O Que É Útero Retrovertido: Entenda Tudo Sobre Essa Condição
O útero retrovertido é uma condição que muitas mulheres podem experimentar ao longo da vida, muitas vezes sem apresentar sintomas ou consequências. Apesar de ser uma variação anatômica comum, há dúvidas e mitos que cercam esse tema. Este artigo busca esclarecer o que é o útero retrovertido, suas possíveis causas, sintomas, tratamentos e dúvidas frequentes, tudo de forma clara e otimizada para facilitar a compreensão e o entendimento.
O que é o útero retrovertido?
O útero, órgão que compõe o sistema reprodutor feminino, pode apresentar diferentes posições de acordo com a sua orientação no corpo da mulher. Quando o útero está voltado para trás, em direção à coluna vertebral, essa condição é chamada de útero retrovertido ou utero inclinado para trás.

Definição de útero retrovertido
Segundo a ginecologista Dra. Maria Silva, "o útero retrovertido é uma variação anatômica normal, presente em aproximadamente 20% a 30% das mulheres, sem causar necessariamente problemas de saúde". Essa posição do útero não costuma interferir na fertilidade ou na gestação, sendo uma característica natural de algumas mulheres.
Diferença entre útero retrovertido e outros posicionamentos
| Posição do Útero | Descrição | Frequência | Impacto na saúde |
|---|---|---|---|
| Antevertido | Voltado para frente, em direção à bexiga | A maioria das mulheres (aproximadamente 75%) | Normal, sem problemas de saúde |
| Retrovertido | Voltado para trás, em direção à coluna | 20-30% das mulheres | Geralmente assintomático |
| Laterovertido | Voltado para os lados | Rara | Normal, geralmente sem impacto |
Causas do útero retrovertido
As causas do útero retrovertido podem ser variadas, incluindo fatores congênitos, adquiridos ou relacionados a condições específicas.
Causas congênitas
Muitas mulheres nascem com o útero na posição retrovertida, devido à formação anatômica durante o desenvolvimento fetal.
Fatores adquiridos
- Processos inflamatórios: infecções pélvicas, como a doença inflamatória pélvica, podem contribuir para a mudança de posição do útero.
- Cirurgias ou procedimentos: cirurgias na região pélvica podem alterar a posição uterina.
- Miomas uterinos: tumores benignos podem puxar ou deslocar o útero.
- Gravidez: durante a gestação, o útero aumenta de tamanho e pode alterar sua posição temporariamente ou permanentemente.
Condições médicas relacionadas
Algumas condições que envolvem cicatrizes ou aderências podem modificar a orientação do útero, como endometriose ou aderências pélvicas.
Sintomas do útero retrovertido
Na maior parte dos casos, o útero retrovertido é assintomático, ou seja, não apresenta sintomas evidentes. No entanto, algumas mulheres podem relatar desconfortos ou sintomas específicos.
Sintomas comuns
- Dor durante ou após as relações sexuais (dispareunia)
- Dores pélvicas ou na região lombar
- Cólica menstrual mais intensa
- A sensação de pressão ou peso na pelve
- Problemas de urina ou constipação (raramente)
Quando procurar um médico?
Se você apresenta sintomas persistentes ou dor intensa, é importante procurar um ginecologista para uma avaliação detalhada e exames específicos.
Diagnóstico do útero retrovertido
O diagnóstico pode ser realizado por meio de diferentes exames ginecológicos e de imagem.
Exame ginecológico
O ginecologista pode identificar a posição do útero através do exame de toque vaginal ou abdominal, percebendo sua orientação e mobilidade.
Ultrassonografia pélvica
O método mais utilizado para confirmar a posição do útero. A ultrassonografia transvaginal fornece imagens detalhadas e auxilia no diagnóstico.
Outros exames
- Histerossalpingografia
- RM pélvica (ressonância magnética)
Tratamento do útero retrovertido
Na maioria dos casos, o útero retrovertido não requer tratamento específico, visto que não causa problemas de saúde ou fertilidade. Entretanto, em situações de sintomas intensos ou condições associadas, o tratamento pode ser indicado.
Quando tratar?
Se a posição do útero causa dor, desconforto ou interfere na qualidade de vida, o médico pode recomendar tratamentos específicos.
| Opções de tratamento | Descrição | Indicação |
|---|---|---|
| Medicamentoso | Analgésicos ou anti-inflamatórios | Controle de dor e inflamação |
| Fisioterapia pélvica | Exercícios específicos | Alívio de dores e melhora da mobilidade uterina |
| Cirurgia | Procedimentos como laparoscopia para reposição ou correção | Casos graves ou quando há aderências ou miomas |
Considerações importantes
Segundo a especialista Dra. Ana Paula, “a maioria das mulheres com útero retrovertido não necessita de intervenção cirúrgica, e o tratamento é dirigido apenas para aliviar sintomas, se presentes”.
O útero retrovertido e fertilidade
Vale destacar que o útero retrovertido, por si só, não reduz as chances de engravidar, sendo considerado uma variação normal. Estudos indicam que essa condição não interfere na concepção ou na gestação.
Para mulheres com dificuldades de engravidar, o mais importante é investigar outras possíveis causas de infertilidade, além de realizar um acompanhamento ginecológico completo.
Perguntas frequentes (FAQ)
1. O útero retrovertido pode causar infertilidade?
Resposta: Geralmente, não. O útero retrovertido não causa infertilidade e é uma variação anatômica comum.
2. É possível mover o útero para uma posição diferente?
Resposta: Normalmente, a posição do útero é fixa, mas em alguns casos, procedimentos cirúrgicos podem alterar sua orientação.
3. O útero retrovertido causa dor durante o sexo?
Resposta: Pode causar, especialmente se houver aderências, endometriose ou inflamações associadas, mas nem todas as mulheres sentem dor.
4. O útero retrovertido aumenta o risco de complicações na gravidez?
Resposta: Não. Na maioria dos casos, a gravidez ocorre normalmente, independentemente da posição do útero.
5. Como saber se tenho útero retrovertido?
Resposta: Através de exame ginecológico e ultrassonografia pélvica realizada por um profissional de saúde.
Conclusão
O útero retrovertido é uma variação normal da anatomia feminina, presente em uma parcela significativa de mulheres, geralmente sem causar sintomas ou interferir na saúde reprodutiva. Para aquelas que apresentam desconfortos ou sintomas, o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são essenciais para garantir uma qualidade de vida plena e segura.
Lembre-se: se você suspeita de alguma condição relacionada à sua saúde pélvica, procure um ginecologista para uma avaliação detalhada e orientações específicas.
Referências
- Silva, Maria. Ginecologia Geral. Editora Saúde, 2020.
- Ministério da Saúde. Diretrizes para Diagnóstico e Tratamento de Condições Ginecológicas. 2021.
- Associação Americana de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG). Guidelines on Uterine Positions. 2022.
- Guia Completo sobre Fertilidade e Anatomia Feminina.
Este conteúdo é de caráter educativo e não substitui a avaliação médica profissional.
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