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O Que Causa Infarto: Fatores de Risco e Prevenção Essenciais

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O infarto do miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco, é uma das principais causas de mortalidade mundial. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 17,9 milhões de pessoas morrem anualmente por doenças cardiovasculares, sendo o infarto uma das manifestações mais graves dessa condição. Entender o que causa infarto é fundamental para prevenir e diminuir o risco de eventos cardíacos fatais. Neste artigo, abordaremos os fatores de risco, causas principais, estratégias de prevenção, além de responder às dúvidas mais frequentes sobre o tema.

O que é um infarto?

Um infarto ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma parte do músculo cardíaco é bloqueado por um período suficiente para causar dano ou morte às células do coração. Geralmente, esse bloqueio é causado por um trombo (coágulo sanguíneo) que se forma em uma placa de gordura que se rompe na parede de uma artéria coronariana.

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Quais são as causas principais do infarto?

Existem diversos fatores que podem levar ao desenvolvimento de condições propícias a um infarto. Essas causas podem ser divididas em modificáveis e não modificáveis.

Causas não modificáveis

  • Idade avançada: o risco aumenta com o envelhecimento.
  • ** Histórico familiar:** pessoas cujos parentes próximos tiveram infarto tendem a ter maior propensão.
  • Sexo masculino: homens apresentam maior risco de infarto em idades mais precoces, embora o risco em mulheres aumente após a menopausa.
  • Condições genéticas: algumas doenças hereditárias podem favorecer o desenvolvimento de problemas cardíacos.

Causas modificáveis (fatores de risco)

  • Hipertensão arterial: pressões elevadas desgastam as artérias e favorecem o enfraquecimento das paredes vasculares.
  • Dislipidemia: níveis altos de colesterol, especialmente LDL, contribuem para formação de placas de gordura.
  • Tabagismo: o fumo danifica as paredes das artérias, aumenta a formação de placas e reduz o oxigênio disponível ao coração.
  • Diabetes Mellitus: eleva o risco de acúmulo de placas devido ao descontrole glicêmico.
  • Sedentarismo: a falta de atividade física favorece fatores como obesidade, hipertensão e dislipidemia.
  • Obesidade: excesso de peso, sobretudo na região abdominal, aumenta a carga cardiovascular.
  • Estresse crônico: o excesso de estresse eleva a pressão arterial e os níveis de cortisol, prejudicando o sistema cardiovascular.
  • Má alimentação: dietas ricas em gorduras saturadas, açúcares e sódio contribuem para o desenvolvimento de patologias cardíacas.

Como o acúmulo de placas leva ao infarto

Formação de placas de gordura

As artérias coronárias podem acumular placas de gordura, chamadas de ateromas, formadas por colesterol, células inflamatórias, e tecido fibroso. Esses depósitos podem estreitar a passagem do sangue, reduzindo o fluxo sanguíneo para o coração.

Ruptura da placa e formação de coágulo

Quando uma placa de gordura se rompe, ela provoca uma resposta inflamatória que leva à formação de um coágulo sanguíneo (trombo). Este coágulo pode bloquear completamente a artéria, causando a falta de oxigênio ao músculo cardíaco e levando ao infarto.

Fatores de risco que agravam o problema

Fator de RiscoImpacto no Risco de Infarto
IdadeAumenta progressivamente o risco com o envelhecimento.
Histórico familiarPredisposição genética aumenta vulnerabilidade.
Hipertensão arterialDestroi as paredes arteriais, facilitando o acúmulo de placas.
DislipidemiaColesterol alto aumenta formação de placas.
TabagismoDanifica vasos sanguíneos e favorece obstruções.
Diabetes mellitusPode causar dano direto às artérias por glicação de proteínas.
SedentarismoContribui para obesidade e outras doenças cardiovasculares.
ObesidadeElevado risco de hipertensão, dislipidemia e diabetes.
Estresse crônicoEleva a pressão arterial e aumenta o risco de formação de placas.
Dieta pouco saudávelRicos em gorduras saturadas e sódio, favorecem a formação de placas.

Como prevenir o infarto?

A prevenção do infarto envolve mudanças no estilo de vida e controle de fatores de risco. Algumas estratégias eficazes incluem:

Alimentação equilibrada

  • Priorize alimentos ricos em fibras, frutas, verduras, grãos integrais e peixes.
  • Evite gorduras trans, saturadas, excesso de açúcar e sódio. Dicas de alimentação saudável.

Atividade física regular

  • Realize pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana.
  • Escolha esportes, caminhadas ou atividades aquáticas que promovam o fortalecimento cardiovascular.

Controle do peso

  • Manter um peso saudável ajuda a reduzir a pressão arterial, o colesterol e a glicemia.

Controle do estresse

  • Técnicas de relaxamento, meditação e mindfulness podem ajudar a reduzir o impacto do estresse na saúde cardiovascular.

Evitar o tabagismo

  • Abandonar o cigarro é uma das ações mais eficazes na prevenção de infarto.

Monitoramento médico periódico

  • Verifique regularmente a pressão arterial, níveis de colesterol e glicemia.
  • Consulte um cardiologista para avaliações específicas, especialmente se houver histórico familiar ou fatores de risco elevados.

Uso de medicamentos

  • Em casos específicos, médicos podem indicar medicamentos para controlar fatores de risco, como anti-hipertensivos, estatinas ou antidiabéticos.

Perguntas Frequentes

1. O infarto pode acontecer sem sinais prévios?

Sim. Algumas pessoas podem não apresentar sintomas prévios e sofrer um infarto súbito, especialmente em casos de aterosclerose avançada ou espasmose coronariana. Por isso, a prevenção é fundamental.

2. Quais sintomas indicam um possível infarto?

Os sintomas mais comuns incluem dor ou desconforto no peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, mandíbula, costas ou abdômen. Outros sinais incluem sudorese excessiva, falta de ar, náusea, tontura e sensação de desmaio.

3. É possível reverter os danos causados por um infarto?

Após um infarto, o coração pode sofrer danos permanentes, dependendo da extensão do evento. Contudo, tratamentos precoces podem salvar vidas e melhorar a qualidade de vida, além de prevenir novos eventos. A reabilitação cardíaca também é fundamental nesse processo.

4. Como saber se tenho risco alto para infarto?

Consulte seu médico para avaliações periódicas. Fatores de risco como hipertensão, dislipidemia, diabetes, obesidade, tabagismo e histórico familiar elevam o risco.

Conclusão

O infarto do miocárdio é uma condição grave, mas grande parte dos fatores que o causam são de origem modificável. A adoção de hábitos de vida saudáveis, acompanhamento médico regular e controle de fatores de risco podem fazer toda a diferença na prevenção. "Prevenir é sempre melhor do que remediar"; essa frase do médico e pesquisador Dr. Albert Schweitzer reforça a importância de ações preventivas para uma vida mais longa e saudável.

Ao compreender o que causa infarto, você pode tomar medidas concretas para proteger sua saúde e a de quem você ama. Cuide do seu coração, pratique hábitos saudáveis e consulte profissionais de saúde regularmente.

Referências