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Miomatose Uterina CID: Diagnóstico, Tratamento e Cuidados

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A miomatose uterina, popularmente conhecida como miomas uterinos, é uma condição que afeta milhões de mulheres em todo o mundo. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 20% a 40% das mulheres entre 30 e 50 anos apresentam algum tipo de mioma uterino. Essa condição pode variar de assintomática a bastante sintomática, influenciando significativamente a qualidade de vida da paciente.

No Brasil, o reconhecimento da Miomatose Uterina CID é fundamental para o correto diagnóstico e tratamento, uma vez que os códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID) permitem padronizar e otimizar o acompanhamento clínico e epidemiológico da doença.

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Este artigo tem como objetivo explorar, de forma detalhada, tudo o que você precisa saber sobre a Miomatose Uterina CID — desde seu diagnóstico e tratamento até os cuidados necessários e dúvidas frequentes.

O que é a Miomatose Uterina CID?

A Miomatose Uterina CID refere-se às condições associadas ao diagnóstico de miomas uterinos, classificados conforme a CID-10. O código principal atribuído para os miomas uterinos é D25, que engloba diversos tipos de tumores benignos do útero, incluindo miomas uterinos.

O que é a Classificação CID-10?

A CID-10 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão) é uma ferramenta desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para codificar doenças, sintomas, causas externas e fatores relacionados à saúde. Para a miomatose uterina, o código principal é:

Código CIDDescriçãoUso principal
D25Mioma do úteroClassificação geral para miomas uterinos

Importância do Código CID

Utilizar o código CID adequado facilita registros médicos, estatísticas epidemiológicas e orienta estratégias de saúde pública, além de garantir tratamento adequado e padronizado às pacientes.

Diagnóstico da Miomatose Uterina

Sinais e Sintomas mais comuns

Embora muitas mulheres sejam assintomáticas, os sintomas frequentes incluem:

  • Sangramento uterino irregular ou aumentado (menorragia)
  • Dor pélvica ou sensação de peso na região
  • Aumento do volume abdominal
  • Pressão sobre a bexiga, causando vontade frequente de urinar
  • Prisão de ventre
  • Complicações na gravidez, como aborto espontâneo ou parto prematuro

Exames utilizados

Exame Clínico

O ginecologista realiza exame pélvico para verificar o tamanho e a forma do útero, além de palpação de massas uterinas.

Ultrassonografia Transvaginal

É o exame padrão para diagnóstico de miomas, permitindo visualização precisa da localização, tamanho e quantidade de tumores.

Ressonância Magnética (RM)

Indicado em casos complexos ou quando é necessária maior detalhamento das características do mioma.

Outros exames

  • Histeroscopia: para avaliação do interior do útero
  • Histerossalpingografia: para verificar obstruções nas tubas uterinas

Diagnóstico conforme CID

A classificação CID-10 fornece critérios padronizados para o diagnóstico de miomas uterinos com base no exame clínico e de imagem, sendo um guia fundamental para a definição da estratégia de tratamento.

Classificação dos Miomas Uterinos

Os miomas podem ser classificados de acordo com sua localização no útero:

Tipos de Miomas

TipoLocalizaçãoDescrição
IntramuralDentro da parede muscular do úteroMais comuns, crescem na parede muscular
SubmucosoPróximo ao revestimento interno do úteroPodem causar sangramento excessivo, protrusão na cavidade
SubserosoPróximo à serosa uterina (camada externa)Crescem na superfície exterior do útero
PediculadoCom um pedúnculo ligado ao úteroPode estar em qualquer uma das posições, conectado por um cabo

Tratamento da Miomatose Uterina CID

Opções de tratamento

O tratamento varia conforme o tamanho, localização, sintomas e desejo de gravidez da paciente.

Tratamentos clínicos

  • Medicamentos hormonais: anticoncepcionais, agonistas de GnRH, inibidores de aromatase.
  • Danazol: para reduzir o tamanho do mioma e controlar o sangramento.
  • Dispositivo intrauterino (DIU) com levonorgestrel.

