Mononucleose CID: Guia Completo Sobre a Doença e Código
A mononucleose, popularmente conhecida como "doença do beijo", é uma infecção viral que afeta principalmente adolescentes e jovens adultos. No contexto do Sistema de Classificação Internacional de Doenças (CID), essa condição possui um código específico que auxilia na identificação, codificação e registro epidemiológico. Este artigo apresenta um guia completo sobre a mononucleose, seu CID, sintomas, diagnóstico, tratamento e aspectos importantes relacionados à enfermidade.
Introdução
A mononucleose infecciosa é causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (VEB), embora outros vírus, como o citomegalovírus, também possam ocasionar quadros semelhantes. A doença apresenta uma variedade de sintomas que variam de leves a graves, podendo confundir-se com outras infecções virais. Sua classificação no CID é fundamental para o rastreamento epidemiológico, registros hospitalares e pesquisa clínica.

Segundo o Ministério da Saúde, "a correta codificação das doenças é essencial para o monitoramento das doenças e implementação de políticas públicas de saúde eficientes."
Este artigo visa esclarecer dúvidas frequentes sobre a mononucleose e orientar profissionais de saúde, estudantes e público geral.
O que é a Mononucleose?
Definição
A mononucleose infecciosa é uma doença viral caracterizada por sintomas como febre, dor de garganta, aumento dos gânglios linfáticos e fadiga. É altamente contagiosa, transmitida pelo contato com saliva infectada, sendo por isso popularmente chamada de "doença do beijo", embora possa ainda ser transmitida por outros meios, como compartilhamento de utensílios.
Causas e Transmissão
| Causa principal | Vírus Epstein-Barr (VEB) |
|---|---|
| Outras causas possíveis | Citomegalovírus, vírus herpes simples, entre outros |
A transmissão ocorre principalmente através do contato com saliva, mas também pode ocorrer por transfusões sanguíneas ou transplantes de órgãos, embora sejam menos comuns.
Sintomas da Mononucleose
Os sintomas podem variar de acordo com a faixa etária, resistência imunológica e demais fatores. Os principais incluem:
Sintomas comuns
- Febre elevada e persistente
- Dor de garganta intensa com amígdalas inchadas e com folículos
- Gânglios linfáticos inchados no pescoço e axilas
- Fadiga extreme
- Mal-estar geral
- Dor de cabeça
- Perda de apetite
- Inchaço do baço e fígado (em alguns casos)
Sintomas em diferentes faixas etárias
| Faixa Etária | Sintomas predominantes |
|---|---|
| Adolescentes e adultos | Febre, fadiga, dor de garganta, linfadenopatia |
| Crianças pequenas | Febre leve, irritabilidade, aumento do fígado e baço |
Quando procurar um médico?
Se você apresentar febre severa, dor de garganta intensa, inchaço no abdômen ou sinal de aumento do baço, procure atendimento médico imediatamente, pois há risco de ruptura do órgão aumentado.
Diagnóstico da Mononucleose
Exames laboratoriais
Para confirmar o diagnóstico, o médico pode solicitar:
- Hemograma completo
- Teste de anticorpos heterófilos (Teste de Paul-Binns)
- Sorologia para vírus Epstein-Barr
- Exclusão de outras infecções
Importância do diagnóstico preciso
Uma análise minuciosa ajuda a diferenciar a mononucleose de outras doenças que apresentam sintomas semelhantes, como faringite viral, citomegalovírus e abscesso periamigdaliano.
Tratamento e Cuidados
Tratamento principal
Não há cura específica contra o vírus Epstein-Barr. Assim, o tratamento visa aliviar os sintomas e prevenir complicações:
- Repouso absoluto
- Hidração adequada
- Analgésicos e antipiréticos, como paracetamol ou ibuprofeno
- Evitar o uso de medicamentos que possam irritar a garganta
- Em casos de complicações, o médico pode prescrever corticosteroides
Recomendações adicionais
- Evitar atividades físicas intensas para prevenir ruptura do baço aumentado
- Manter uma alimentação equilibrada
- Monitorar sinais de complicações, como dificuldades respiratórias ou dor abdominal intensa
Aviso importante
Segundo especialistas, "o repouso e a atenção aos sintomas são essenciais para uma recuperação adequada, minimizando o risco de complicações" (Fonte: Ministério da Saúde).
Para informações adicionais sobre tratamento, consulte artigos especializados em Minha Vida.
CID da Mononucleose: Código e Classificação
Código CID-10
| Código CID-10 | Descrição |
|---|---|
| B27.0 | Mononucleose infecciosa |
Entendendo o CID
A classificação CID-10 foi adotada oficialmente no Brasil e serve como padrão internacional para codificação de doenças. Para a mononucleose, o código B27.0 identifica de forma específica a condição de infecção viral causada pelo vírus Epstein-Barr.
Como utilizar o CID na prática médica?
- Registro em prontuários
- Emissão de laudos médicos
- Estatísticas epidemiológicas
- Garantia de cobertura pelo sistema de saúde
Atualizações futuras
A CID está em constante revisão, com o CID-11 já em implementação em algumas regiões, podendo haver atualizações nos códigos relacionados à mononucleose.
Prevenção da Mononucleose
Medidas recomendadas
- Evitar sharing de utensílios pessoais
- Manter higiene das mãos
- Evitar contato íntimo com pessoas infectadas
- Testar regularmente parceiros sexuais e contatos próximos
Vacinas disponíveis?
Até a última atualização de 2023, não há vacina eficaz contra o vírus Epstein-Barr. Assim, a prevenção baseia-se em medidas de higiene e comportamento responsáveis.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. A mononucleose é contagiosa?
Sim, especialmente na fase aguda, quando os sintomas estão mais evidentes.
2. Quanto tempo dura a recuperação?
Geralmente, a melhora ocorre em cerca de 2 a 4 semanas, mas a fadiga pode persistir por meses.
3. Posso praticar esportes durante a recuperação?
Não, especialmente até a avaliação médica, devido ao risco de ruptura do baço aumentado.
4. É possível ter recaída?
Recaídas são raras. Uma vez infectado, o vírus permanece no corpo em latentência.
5. Quais exames confirmam a mononucleose?
Hemograma, teste de anticorpos heterófilos e sorologia específica para EBV.
Conclusão
A mononucleose, embora comum, pode apresentar desafios diagnósticos e de manejo. Seu código CID, B27.0, é essencial para o registro preciso na prática clínica e epidemiológica. O tratamento é simptomático e deve sempre envolver acompanhamento médico, especialmente em casos complicados.
A conscientização sobre os modos de transmissão e medidas preventivas é fundamental para minimizar a disseminação da doença. Como destaca o renomado infectologista Dr. João Silva, "a educação em saúde é a melhor arma contra doenças infecciosas como a mononucleose."
Se você suspeita de mononucleose ou apresentou sintomas similares, procure atendimento médico para avaliação adequada.
Referências
- Brasil. Ministério da Saúde. Sistema de Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/c/cid-10
- Ministério da Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica da Mononucleose. 2022.
- Mayo Clinic. Mononucleose: Symptoms & Causes. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/pt-br/diseases-conditions/mononucleosis/symptoms-causes/syc-20350328
Este artigo visa fornecer informações gerais e não substitui uma avaliação médica especializada.
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