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Nefropatia Diabética CID: Guia Completo sobre a Doença

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A nefropatia diabética é uma complicação grave do diabetes mellitus e uma das principais causas de insuficiência renal crônica no mundo. Segundo a CID (Classificação Internacional de Doenças), ela é associada à codificação E112, E112.2 e E112.3, que descrevem diferentes apresentações da doença em pacientes diabéticos. Este artigo tem como objetivo oferecer uma compreensão aprofundada sobre a nefropatia diabética, suas causas, diagnóstico, tratamento, prevenção e aspectos relacionados à codificação CID. Se você ou alguém próximo convive com o diabetes, compreender essa condição é fundamental para o manejo adequado e a prevenção de complicações mais sérias.

O que é Nefropatia Diabética?

A nefropatia diabética é uma doença renal progressiva que ocorre como uma complicação do diabetes melito, especialmente no diabetes tipo 1 e tipo 2. Essa condição caracteriza-se pelo dano progressivo aos vasos sanguíneos nos rins, levando à perda de sua capacidade de filtrar resíduos e excesso de líquidos do sangue.

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Como a doença se desenvolve?

No início, a nefropatia diabética pode ser assintomática, mas ao longo do tempo, ela evolui para estágio de insuficiência renal terminal, exigindo intervenção como diálise ou transplante renal.

Prevalência

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 30% dos pacientes com diabetes tipo 2 desenvolvem nefropatia diabética ao longo da vida, tornando-se uma preocupação global de saúde pública.

CID e Classificação da Nefropatia Diabética

A Classificação Internacional de Doenças (CID) atribui códigos específicos para diferentes patologias relacionadas ao diabetes. Para nefropatia diabética, os principais códigos são:

Código CIDDescriçãoDetalhes
E112.2Diabetes mellitus de tipo 2 com nefropatia diabéticaUso quando há evidência de dano renal associado ao diabetes tipo 2
E112.3Diabetes mellitus de tipo 1 com nefropatia diabéticaPara casos de diabetes tipo 1 acompanhados de complicação renal
E112Diabetes mellitus de tipo 2 sem complicações específicasUtilizado quando o paciente apresenta diabetes tipo 2, mas sem complicações renais

Importância da classificação CID: ela orienta o diagnóstico, tratamento e registros estatísticos, além de facilitar estudos epidemiológicos.

Causas e Fatores de Risco

Causas principais

A nefropatia diabética resulta do dano nos pequenos vasos sanguíneos do rim causado pelas altas concentrações de glicose no sangue ao longo do tempo. Isso leva a alterações na estrutura renal, como espessamento da membrana basal e aumento da permeabilidade glomerular.

Fatores de risco

  • Tempo de duração do diabetes: quanto mais prolongado, maior o risco.
  • Controle inadequado da glicemia: níveis elevados de glicose aumentam o dano vascular.
  • Hipertensão arterial: eleva a resistência vascular renal.
  • Dislipidemia: alterações nos lipídios também contribuem para o dano vascular.
  • Fatores genéticos: predisposição familiar.
  • Tabagismo: piora a circulação sanguínea renal.

“O controle rigoroso do açúcar no sangue é fundamental para prevenir a nefropatia diabética.” — Dr. João Silva, especialista em nefrologia.

Sintomas e Diagnóstico

Sintomas iniciais

A princípio, a nefropatia diabética pode ser assintomática, mas alguns sinais podem aparecer com a evolução da doença:

  • Edemas (inchaços nas pernas, tornozelos, face)
  • Hipertensão arterial
  • Urticária protéica (presença de proteína na urina)
  • Urina espumosa
  • Fadiga

Diagnóstico

Para identificar a nefropatia diabética precocemente, são utilizados exames laboratoriais específicos:

  • Exame de urina: pesquisa de proteína (albuminúria)
  • Taxa de filtração glomerular (TFG): avalia a capacidade de filtração do rim
  • Creatinina sérica
  • Relatório de albuminúria: valores elevados indicam dano renal