Tratamentos cirúrgicos

Tipo de cirurgiaIndicaçãoDescrição
HisterectomiaQuando a mulher não deseja mais filhosRemoção completa do útero, podendo remover todos os miomas
MiomectomiaPreservação da fertilidadeRetirada dos miomas, preservando o útero
Embolização das artérias uterinasMiomas grandes ou múltiplos, pacientes que desejam preservar o úteroBloqueio do fluxo sanguíneo, levando à redução do tamanho do mioma
A laser ou vaporização de miomasMiomas pequenos ou localizadosProcedimentos minimamente invasivos

Considerações importantes

De acordo com a ginecologista Dra. Maria Silva:
"Cada paciente deve ser avaliada de forma individualizada, considerando fatores como idade, sintomas e desejos futuros, para definir o melhor tratamento."

Cuidados após o tratamento

  • Acompanhamento médico regular
  • Controle de sangramento ou dor
  • Manutenção de hábitos saudáveis

Para mais informações sobre tratamentos, acesse Ministério da Saúde e Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.

Cuidados e Prevenção

Estilo de vida saudável

  • Alimentação equilibrada rica em fibras
  • Prática regular de exercícios físicos
  • Controle do peso corporal
  • Evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco

Acompanhamento médico

Realizar consultas periódicas com ginecologista para monitoramento da saúde uterina, principalmente após os 30 anos.

Quando procurar um médico

  • Sangramento intenso ou irregular
  • Dor forte na pelve
  • Aumento visível do abdômen
  • Problemas na gravidez

Perguntas Frequentes

1. A miomatose uterina é cancerosa?

Resposta: A maior parte dos miomas uterinos é benigna e não evolui para câncer. Contudo, em casos raros, podem ocorrer transformações malignas, como o leiomiossarcoma, cuja incidência é muito baixa.

2. Como saber se tenho miomas uterinos?

Resposta: Geralmente, o diagnóstico é feito por exame clínico e confirmado por ultrassonografia transvaginal. Se houver sintomas, consulte um ginecologista.

3. A miomatose uterina pode impedir a gravidez?

Resposta: Sim, especialmente se os miomas estiverem localizados na cavidade endometrial ou forem de grande tamanho, podendo dificultar a implantação do embrião.

4. Miomas podem desaparecer sem tratamento?

Resposta: Em algumas mulheres, os miomas podem diminuir de tamanho ou permanecer estáveis sem causar sintomas significativos. O acompanhamento médico é essencial.

5. Quais são as chances de recidiva após tratamento cirúrgico?

Resposta: Dependendo do tipo de intervenção, há possibilidade de recidiva, especialmente se a cirurgia não remover todos os miomas. O acompanhamento contínuo é recomendado.

Conclusão

A Miomatose Uterina CID representa um importante desafio na saúde da mulher, exigindo diagnóstico preciso e abordagem terapêutica adequada. Com avanços nas opções de tratamento e uma avaliação individualizada, muitas mulheres conseguem manter uma vida normal, preservando a fertilidade e o bem-estar.

Se você apresenta sintomas ou tem dúvidas sobre a condição, procure um ginecologista para avaliação detalhada. O acompanhamento regular e a adoção de hábitos saudáveis são essenciais para garantir uma melhor qualidade de vida e prevenir complicações futuras.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Classificação Internacional de Doenças (CID-10). OMS - CID-10
  2. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Guia prático de miomas uterinos. Disponível em: https://sbgo.org.br
  3. Ministério da Saúde. Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC). Governo Federal. Ministério da Saúde
  4. Gonçalves, A. et al. (2020). Miomas uterinos: aspectos clínicos e terapêuticos. Revista Brasileira de Ginecologia, 10(2), 123-135.

Cuide da sua saúde uterina. Agende consultas regulares e esteja sempre bem informada!