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O Que Caxumba: Sintomas, Causas e Tratamentos Eficazes

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A caxumba, também conhecida como paraarotidite, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente as glândulas salivares, causando inchaço e dor na região do rosto. Embora seja mais comum em crianças, adultos também podem ser vítimas dessa enfermidade, que pode gerar complicações e efeitos duradouros se não for tratada adequadamente. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é a caxumba, seus sintomas, causas, tratamentos disponíveis e medidas de prevenção, além de esclarecer dúvidas frequentes sobre o tema.

Introdução

A caxumba é uma infecção viral que, apesar de ter sido controlada com o avanço da vacinação, ainda representa uma preocupação de saúde pública em diversas regiões do mundo. A doença é transmitida de pessoa para pessoa principalmente por meio de gotículas respiratórias, causando um relevante desconforto ao paciente e riscos de complicações sérias, especialmente em adolescentes e adultos. Conhecer os sintomas, as causas e as opções de tratamento é fundamental para identificar cedo a enfermidade e evitar sua propagação.

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“A vacinação é a arma mais eficaz no combate à caxumba, protegendo não só o indivíduo, mas toda a comunidade.” — Ministério da Saúde

O Que É a Caxumba?

A caxumba é uma enfermidade viral causada pelo vírus paramyxovírus, que acomete as glândulas salivares, especialmente as glândulas parótidas, localizadas na região das bochechas e próximas às orelhas. Além das glândulas salivares, a infecção pode afetar outros órgãos e sistemas do corpo, podendo ocasionar complicações mais sérias se não for controlada.

Como o Vírus Caxumba Funciona no Corpo

Quando uma pessoa infectada tosse ou espirra, ela libera partículas do vírus no ar. Outras pessoas podem contrair a doença ao inalarem essas gotículas ou entrarem em contato com objetos contaminados. Após a exposição, há um período de incubação de aproximadamente 16 a 18 dias, durante o qual o vírus se multiplica antes de os sintomas aparecerem.

Causas da Caxumba

Vírus da Caxumba (Paramyxovírus)

O vírus responsável pela caxumba é altamente contagioso e se propaga facilmente em ambientes fechados e aglomerados. A principal via de transmissão é por meio das gotículas de saliva expelidas ao tossir, espirrar ou falar.

Fatores de Risco

  • Baixa vacinação: Pessoas não vacinadas têm maior risco de contrair a doença.
  • Concentração de pessoas: Ambientes escolares, centros de trabalho e eventos de grande aglomeração aumentam o risco de transmissão.
  • Conduta higienizadora inadequada: Compartilhar objetos pessoais ou não higienizar as mãos pode facilitar a propagação do vírus.

Sintomas da Caxumba

Os sintomas da caxumba variam de pessoa para pessoa, podendo incluir sinais leves a mais severos. Geralmente, o período de incubação é de 16 a 18 dias após a exposição ao vírus, podendo durar de 7 a 10 dias.

Sintomas Comuns

SintomasDescrição
Inchaço facialAumento do volume nas bochechas e região próxima às orelhas, característica principal da doença.
Dor ao mastigar ou engolirPode ocorrer devido ao inchaço das glândulas salivares.
FebreGeralmente moderada, podendo chegar a 39°C.
Dor de cabeçaCefaleia leve a moderada.
Dor muscularDesconforto muscular, comum em infecções virais.
FadigaSensação de cansaço intenso.

Sintomas em Crianças x Adultos

Crianças tendem a apresentar sintomas mais leves ou até serem assintomáticas, enquanto adultos podem experimentar sintomas mais intensos e complicações.

Complicações Potenciais da Caxumba

Embora muitas pessoas se recuperem sem sequelas, a caxumba pode causar complicações sérias, principalmente se não for tratada corretamente.

Principais Complicações

  • Orquite: inflamação dos testículos, comum em homens adultos;
  • Ooforite: inflamação nos ovários, podendo afetar mulheres adultas;
  • Meningite: infecção das meninges cerebrais;
  • Encefalite: inflamação cerebral;
  • Pancreatite: afeta o pâncreas, levando a problemas na digestão;
  • Perda da audição: em casos raros, pode levar à surdez temporária ou permanente.

