatina: administração intramuscular, sendo o tratamento padrão.
- Alternativas: para pessoas alérgicas à penicilina, podem ser usados outros antibióticos, como doxiciclina ou eritromicina, sob orientação médica.
Importante
O tratamento deve ser acompanhado por profissionais de saúde e, na maioria dos casos, implica em exames de acompanhamento para verificar a resposta ao tratamento.
Como prevenir a sifilis?
A prevenção se baseia nas práticas de sexo seguro e na realização de exames periódicos, especialmente para quem possui múltiplos parceiros ou relacionamentos de risco.
Medidas preventivas
- Uso consistente e correto de preservativos.
- Evitar relações sexuais com parceiros de risco desconhecido.
- Realizar exames de rotina para ISTs, incluindo sifilis.
- Testar a parceiro antes de iniciar um novo relacionamento sexual.
- Educação sexual e conscientização dos riscos.
Para mais informações sobre práticas de prevenção, confira este guia do Ministério da Saúde.
Perguntas Frequentes (FAQs)
A sifilis é realmente uma doença grave?
Sim, se não tratada, pode levar a complicações graves, incluindo danos neurológicos, cardiovasculares e problemas na gestação, como a transmissão ao bebê.
Como saber se estou infectado?
A única forma de confirmação é através de exames laboratoriais específicos, realizados por um profissional de saúde.
Posso transmitir mesmo sem apresentar sintomas?
Sim, a pessoa pode estar infectada sem apresentar sintomas, especialmente na fase latente. Por isso, exames periódicos são essenciais.
A sifilis tem cura?
Sim, com o tratamento adequado, a sifilis pode ser completamente curada, especialmente nas fases iniciais.
A sifilis pode afetar o bebê durante a gravidez?
Sim, a transmissão vertical pode acontecer, levando a complicações como parto prematuro, aborto ou sífilis congênita, que pode causar sérios danos ao recém-nascido.
Conclusão
A sifilis continua sendo uma das principais infecções sexualmente transmissíveis no Brasil e no mundo. Ela pode ser prevenível, diagnosticada precocemente e tratada com eficácia, o que evita complicações a longo prazo. A educação e a conscientização são ferramentas essenciais para combater a disseminação da doença. Realizar exames periódicos, usar camisinha e manter o diálogo aberto com o parceiro/a são atitudes fundamentais na prevenção.
Se você suspeita que pode estar infectado ou quer fazer exames de rotina, procure uma unidade de saúde próxima. Quanto mais cedo for o diagnóstico, maior a chance de cura e de evitar sequelas permanentes.
Referências
- Ministério da Saúde. (2022). Guia de Vigilância Epidemiológica das Infecções Sexualmente Transmissíveis. Brasília: Ministério da Saúde.
- World Health Organization. (2020). Syphilis: Fact Sheet. [https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/sexually-transmitted-infections-(stis)].
- Ministério da Saúde. (2023). Prevenção das ISTs. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/s/sexually-transmitted-infections.
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Lembre-se: a saúde sexual é fundamental para o bem-estar completo. Procure sempre orientação médica e mantenha-se informado.
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