O Que Causa o Infarto: Causas, Sintomas e Prevenção
O infarto do miocárdio, comumente conhecido como ataque cardíaco, é uma das principais causas de mortalidade no Brasil e no mundo. Este evento ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma parte do coração é interrompido por um período suficiente para causar dano ou morte do músculo cardíaco. Compreender suas causas, sinais e formas de prevenção é fundamental para reduzir riscos e promover a saúde cardiovascular.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o infarto é responsável por aproximadamente 16% das mortes globais anualmente, reforçando a importância de informações precisas e ações preventivas.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que causa o infarto, seus sintomas, fatores de risco, formas de prevenção, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.
O que é um infarto?
Antes de entender as causas, é importante definir o que é um infarto. Trata-se de uma condição médica caracterizada por uma interrupção do fluxo sanguíneo ao coração, resultando na morte de células musculares cardíacas. Essa interrupção costuma ser causada por uma obstrução em uma das artérias coronárias, que fornecem sangue ao coração.
Causas do infarto
Principais fatores que contribuem para o infarto
Existem diversas causas e fatores de risco que podem levar a um infarto. A seguir, listamos os mais relevantes.
1. Doença Arterial Coronariana (DAC)
A DAC é a principal causa de infarto do miocárdio. Ela ocorre pelo acúmulo de placas de gordura, colesterol, cálcio e resíduos celulares nas paredes das artérias coronárias, levando à obstrução do fluxo sanguíneo.
2. Formação de coágulos sanguíneos
Quando uma placa de aterosclerose se rompe, formam-se coágulos que podem bloquear completamente a artéria coronária, causando um infarto agudo.
3. Espasmos nas artérias coronárias
Espasmos temporários nas artérias podem reduzir ou interromper o fluxo sanguíneo, ocasionando um infarto, mesmo na ausência de placas de gordura.
4. Fatores de risco tradicionais
- Hipertensão arterial
- Tabagismo
- Diabetes mellitus
- Colesterol alto
- Sedentarismo
- Obesidade
- Estresse excessivo
- Má alimentação
Tabela: Fatores de risco para infarto do miocárdio
| Fator de Risco | Descrição | Grau de Influência |
|---|---|---|
| Hipertensão arterial | Pressão arterial elevada | Elevado |
| Tabagismo | Uso do cigarro e produtos derivados do tabaco | Elevado |
| Diabetes mellitus | Doença que aumenta o risco de doenças cardiovasculares | Elevado |
| Colesterol alto | Níveis elevados de LDL colesterol | Alto |
| Sedentarismo | Falta de atividade física regular | Alto |
| Obesidade | Acúmulo excessivo de gordura corporal | Alto |
| Estresse emocional | Estado de nervosismo, ansiedade ou depressão | Moderado |
| Má alimentação | Dieta rica em gorduras saturadas e processados | Elevado |
Sintomas do infarto
Reconhecer os sinais precocemente pode fazer a diferença entre uma evacuação rápida ao hospital e danos permanentes ao coração.
Sintomas mais comuns
- Dor ou desconforto no peito, sensação de peso ou aperto
- Dor que se irradia para braços, pescoço, mandíbula ou costas
- Falta de ar
- Suor excessivo, frio e pegajoso
- Náusea ou vômito
- Sensação de fraqueza ou fraqueza repentina
- Tontura ou sensação de desmaio
Segundo o cardiologista Dr. João Silva, “o reconhecimento imediato dos sintomas de um infarto é crucial para buscar atendimento médico o mais rápido possível, minimizando os danos ao coração”.
Como prevenir o infarto
A prevenção é a melhor estratégia para reduzir o risco de infarto. Adotar hábitos de vida saudáveis e realizar acompanhamento médico regular são passos essenciais.
Hábitos que auxiliam na prevenção
- Alimentação balanceada rica em frutas, verduras, grãos integrais e pobre em gorduras saturadas
- Prática regular de exercícios físicos
- Controle da pressão arterial e colesterol
- Controle do diabetes
- Evitar o tabaco e o consumo excessivo de álcool
- Gerenciamento do estresse através de técnicas de relaxamento
- Manter um peso saudável
Recomendações médicas
Realize exames periódicos para monitorar colesterol, glicemia e pressão arterial. Além disso, consulte um cardiologista para avaliação do seu risco cardiovascular e possíveis orientações específicas.
Como os profissionais diagnosticam o infarto?
O diagnóstico é feito através de exames clínicos e complementares, como:
- Eletrocardiograma (ECG)
- Exames de sangue para detecção de marcadores cardíacos
- Ecocardiograma
- Angiografia coronariana (quando necessário)
Esses procedimentos ajudam a confirmar o infarto e orientar o tratamento adequado.
Tratamento do infarto
O tratamento imediato é fundamental para minimizar os danos. Pode incluir:
- Administração de medicamentos anticoagulantes e trombolíticos
- Revascularização por cateterismo (angioplastia)
- Cirurgia de ponte de safena ou implante de stent
- Cuidados de suporte, como oxigenoterapia
Após o episódio, o acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida são essenciais para evitar novos eventos.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. O que fazer em caso de suspeita de infarto?
Chame imediatamente o serviço de emergência (192 no Brasil) e mantenha a calma. Ajude a pessoa a ficar deitada, afrouxe roupas apertadas e familiarize-se com os sintomas para relatar ao socorro.
2. Quanto tempo leva para um infarto causar danos irreversíveis ao coração?
O tempo é um fator determinante. Quanto mais rápido o atendimento, menores são os riscos de dano permanente. Geralmente, o cérebro e o coração podem começar a sofrer danos após 4 a 6 minutos de falta de sangue.
3. O infarto pode ser prevenido completamente?
Embora muitas ações possam reduzir significativamente o risco, fatores genéticos e imprevistos podem contribuir. Manter hábitos saudáveis é sua melhor proteção.
4. Existe diferença entre infarto e angina?
Sim. A angina é uma dor temporária causada por redução do fluxo sanguíneo, mas que não leva à morte do músculo cardíaco. O infarto, por outro lado, envolve dano permanente ao tecido cardíaco.
Conclusão
O infarto é uma condição grave que pode ser evitada ou minimizada com ações preventivas e cuidados de saúde contínuos. Conhecer as causas, reconhecer os sintomas precocemente e adotar um estilo de vida saudável são passos essenciais para proteger seu coração. A conscientização e o acompanhamento médico fazem toda a diferença na luta contra as doenças cardiovasculares.
Lembre-se: “Prevenir é melhor do que remediar.” – Frase popular, especialmente pertinente no contexto da saúde cardíaca.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Cardiovascular Diseases. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/cardiovascular-diseases
- Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Infarto do Miocárdio. Disponível em: https://www.cardiol.br
- Ministério da Saúde. Doenças Cardiovasculares. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doencas_cardiovasculares.pdf
- American Heart Association. Heart Attack. Disponível em: https://www.heart.org/en/health-topics/heart-attack
Está atento à sua saúde cardiovascular? Cuide do seu coração hoje para garantir um futuro mais saudável!
MDBF