O Que Acontece Quando a Glicose Está Alta: Sintomas e Riscos
A glicose, conhecida popularmente como açúcar no sangue, desempenha um papel fundamental no funcionamento do nosso corpo. Ela é a principal fonte de energia para as células e é essencial para o funcionamento de diversos órgãos. No entanto, quando os níveis de glicose permanecem elevados por um período prolongado, podem surgir sérias complicações à saúde. Este artigo aborda de forma detalhada o que acontece quando a glicose está alta, quais os sintomas associados, os riscos envolvidos e dicas para manter os níveis sob controle.
O que é glicose e sua importância para o corpo
A glicose é um tipo de açúcar simples (monossacarídeo) que é proveniente dos alimentos consumidos, especialmente carboidratos. Após a digestão, ela é absorvida pelo intestino delgado e entra na corrente sanguínea, de onde é distribuída para as células do corpo. A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, facilita a entrada da glicose nas células para que seja utilizada como fonte de energia.

Como a glicose é regulada no organismo
A regulação da glicose envolve uma complexa interação hormonal entre insulina e glucagon. Quando os níveis de glicose aumentam após uma refeição, o pâncreas libera insulina, que faz a glicose entrar nas células. Em períodos de jejum ou entre as refeições, o glucagon estimula o fígado a liberar glicose armazenada, mantendo os níveis sanguíneos equilibrados.
O que acontece quando a glicose está alta?
Quando a glicose permanece elevada no sangue, uma condição conhecida como hiperglicemia, o corpo sofre várias alterações. Com o tempo, esses elevados níveis podem causar danos a diversos órgãos e sistemas. A seguir, detalhamos os principais efeitos e consequências da glicose alta.
Sintomas de glicose elevada
Antes de avançarmos para os riscos, é importante conhecer os sinais que podem indicar que os níveis de glicose estão altos:
- Aumento da sede
- Urin Repetida e em maior quantidade
- Fome constante
- Fadiga e fraqueza
- Visão turva
- Perda de peso inexplicada
- Feridas que demoram a cicatrizar
- Infecções recorrentes
Estes sintomas podem variar dependendo do grau e da duração da hiperglicemia.
Principais riscos associados à glicose alta
A hiperglicemia prolongada traz uma série de riscos à saúde. A seguir, apresentamos as complicações mais comuns associadas à glicose elevada.
Complicações agudas
| Situação | Descrição | Risco |
|---|---|---|
| Cetoacidose diabética | Acúmulo de corpos cetônicos no sangue devido à falta de insulina | Alta |
| Estado de coma diabético | Consequência de episódios graves de hiperglicemia não controlada | Muito alto |
Complicações crônicas
- Doença Cardiovascular: aumento do risco de infarto e AVC
- Nefropatia diabética: lesões nos rins que podem levar à insuficiência renal
- Retinopatia diabética: danos aos vasos sanguíneos da retina, podendo levar à cegueira
- Neuropatia: danos aos nervos que causam dores e perdas sensoriais
- Podopatia: surgimento de feridas e infecções nos pés, que podem culminar em amputações
Como manter os níveis de glicose sob controle
Para evitar os riscos associados à glicose alta, é fundamental adotar um estilo de vida saudável, incluindo:
- Alimentação equilibrada
- Prática regular de exercícios físicos
- Monitoramento frequente do açúcar no sangue
- Uso adequado de medicamentos, quando indicado
- Consultas médicas regulares
Dica: A melhoria na alimentação e o controle do peso corporal podem impactar positivamente no gerenciamento da glicose.
A importância da alimentação na regulação da glicose
Optar por alimentos com baixo índice glicêmico e evitar o consumo excessivo de açúcares refinados é uma estratégia eficaz para manter os níveis em equilíbrio. Alguns exemplos de alimentos recomendados incluem:
- Verduras e legumes
- Grãos integrais
- Proteínas magras
- Frutas com moderação
Para saber mais sobre uma dieta adequada para diabéticos, visite o site da Associação Brasileira de Diabetes (ABD).
Como testar seus níveis de glicose
Existem diferentes formas de verificar os níveis de glicose no sangue:
- Teste de glicemia capilar: feito com um minutinho usando uma glucometria portátil
- Hemoglobina glicada (HbA1c): exame que revela a média dos níveis de glicose dos últimos 3 meses
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), os valores ideais de glicemia em jejum são inferiores a 100 mg/dL.
Perguntas frequentes
1. Quais são as causas da glicose elevada?
As principais causas incluem diabetes mellitus, resistência à insulina, doenças pancreáticas, uso de medicamentos corticosteroidais, estresse extremo, obesidade e sedentarismo.
2. Como saber se estou com glicose alta?
Além dos sintomas mencionados, o diagnóstico é realizado por exames de sangue, como a glicemia de jejum ou HbA1c. Consulte seu médico para uma avaliação adequada.
3. É possível prevenir a glicose alta?
Sim. Manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios regularmente, evitar o consumo excessivo de açúcares e realizar exames periódicos ajuda na prevenção.
4. Como a glicose alta afeta o corpo a longo prazo?
Ela pode causar danos a vasos sanguíneos, nervos e órgãos, levando à complicações graves como problemas cardíacos, insuficiência renal, cegueira e amputações.
Conclusão
A elevação contínua dos níveis de glicose no sangue é uma condição que merece atenção e cuidados especiais. Entender os sintomas, os riscos e as formas de controle é fundamental para prevenir complicações que podem comprometer a qualidade de vida. A adoção de hábitos saudáveis, acompanhamento médico regular e uma alimentação equilibrada são pilares essenciais para manter a glicose sob controle e garantir uma vida mais saudável.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Diabetes. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/diabetes#tab=tab_1
- Associação Brasileira de Diabetes. Guia de orientações. Disponível em: https://www.diabetes.org.br
- Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf
Cuide da sua saúde! Monitore seus níveis de glicose e procure orientação médica regularmente.
MDBF