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Neoplasia de Ovário CID: Guia Completo Sobre Câncer de Ovário

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A neoplasia de ovário, popularmente conhecida como câncer de ovário, representa um dos principais desafios na saúde feminina devido à sua alta mortalidade e diagnóstico frequentemente tardio. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de ovário é o quinto mais comum entre as mulheres e uma das principais causas de morte por câncer em todo o mundo. Neste guia completo, abordaremos de forma detalhada os aspectos relacionados às neoplasias de ovário, suas classificações, critérios de diagnóstico segundo o CID (Classificação Internacional de Doenças), fatores de risco, sintomas, métodos de detecção, opções de tratamento e estratégias de prevenção.

O que é Neoplasia de Ovário?

A expressão "neoplasia de ovário" refere-se ao crescimento anormal de células nos ovários que pode ser benigno ou maligno. Quando falamos de câncer de ovário, estamos nos referindo a uma neoplasia maligna, capaz de invadir tecidos adjacentes e disseminar-se por outros órgãos.

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Neoplasia de Ovário CID é a classificação dada pelo Código Internacional de Doenças a esses tumores, facilitando a padronização do diagnóstico, tratamento e estudos epidemiológicos.

Classificação das Neoplasias de Ovário (CID)

Tabela 1: Classificação de Neoplasias de Ovário Segundo o CID

Código CIDTipo de NeoplasiaDescrição
C56.0Cisto ovariano benignTumores benignos de origem epitelial ou de outro tipo
C56.1Neoplasia maligna de ovárioTumores malignos de origem epitelial, germinal ou de stromais
C56.2Tumor de ovário de origem indiferenciadaTumores sem classificação definitiva
C56.9Neoplasia de ovário, sem especificaçãoTumores não classificados detalhadamente

Fonte: CID-10, Organização Mundial da Saúde, 2019.

Tipos de Neoplasias de Ovário

  • Neoplasias epiteliais (mais comuns, representam cerca de 90% dos cânceres de ovário).
  • Neoplasias germinativas.
  • Tumores de cordões sexuais-estromais.
  • Tumores indiferenciados.

Fatores de Risco e Epidemiologia

Fatores de Risco

  • Idade avançada: maior incidência após os 50 anos.
  • Histórico familiar de câncer de ovário ou mama.
  • Mutação genética BRCA1 e BRCA2.
  • Nunca ter gestado ou ter poucos filhos.
  • Uso de terapia hormonal prolongada.
  • Obesidade.
  • Síndromes genéticas hereditárias.

Epidemiologia

Estima-se que aproximadamente 1,2% das mulheres desenvolverá câncer de ovário ao longo da vida. A detecção precoce é desafiadora devido à ausência de sintomas específicos em estágios iniciais.

Sintomas e Diagnóstico

Sintomas comuns

  • Dor abdominal ou pélvica persistente.
  • Inchaço ou sensação de plenitude abdominal.
  • Mudanças nos hábitos intestinais ou urinários.
  • Sensação de peso na pelve.
  • Fadiga e perda de peso não intencional.

"A detecção precoce do câncer de ovário é crucial, mas muitas vezes difícil devido à ausência de sintomas específicos nas fases iniciais", destaca Dra. Maria Oliveira, oncologista ginecológica.

Exames e Diagnóstico

ExameFinalidade
Ultrassonografia transvaginalAvaliação de massas ovarianas
Marcadores tumorais (CA-125, HE4)Auxílio na suspeita e monitoramento do tratamento
Tomografia computadorizada (TC)Avaliação de disseminação e estanqueidade de tumores
Ressonância magnética (RM)Detalhamento de lesões complexas
LaparoscopiaDiagnóstico definitivo e possível extensão do tumor

Importância do Diagnóstico Precoce

Apesar dos avanços tecnológicos, o diagnóstico precoce permanece desafiador devido à natureza assintomática em fases iniciais. Recomenda-se atenção aos sinais de alerta e consulta regular para mulheres com fatores de risco.

Tratamento das Neoplasias de Ovário

Opções de tratamento

  • Cirurgia: remoção do tumor, incluindo histerectomia, omentectomia e retirada de outros órgãos afetados.
  • Quimioterapia: administração de drogas citotóxicas para eliminar células cancerígenas.
  • Terapia alvo e imunoterapia: abordagens mais recentes, em estudo ou uso limitado.
  • Terapias complementares: suporte nutricional, fisioterapia e acompanhamento psicológico.