Tabela de Complicações da Caxumba

ComplicaçãoSintomas AssociadosRisco Potencial
OrquiteDor e inchaço nos testículosInfertilidade (raramente)
PancreatiteDor abdominal, náusea, vômitoDiabetes mellitus eventual
EncefaliteDor de cabeça severa, convulsões, confusãoRisco de sequelas cerebrais
MeningiteFebre, rigidez de nuca, dor de cabeçaPotencialmente fatal
Perda auditivaDiminuição ou perda repentina da audiçãoPermanente

Diagnóstico da Caxumba

O diagnóstico da caxumba é feito com base na avaliação clínica, sintomas apresentados e histórico de exposição. Em alguns casos, exames laboratoriais também são utilizados para confirmar a infecção.

Exames Utilizados

  • Sorologia: deteção de anticorpos específicos (IgM e IgG);
  • PCR (Reação em Cadeia da Polimerase): identifica material genético do vírus;
  • Ultrassonografia: quando há suspeita de complicações nos testículos ou órgãos internos.

Tratamentos Eficazes para a Caxumba

Infelizmente, não existe um tratamento antiviral específico para a caxumba. O manejo da doença é voltado para aliviar os sintomas, prevenir complicações e facilitar a recuperação.

Cuidados e Medidas de Tratamento

  • Repouso: essencial para o corpo se recuperar;
  • Hidratação: ingestão de líquidos em abundância;
  • Medicações analgésicas e antipiréticas: como o paracetamol, para reduzir febre e dor;
  • Alimentação leve: alimentos fáceis de mastigar e engolir.
  • Evitar atividades físicas intensas: até a resolução dos sintomas.

Cuidados com Contágio

Para evitar a propagação da caxumba, recomenda-se o isolamento do indivíduo infectado por pelo menos 5 dias após o início do inchaço facial.

Prevenção da Caxumba

A melhor estratégia contra a caxumba é a vacinação e a adoção de medidas de higiene pessoal.

Vacinação

A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é altamente eficaz na prevenção da doença. O calendário de vacinação no Brasil recomenda:

Faixa etáriaDose
12 mesesPrimeira dose
15 mesesSegunda dose (reforço)

A imunização em massa reduziu drasticamente os casos, mas a manutenção da cobertura vacinal é fundamental para evitar surto.

Outras Medidas de Prevenção

  • Uso de máscaras em ambientes fechados;
  • Lavagem frequente das mãos;
  • Evitar compartilhar objetos pessoais;
  • Isolamento de indivíduos infectados.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A caxumba pode ser prejudicial mesmo após a cura?

Sim. Algumas complicações, como a perda auditiva, podem persistir. Além disso, o vírus pode afetar outros órgãos, gerando sequelas.

2. Qual a diferença entre caxumba e parotidite?

A parotidite é o termo técnico para o inchaço na glândula parótida, que é um sintoma comum da caxumba. Portanto, a caxumba causa parotidite, mas nem toda parotidite é causada por caxumba.

3. Como saber se estou imunizado contra a caxumba?

Verifique o cartão de vacinação. Caso tenha dúvidas, consulte um médico para realizar exames de sorologia, que confirmam a imunidade.

4. Existe tratamento para a caxumba?

Não há antivirais específicos. O tratamento é sintomático, voltado para aliviar os sintomas e prevenir complicações.

Conclusão

A caxumba, embora seja uma doença com um potencial de complicações sérias, pode ser evitada eficazmente por meio da vacinação e de medidas de higiene. O reconhecimento precoce dos sintomas como inchaço facial, febre e dor ao engolir permite intervenções rápidas, contribuindo para uma recuperação mais rápida e reduzindo o risco de sequelas. A disseminação do conhecimento sobre a doença e a importância da imunização são essenciais para manter a saúde pública protegida.

Manter os cuidados recomendados, estar atento aos sinais do corpo e procurar orientação médica ao primeiro sinal de sintomas são passos vitais para enfrentar e prevenir a caxumba de forma eficaz.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Vacinas no Brasil: imunização e prevenção. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/vacinas
  2. Sociedade Brasileira de Infectologia. Guia de Manejo da Caxumba. Disponível em: https://www.sbinf.br
  3. World Health Organization (WHO). Measles & rubella vaccines: WHO position paper. Available at: https://www.who.int/publications/i/item/who-wer9274-2017

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