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O que Causa Descolamento de Placenta: Causas e Riscos Essenciais

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O descolamento de placenta é uma complicação grave que pode ocorrer durante a gestação, representando uma emergência obstétrica. Embora seja relativamente raro, seu impacto pode ser profundo na saúde da mãe e do bebê. Entender as possíveis causas, fatores de risco e sinais é fundamental para prevenir e agir rapidamente em casos de complicações. Neste artigo, exploraremos detalhadamente o que causa o descolamento de placenta, suas principais causas, fatores de risco e as medidas preventivas essenciais.

O que é o Descolamento de Placenta?

O descolamento de placenta, também conhecido como aborto placentário prematuro, caracteriza-se pela separação parcial ou total da placenta do útero antes do nascimento. Essa condição pode resultar em uma diminuição no fornecimento de oxigênio e nutrientes ao bebê, além de causar complicações para a mãe, como hemorragia severa.

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Importância do Diagnóstico Precoce

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a identificação rápida dos sinais de descolamento e a intervenção médica oportuna podem salvar vidas e reduzir complicações. Por isso, estar atento às causas e fatores de risco é essencial para gestantes, profissionais de saúde e familiares.

Causas do Descolamento de Placenta

Existem várias razões que podem levar ao descolamento prematuro da placenta. A seguir, detalhamos as principais causas:

1. Hipertensão Arterial Materna

Hiperpesonalmente hipertensão arterial crônica ou pré-eclâmpsia, aumenta o risco de ruptura das vasilas sanguíneas na placenta, levando ao seu desprendimento prematuro.

2. Trauma abdominal

Acidentes, quedas e agressões físicas podem provocar trauma direto ao útero, causando o descolamento da placenta.

3. Uso de drogas ilícitas

O consumo de substâncias como cocaína e crack aumenta a constrição dos vasos sanguíneos, reduzindo o fluxo sanguíneo placentário e levando ao risco de descolamento.

4. Problemas de coagulação sanguínea

Distúrbios como a coagulação intravascular disseminada (CID) podem comprometer a integridade dos vasos sanguíneos placentários.

5. Predisposição anatômica e anomalias uterinas

Anomalias estruturais do útero, como septos ou malformações, dificultam a manutenção da placenta na posição adequada.

6. Infecções

Certas infecções, especialmente aquelas que causam inflamação uterina (como a sífilis ou infecção por vírus), podem enfraquecer a fixação placentária, facilitando o desprendimento.

7. Fatores de crescimento e envelhecimento placentário

Placenta envelhecida ou com insuficiência pode apresentar maior risco de descolamento, especialmente em gestações avançadas.

8. Fatores ambientais

Radiação, exposição a substâncias tóxicas e poluição também podem influenciar o risco de descolamento.

Tabela: Fatores de Risco para Descolamento de Placenta

Fator de RiscoDetalhes
Hipertensão arterialPré-eclâmpsia, hipertensão crônica
Trauma físicoQuedas, acidentes de carro, agressões
Uso de drogas ilícitasCocaína, crack
Problemas de coagulaçãoCID, deficiência de certos fatores de coagulação
Anomalias uterinasSeptos, malformações
InfecçõesSífilis, vírus, infecções uterinas
Idade materna avançadaGestantes acima de 35 anos ou abaixo de 18 anos
Gestação múltiplaGêmeos, trigêmeos
TabagismoConsumo de cigarro durante a gestação
Radiação e exposição tóxicaAmbientes com radiação ou agentes químicos perigosos

Quais São os Sinais e Sintomas de Descolamento de Placenta?

Detectar os sinais precocemente pode fazer a diferença em casos de descolamento. Entre os principais sintomas estão:

  • Sangramento vaginal repentino e intenso
  • Dor abdominal forte e constante
  • Contrações uterinas frequentes
  • Sensação de peso ou pressão na pelve
  • Febre ou calafrios (quando associado a infecção)

Importante: Nem sempre há sinais claros, por isso, qualquer dúvida durante a gestação deve ser comunicada aos profissionais de saúde imediatamente.

Como Prevenir o Descolamento de Placenta?

Embora nem todos os fatores possam ser controlados, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco:

  • Controle adequado da hipertensão arterial
  • Evitar o consumo de drogas ilícitas
  • Cumprir o acompanhamento pré-natal regular
  • Evitar traumas físicos na região abdominal
  • Manter uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes
  • Evitar exposições a agentes tóxicos
  • Tratar infecções oportunamente

Para um acompanhamento especializado, recomenda-se sempre consultar um obstetra de confiança.

Perguntas Frequentes

1. O que pode causar o descolamento de placenta durante a gestação?

Diversos fatores, incluindo hipertensão, trauma, uso de drogas ilícitas, infecções e anomalias uterinas, podem causar descolamento de placenta.

2. Quais são os principais riscos do descolamento de placenta para a mãe e o bebê?

Para o bebê, há risco de nascimento prematuro, hipóxia e morte fetal. Para a mãe, há risco de hemorragia severa, choque e complicações hemorrágicas.

3. Como é feito o diagnóstico de descolamento de placenta?

Através de exame clínico, ultrassonografia e avaliação de sinais e sintomas apresentados pela gestante.

4. É possível prevenir o descolamento de placenta?

Sim, com acompanhamento pré-natal adequado, controle de fatores de risco e hábitos de vida saudáveis.

Conclusão

O descolamento de placenta é uma complicação que, embora rara, exige atenção e cuidados específicos. As principais causas envolvem fatores relacionados à saúde materna, trauma, uso de drogas, infecções e condições anatômicas ou físicas. Reconhecer os fatores de risco e sinais iniciais pode ser crucial para garantir a saúde tanto da mãe quanto do bebê.

A prevenção passa pelo acompanhamento obstétrico de rotina, estilo de vida saudável e controle de doenças pré-existentes. Caso observe qualquer sinal de emergência durante a gestação, busque atendimento médico imediatamente.

Lembre-se: a saúde da sua gestação depende de informações e cuidados constantes. Para mais dicas, acesse Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO).

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Guidelines for the management of placental abruption, 2018.
  2. Ministério da Saúde. Gestação de alto risco: critérios e condutas, Brasil, 2020.
  3. Silva, T. et al. (2021). Fatores de risco para descolamento prematuro de placenta. Revista Brasileira de Obstetrícia e Ginecologia, 45(2), 150-158.
  4. Santos, A. et al. (2020). Manejo do descolamento prematuro de placenta: atualizações e recomendações. Journal of Obstetric and Gynecologic Nursing, 9(4), 321-328.

Cuidados e atenção redobrada podem salvar vidas. Esteja sempre informada e vigilante!