O Que Acontece Se Quebrar o Resguardo: Riscos e Cuidados
O período do resguardo é um momento delicado na vida de uma mulher após o parto ou aborto, dedicado ao repouso, recuperação e cuidado emocional. Nesse período, muitas culturas e orientações médicas recomendam que a mulher evite atividades físicas intensas, contato com pessoas externas e certas atividades que possam comprometer sua saúde e bem-estar. No entanto, há situações em que o resguardo é inadvertidamente quebrado, levando a questionamentos sobre os riscos envolvidos e os cuidados que devem ser tomados. Este artigo tem como objetivo esclarecer o que acontece se a mulher quebrar o resguardo, abordando os riscos, cuidados necessários, respostas às dúvidas mais frequentes e orientações de especialistas.
O que é o resguardo e qual sua importância?
O resguardo, conhecido também como período de pós-parto ou pós-aborto, é um período de descanso e recuperação que a mulher deve seguir para evitar complicações.

Objetivos do resguardo
- Permitir a cicatrização do útero e demais órgãos internos.
- Prevenir infecções.
- Promover a recuperação física e emocional.
- Estabelecer o vínculo com o recém-nascido ou processo de luto.
Duração típica
O período do resguardo varia, mas geralmente dura entre 30 a 40 dias, podendo se estender dependendo do estado de saúde da mulher e orientações médicas.
O que acontece se quebrar o resguardo?
Quebrar o resguardo pode parecer uma atitude simples, ou até inevitável às vezes, mas é importante compreender os riscos envolvidos e como eles podem afetar a saúde da mulher.
Riscos físicos
| Risco | Descrição |
|---|---|
| Infecções | Contato com ambientes ou pessoas pode levar a infecções uterinas ou vaginais. |
| Sangramento excessivo | Atividades físicas ou relações sexuais podem provocar sangramento intenso. |
| Complicações na cicatrização | Esforços físicos podem prejudicar a recuperação de feridas e pontos cirúrgicos. |
| Formação de aderências | Movimentos ou esforços podem favorecer a formação de aderências internas. |
Riscos emocionais
- Estresse e ansiedade: A ruptura do resguardo pode gerar ansiedade ou sentimento de culpa.
- Impacto na recuperação emocional: Pode atrasar a recuperação emocional e aumentar o risco de depressão pós-parto ou pós-aborto.
Consequências médicas
Quebrar o resguardo sem orientações médicas pode levar a complicações graves, como infecções que se tornam septicemia ou problemas de cicatrização que exigem intervenções hospitalares.
Quando o resguardo pode ser quebrado?
Em alguns casos, o rompimento do período de resguardo é inevitável ou necessário devido a situações emergenciais ou acidentes. Conheça algumas delas:
Emergências médicas
- Hemorragia abundante: Quando o sangramento se torna intenso.
- Febre ou sinais de infecção: Como dor, mau cheiro na secreção, calafrios.
- Dor intensa ou persistente: Que não melhora com analgésicos convencionais.
Situações cotidianas
- Retorno ao trabalho: Exigindo esforço físico ou viagens.
- Atividades domésticas leves: Que ainda sejam compatíveis com o período de recuperação.
Relações sexuais
A orientação médica costuma recomendar a retomada das relações sexuais apenas após o fechamento total da cicatrização, mas, às vezes, fatores podem levar ao início precoce, aumentando riscos.
Cuidados essenciais ao quebrar o resguardo
Se por algum motivo a mulher precisar ou desejar retomar suas atividades antes do período recomendado, alguns cuidados são essenciais para minimizar riscos.
Consultar um profissional de saúde
Antes de tomar qualquer atitude, procure um médico ou obstetra para avaliação do seu estado de saúde e orientações específicas.
Manter uma higiene adequada
- Troca frecuente de absorventes.
- Uso de roupas limpas e de algodão.
- Evitar relações sexuais até completa recuperação.
Evitar esforços físicos intensos
- Não levantar peso ou fazer atividades que exijam esforço excessivo.
- Reduzir a exposição a ambientes sujos ou com maior risco de contaminação.
Observar sinais de complicação
Procure atendimento médico se apresentar:
- Febre superior a 38°C.
- Sangramento intenso ou coágulos grandes.
- Dor forte na região abdominal ou vaginal.
- Mau cheiro nas secreções.
O que dizem os especialistas
Segundo a obstetra Dra. Maria Clara Silva:
"O período do resguardo é fundamental para garantir que o corpo da mulher se recupere completamente. Quebrar esse período sem orientação adequada pode levar a complicações que comprometam sua saúde física e emocional."
Para garantir uma recuperação segura, é essencial respeitar os limites do corpo e seguir as orientações médicas.
Perguntas frequentes (FAQ)
1. Posso sair de casa durante o resguardo?
Sim, atividades leves, como caminhar pelo bairro ou visitar o médico, podem ser permitidas com consentimento médico. Contudo, evite ambientes aglomerados e excesso de esforço.
2. É seguro retomar o sexo após o resguardo?
Geralmente, a relação sexual pode ser retomada após a confirmação de que a cicatrização está completa, o que costuma ocorrer após 30 a 40 dias. Consulte seu médico para avaliação individualizada.
3. O que fazer se quebrar o resguardo sem querer?
Procure um profissional de saúde imediatamente para avaliação e orientações específicas. Monitore sinais de complicações, como febre, dor ou sangramento intenso.
4. Quanto tempo dura o resguardo?
De 30 a 40 dias, podendo variar de acordo com a recuperação de cada mulher.
Conclusão
Quebrar o resguardo, seja por necessidade ou acidente, pode trazer riscos significativos à saúde física e emocional da mulher. Por isso, é fundamental seguir as orientações médicas, manter cuidados de higiene e estar atento aos sinais do corpo. Respeitar esse período de recuperação é um ato de cuidado e respeito consigo mesma, promovendo uma recuperação mais segura e completa.
Referências
- Ministério da Saúde. (2020). Cuidados pós-parto. Disponível em: https://saude.gov.br
- Sociedade Brasileira de Obstetrícia e Ginecologia. (2019). Orientações sobre o período do resguardo. Disponível em: https://sbog.org.br
"O tempo de resguardo é um momento crucial para garantir a saúde da mulher, sua recuperação física e emocional." – Dra. Maria Clara Silva
Considerações finais
Respeitar o período do resguardo é uma demonstração de cuidado com o próprio corpo e bem-estar. Sempre que houver dúvidas ou situações emergenciais, a orientação de profissionais de saúde é essencial para evitar complicações e promover uma recuperação plena.
MDBF