Tabela 2: Protocolos de Tratamento por Estágio

Estágio ClínicaTratamento PadrãoObjetivo
Estágio ICirurgia + quimioterapia adjuvante (se necessário)Eliminar tumor residual e reduzir recidiva
Estágio II/IIICirurgia extensa + quimioterapia neoadjuvante e adjuvanteControle da disseminação e melhora da sobrevida
Estágio IVTratamento paliativo e terapias de suporteAlívio dos sintomas e manutenção da qualidade de vida

Prognóstico

O prognóstico do câncer de ovário depende do estágio no diagnóstico. Quanto mais precoce, maior a chance de cura. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), a taxa de sobrevivência a 5 anos em estágios iniciais pode alcançar até 90%.

Prevenção e Detectação Precoce

Medidas de prevenção

  • Uso de contraceptivos orais (reduzem risco).
  • Gravidez e amamentação.
  • Cirurgias profiláticas em mulheres com alto risco genético.
  • Manutenção de um peso saudável.
  • Alimentação equilibrada e prática regular de atividade física.

Detecção precoce

  • Exames periódicos para mulheres com fatores de risco.
  • Monitoramento de marcadores tumorais especialmente em pacientes com histórico familiar.

Para informações adicionais sobre estratégias de prevenção, consulte Instituto Nacional de Câncer - INCA.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. O que é CID no contexto do câncer de ovário?

O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema de códigos utilizado mundialmente para classificar doenças, incluindo tumores de ovário. No caso do câncer de ovário, os códigos começam com C56, indicando a localização e o tipo de neoplasia.

2. Quais são os sinais de alerta do câncer de ovário?

Dor pélvica persistente, inchaço abdominal, sensação de plenitude precoce, alterações nos hábitos intestinais, perda de peso inesperada e fadiga podem indicar a presença de um tumor ovárico.

3. Como é feito o diagnóstico da neoplasia de ovário?

A combinação de exames de imagem (ultrassonografia, tomografia) e marcadores tumorais (CA-125) contribuem para o diagnóstico. Em muitos casos, a confirmação definitiva ocorre por meio de cirurgia e análise histopatológica.

4. Existe cura para o câncer de ovário?

Sim, especialmente quando detectado precocemente. O tratamento adequado com cirurgia e quimioterapia oferece altas taxas de cura em estágios iniciais, porém a doença costuma ser diagnosticada em fases avançadas, dificultando a cura completa.

5. Quais são as chances de recorrência?

A recorrência é comum em câncer de ovário, especialmente em estágios avançados. Seguimentos regulares e terapias adicionais podem ajudar a controlar a doença.

Conclusão

A neoplasia de ovário, ou câncer de ovário, é uma condição de significativa preocupação na saúde feminina devido à sua alta morbidade e mortalidade. A correta classificação com base na CID (Códigos de Doenças) facilita a padronização do diagnóstico e tratamento, permitindo uma abordagem mais eficiente e direcionada. A detecção precoce, aliada a fatores de risco bem compreendidos e a estratégias de prevenção, é fundamental para melhorar os desfechos clínicos.

Saber reconhecer os sinais de alerta e buscar acompanhamento médico periódico são passos essenciais para as mulheres, sobretudo aquelas com fatores de risco genéticos ou ambientais. O avanço nas opções terapêuticas, incluindo cirurgias minimamente invasivas e tratamentos direcionados, tem contribuído para melhores taxas de sobrevivência e qualidade de vida.

Referências

  • Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças - CID-10. 2019.
  • Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de Ovário. Disponível em: https://www.inca.gov.br
  • American Cancer Society. Ovarian Cancer Signs & Symptoms. 2023.
  • Krampl E, et al. Hereditary Breast and Ovarian Cancer: Guidelines for Diagnosis, Therapy and Prevention. Oncology. 2021.
  • Ministério da Saúde. Câncer de Ovário: aspectos epidemiológicos, diagnóstico e tratamento. Brasília, 2022.

Este artigo foi elaborado com o objetivo de fornecer informações atualizadas e confiáveis, contribuindo para o entendimento e conscientização sobre a neoplasia de ovário CID e suas implicações na saúde feminina.