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Coqueluche: Tudo Sobre Essa Doença Contagiosa e Seus Sintomas

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A coqueluche, conhecida também como tosse convulsiva, é uma doença infecciosa extremamente contagiosa que pode afetar pessoas de todas as idades, mas apresenta maior risco em bebês e crianças pequenas. Apesar de ser uma condição conhecida há muitas décadas, ela continua a representar um desafio para a saúde pública devido à sua capacidade de disseminação rápida e à gravidade dos sintomas, especialmente em populações vulneráveis. Neste artigo, vamos explorar de forma detalhada o que é a coqueluche, seus sintomas, formas de transmissão, prevenção e tratamento, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.

O que é a coqueluche?

A coqueluche é uma doença respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis. Ela promove uma inflamação na mucosa das vias aéreas, levando a episódios severos de tosse. Apesar de ser considerada uma enfermidade antiga, a sua incidência tem aumentado em algumas regiões devido à diminuição das taxas de imunização e à resistência bacteriana.

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Como ocorre a infecção?

A transmissão da coqueluche ocorre principalmente por meio de gotículas de saliva expelidas por pessoas infectadas ao tossir, espirrar ou falar. A doença é altamente contagiosa, com um índice de transmissão (reprodução básica) estimado em aproximadamente 12 a 17 pessoas por indivíduo infectado.

Sintomas da coqueluche

A apresentação clínica da coqueluche varia de acordo com a faixa etária e o tempo de infecção. Os sintomas geralmente evoluem em três fases distintas:

Fase 1: Catarral (semana 1 a 2)

  • Tosse leve
  • Coriza
  • Febre baixa
  • Espirros
  • Fadiga

Fase 2: Paroxística (semana 2 a 8 ou mais)

  • Episódios de tosse intensa e convulsiva
  • Bordas caracterizadas por ataques de tosse com inspiração gritante, conhecida como "familial da tosse"
  • Vômitos após os ataques de tosse
  • Cansaço extremo

Fase 3: Convalescência (semana 8 em diante)

  • Diminuição da frequência dos ataques de tosse
  • Melhoras nas dores torácicas
  • Recuperação lenta, podendo durar semanas a meses

"A prevenção é a melhor arma contra a coqueluche, principalmente através da imunização adequada." — Secretaria de Saúde do Brasil

Como a coqueluche é transmitida?

A transmissão ocorre por contato direto com gotículas contaminadas. Pessoas infectadas liberam bactérias ao tossir, falando ou espirrando, atingindo pessoas próximas. O período de maior transmissibilidade é durante a fase catarral, antes do aparecimento dos episódios severos de tosse.

Período de TransmissãoDescrição
Desde o início dos sintomasPode começar cerca de 1 a 2 semanas antes do início da tosse.
Até 3 semanas após o inícioGeralmente, até que a pessoa receba o tratamento adequado.

Diagnóstico da coqueluche

O diagnóstico é clínico, baseado na história dos sintomas e na observação dos episódios de tosse convulsiva. Para confirmação, exames laboratoriais são realizados:

  • Exame de secreção nasofaríngea por cultura bacteriana
  • Teste de reação em cadeia da polimerase (PCR)
  • Sorologia, em casos específicos

Tratamento da coqueluche

O tratamento precoce com antibióticos, principalmente macrolídeos como azitromicina ou eritromicina, é essencial para reduzir a gravidade dos sintomas e evitar a transmissão. O tratamento inclui:

  • Antibióticos para eliminar a bactéria
  • Cuidados de suporte, como repouso e hidratação
  • Monitoramento de complicações respiratórias

Prevenção da coqueluche

A vacinação é a principal estratégia de prevenção contra a coqueluche. A imunização é realizada através da vacina DTP (difteria, tétano e pertussis), que faz parte do calendário de vacinação nacional.

Medidas de prevenção adicionais:

  • Manter hábitos de higiene, como lavagem das mãos
  • Evitar contato próximo com pessoas infectadas
  • Uso de máscara em ambientes de risco

Vacinação e imunidade

A vacina DTP é eficaz na prevenção da coqueluche, proporcionando imunidade por diversos anos, embora a proteção possa diminuir ao longo do tempo, sendo necessário reforço. No Brasil, a vacinação pediátrica é obrigatória e inclui doses na neonatal, infantil e reforços na adolescência.

Tabela: Quadro resumido da coqueluche

AspectoInformação
Agente causadorBordetella pertussis
TransmissãoGotículas de saliva, tossindo ou espirrando
Período de transmissãoDesde o início dos sintomas até cerca de 3 semanas após o início
Sintomas iniciaisCoriza, febre baixa, tosse leve
Sintomas gravesTosse convulsiva, vômitos, apneia (principalmente em bebês)
TratamentoAntibióticos, suporte clínico
PrevençãoVacinação DTP, higiene respiratória

Perguntas frequentes (FAQs)

A coqueluche é contagiosa?

Sim, a coqueluche é altamente contagiosa, especialmente na fase inicial antes do aparecimento de episódios severos de tosse.

Quem está mais propenso a complicações?

Bebês menores de 1 ano, especialmente aqueles que não estão completamente vacinados, são os mais vulneráveis a complicações, como pneumonia, convulsões e até morte.

Como prevenir a coqueluche?

A principal forma de prevenção é a vacinação com a vacina DTP, além de manter hábitos de higiene e evitar contato com pessoas infectadas.

Quais são as complicações possíveis?

Além da pneumonia, podem ocorrer convulsões, hemorragias intracranianas, apneia (parada respiratória) em bebês, entre outras complicações graves.

Existe tratamento para a coqueluche?

Sim, com antibióticos que deverão ser iniciados o mais breve possível após a suspeita clínica para reduzir a duração da transmissibilidade e aliviar os sintomas.

Conclusão

A coqueluche é uma doença infecciosa que, apesar de ser evitável, continua representando um risco significativo principalmente para os mais jovens. A vacinação é a ferramenta mais eficaz na prevenção e no controle da sua disseminação. É fundamental que a população esteja informada sobre os sintomas, formas de transmissão e a importância do cumprimento do calendário de vacinação para proteger não só a si mesma, mas toda a comunidade.

A conscientização, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado fazem toda a diferença na evolução da doença e na redução de suas complicações graves. Como afirmou Nelson Mandela, "A saúde não é tudo, mas sem ela tudo é nada". Portanto, investir em saúde e prevenção é investir em um futuro mais saudável para todos.

Referências

  1. Ministério da Saúde do Brasil. Diretrizes de Controle da Coqueluche. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br

  2. Organização Mundial da Saúde. Pertussis. Disponível em: https://www.who.int/immunization/diseases/pertussis/en/

  3. Sociedade Brasileira de Pediatria. Manual de Vacinas. Disponível em: https://sbp.com.br

Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e atualizadas sobre a coqueluche, visando auxiliar na conscientização e na promoção da saúde.