Meralgia Parestésica CID: Diagnóstico e Tratamento Eficaz
A meralgia parestésica é uma neuropatia sensorial comum que afeta a região da coxa, causando desconforto, formigamento, dormência e dor. Apesar de ser uma condição benigna na maioria dos casos, seu impacto na qualidade de vida do paciente pode ser significativo. Este artigo detalha o que é a meralgia parestésica, seus critérios de diagnóstico segundo o Código Internacional de Doenças (CID), além de abordar as opções de tratamento mais eficazes, promovendo uma compreensão clara e atualizada sobre o tema.
O que é a Meralgia Parestésica?
A meralgia parestésica é uma neuropatia do nervo cutâneo femoral lateral, responsável pela sensibilidade da região lateral da coxa. Quando esse nervo é comprimido ou irritado, surgem sintomas característicos como formigamento, queimação, dormência e, às vezes, dor.

Causas comuns
- Compressão por roupas ajustadas, cintos ou cinturões;
- Obesidade e ganho de peso rápido;
- Gravidez;
- Cirurgias na região abdominal ou inguinal;
- Traumas ou lesões na área da virilha;
- Condições que aumentam a pressão intra-abdominal.
CID da Meralgia Parestésica
A classificação da meralgia parestésica no CID-10 é:
| Código CID-10 | Descrição |
|---|---|
| G57.4 | Neuropatia do nervo cutâneo femoral lateral |
Importância do diagnóstico CID
Identificar o código CID é fundamental para a documentação clínica, tratamento e registros de saúde, além de facilitar a comunicação entre profissionais de saúde e garantir a correta classificação da condição.
Diagnóstico da Meralgia Parestésica
Exame clínico
O diagnóstico inicia com uma anamnese detalhada e exame físico, buscando sinais de sensibilidade alterada na região lateral da coxa, além de descartar outras causas de dor e desconforto.
Exames complementares
Apesar de ser um diagnóstico principalmente clínico, alguns exames podem auxiliar na confirmação e exclusão de outras patologias:
| Exame | Descrição | Utilidade |
|---|---|---|
| Eletromiografia (EMG) | Avalia a condução nervosa e a atividade muscular | Detecta neuropatia ou lesões nervosas |
| Ultrassonografia | Visualiza compressões ou lesões no nervo | Detecta hérnias musculares ou massas |
| Ressonância magnética | Avalia tecidos e estruturas próximas ao nervo | Descarta outras causas de compressão |
| Testes de sensibilidade | Avaliação de sensibilidade superficial | Confirmar alterações sensoriais |
Como diferenciar a meralgia parestésica de outras condições?
A condição costuma apresentar-se com sintomatologia unilateral na região lateral da coxa, sem envolvimento de áreas mais distais ou proximais, diferentemente de outras neuropatias ou causas de dor na perna.
Tratamento da Meralgia Parestésica
Tratamentos conservadores
Na maioria dos casos, a abordagem inicial é conservadora, com resultados positivos em grande parte dos pacientes.
Medicações
- Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs);
- Analgésicos leves;
- Surto de corticosteroides, se necessário.
Mudanças no estilo de vida
- Perder peso, se for o caso;
- Evitar roupas ajustadas;
- Modificar atividades que agravem os sintomas.
Fisioterapia
Exercícios de alongamento e fortalecimento muscular podem aliviar a compressão e melhorar a circulação na região afetada.
Intervenções médicas
Quando as estratégias conservadoras não são suficientes, outras opções incluem:
| Procedimento | Descrição | Indicação |
|---|---|---|
| Infiltrações | Aplicação de corticosteroides na região de compressão | Alívio temporário de sintomas |
| Cirurgia | Descompressão cirúrgica do nervo ou neurotomia | Casos severos ou refratários às outras opções |
Considerações importantes
Segundo um estudo publicado no Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy, "o tratamento conservador é eficaz em mais de 80% dos casos de meralgia parestésica, resguardando intervenções invasivas para casos persistentes ou graves". [Saiba mais sobre tratamentos na Academia Americana de Medicina Física e Reabilitação.]
Prevenção e Dicas para Evitar a Recorrência
- Manter o peso corporal saudável;
- Evitar roupas muito apertadas na região da cintura e coxas;
- Realizar alongamentos e exercícios físicos regularmente;
- Evitar traumas ou esforços excessivos na região da virilha.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. A meralgia parestésica pode desaparecer sozinha?
Sim, muitas vezes os sintomas melhoram ou desaparecem com mudanças no estilo de vida e tratamento conservador, especialmente quando a causa é relacionada ao uso de roupas ajustadas ou peso excessivo.
2. Quanto tempo leva para melhorar após o tratamento?
O tempo de recuperação varia, podendo ocorrer alívio em semanas ou meses, dependendo da gravidade da compressão e da resposta ao tratamento.
3. Existe risco de complicações permanentes?
Se não tratado adequadamente, a compressão prolongada pode levar a prejuízos permanentes na sensibilidade ou dor crônica, embora casos graves sejam raros.
4. Quais profissionais devo procurar?
Um neurologista, ortopedista ou fisioterapeuta estão capacitados para avaliar e indicar o melhor tratamento.
Conclusão
A meralgia parestésica é uma neuropatia sensorial cuja principal característica é a compressão do nervo cutâneo femoral lateral, levando a sintomas desconfortáveis na região lateral da coxa. O diagnóstico adequado depende de uma avaliação clínica detalhada e, quando necessário, exames complementares. Felizmente, a maioria dos casos responde bem ao tratamento conservador, incluindo mudanças de estilo de vida e fisioterapia, com intervenções invasivas reservadas para casos mais graves ou persistentes.
Reconhecer os sintomas e buscar atendimento especializado precocemente é fundamental para evitar sequelas e melhorar a qualidade de vida do paciente. Como afirma o neurologista brasileiro Dr. Henrique Morais, "a compreensão da etiologia e o tratamento precoce têm impacto direto na recuperação e bem-estar do paciente com meralgia parestésica."
Referências
- Brasil. Ministério da Saúde. CID-10 – Classificação Internacional de Doenças. 10ª revisão. Disponível em: https://cid.inca.gov.br
- Konstantinos N. et al. (2020). "Treatment of Meralgia Paresthetica: A Review of Contemporary Options". Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy.
- Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Guia de Neuropatias Periféricas. Disponível em: www.sbneuro.org.br
Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica especializada.
MDBF