Tabela: Classificação da Proteinúria em Nefropatia Diabética

Grau de ProteinúriaValores (mg/24h)Descrição
Normoalbuminúria< 30Sem dano renal evidente
Microalbuminúria30 a 300Dano precoce, indicativo de risco
Macroalbuminúria> 300Dano avançado, risco de insuficiência renal

Tratamento e Controle da Nefropatia Diabética

Objetivos do tratamento

  • Manter o controle glicêmico rigoroso
  • Controlar a pressão arterial
  • Reduzir fatores de risco cardiovascular
  • Preservar a função renal

Principais intervenções

Mudanças no estilo de vida

  • Dieta balanceada: com redução de sal, proteínas e gorduras saturadas
  • Prática de exercícios físicos: sob orientação médica
  • ** cessar o tabagismo**

Tratamento farmacológico

Classe de MedicamentoObjetivoExemplos
Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA) e Bloqueadores do Receptor de Angiotensina (BRA)Reduzir a pressão glomérica e proteinúriaEnalapril, Losartan
AntipertensivosControle da hipertensãoHidroclorotiazida
Drogas para controle glicêmicoManutenção da glicemia na normalidadeInsulina, metformina
LipidrespressoresControlar dislipidemiaAtorvastatina, rosuvastatina

Importante: O tratamento deve ser individualizado, sempre sob supervisão de um profissional de saúde para evitar complicações.

Prevenção da Nefropatia Diabética

Prevenir a nefropatia diabética é possível com medidas de saúde pública e cuidados pessoais:

  • Controle rigoroso da glicemia
  • Manutenção da pressão arterial adequada
  • Realização periódica de exames de urina e sangue
  • Alimentação equilibrada
  • Prática regular de atividade física
  • Abandono do tabagismo

Recursos adicionais para suporte

Para informações detalhadas sobre estratégias de prevenção e tratamento, uma ótima referência é o site do Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) e o Portal da Diabetes Brasil.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Quais os principais sinais de nefropatia diabética?

Resposta: Nos estágios iniciais, normalmente não há sintomas. Com a progressão, pode ocorrer inchaço, urina espumosa, hipertensão e fadiga.

2. Como é feito o acompanhamento médico?

Resposta: Através de exames laboratoriais periódicos (urina, sangue, TFG), além do controle da glicemia e pressão arterial.

3. É possível reverter a nefropatia diabética?

Resposta: Nos estágios iniciais, com controle rigoroso do diabetes e da pressão arterial, é possível evitar a progressão. No entanto, já em estágios avançados, o dano é irreversível, exigindo diálise ou transplante.

4. Quais complicações podem surgir se não tratada?

Resposta: Insuficiência renal, hipertensão, doenças cardiovasculares e, em casos extremos, necessidade de diálise ou transplante.

Conclusão

A nefropatia diabética representa uma das complicações mais sérias do diabetes mellitus, podendo levar à insuficiência renal se não for devidamente controlada. A codificação CID adequada (E112.2, E112.3) permite uma melhor classificação e manejo da doença. O diagnóstico precoce e o tratamento eficiente focam na manutenção do controle glicêmico, hipertensão e fatores de risco associados, reduzindo assim a progressão da doença e melhorando a qualidade de vida do paciente.

Lembre-se: a prevenção é o melhor caminho. Manter hábitos saudáveis, realizar exames periódicos e seguir as orientações médicas são fundamentais para evitar ou retardar o desenvolvimento da nefropatia diabética.

Referências

  1. World Health Organization (WHO). Diabetes Profile. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/diabetes

  2. Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Diretrizes de Doenças Renais. 2022. Disponível em: https://www.sbn.org.br/diretrizes

  3. Portal Diabetes Brasil. Cuidado e prevenção do diabetes. Disponível em: https://diabetes.org.br

Este artigo foi elaborado para oferecer uma compreensão completa e atualizada sobre a nefropatia diabética CID, visando auxiliar pacientes, familiares e profissionais de saúde na abordagem desta condição.