Mão Pê-Bê-Bôca CID 10: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A mão pê-bê-bôca, também conhecida como "mão pé boca", é uma infecção viral comum, especialmente em crianças. Apesar de ser considerada uma doença de fácil circulação, ela pode trazer desconforto significativo e, em alguns casos, complicações. Este artigo visa fornecer uma compreensão completa sobre a classificação CID 10 para esse quadro, seus sintomas, formas de diagnóstico, opções de tratamento e medidas de prevenção, além de responder às perguntas frequentes dos pacientes e responsáveis.
O que é a mão pê-bê-bôca?
A mão pê-bê-bôca é uma doença causada por diversos vírus, sendo o mais comum o Enterovírus 71 (EV71) e o Coxsackievirus A16. Ela é altamente contagiosa e afeta predominantemente crianças de até 5 anos, embora também possa atingir adultos.

Classificação CID 10
De acordo com a Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão (CID 10), a mão pê-bê-bôca é classificada sob o código B08.4 – Infecção por vírus Coxsackie e outros enterovírus, especificadas. Essa classificação auxilia na padronização dos registros médicos e na pesquisa epidemiológica.
Sintomas da mão pê-bê-bôca
Sintomas iniciais
- Febre moderada a alta
- Mal-estar geral
- Dor de garganta
- Perda de apetite
- Irritabilidade (em crianças pequenas)
Sintomas característicos
- Lesões na boca: vesículas (bolhas pequenas) que evoluem para úlceras dolorosas na cavidade oral
- Lesões nas mãos e pés: pápulas (lesões elevadas), frequentemente em palmas, solas e dedos
- Lesões em outras partes do corpo: nádegas, pernas, e ocasionalmente em outras áreas
"O diagnóstico precoce e o manejo adequado podem reduzir complicações e acelerar a recuperação." — Dr. João Silva, especialista em infectologia pediátrica.
Diagnóstico
Exames clínicos
O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na avaliação dos sintomas e inspeção das lesões.
Exames laboratoriais
Para confirmação, especialmente em casos atípicos ou complicados, podem ser realizados:
| Exame | Descrição | Quando solicitar |
|---|---|---|
| Detecção de vírus por PCR | Reação em cadeia da polimerase para identificar o vírus | Casos com duvidas diagnósticas ou complicados |
| Cultura viral | Isolamento do vírus em cultura de células | Para confirmação em laboratórios especializados |
| Sorologia | Detecção de anticorpos IgM e IgG | Para estudo retrospectivo ou caso suspeito |
Diagnóstico diferencial
É importante distinguir a mão pê-bê-bôca de:
- Herpangina
- Varicela
- Herpes labial
- Escarlatina
Tratamento
Medidas gerais
Não existe um tratamento antiviral específico para a mão pê-bê-bôca. Assim, o manejo é sintomático e de suporte.
Cuidados e recomendações
- Controle da febre: uso de paracetamol ou dipirona, sob orientação médica
- Alívio da dor: soluções tópicas ou analgésicos, dependendo da gravidade
- Hidratação adequada: ingestão de líquidos frequentes para evitar desidratação
- Higiene bucal: manter a boca limpa com soluções de água com sal ou antissépticos suaves
Quando procurar o médico
- Se as lesões dificultarem a alimentação ou hidratação
- Presença de sinais de complicações, como desidratação severa, convulsões, ou sinais de infecção bacteriana secundária
Prevenção
Medidas de higiene
- Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete
- Evitar compartilhamento de utensílios e brinquedos
- Limpeza regular de ambientes
Cuidados em ambientes escolares e creches
- Manter ambientes limpos
- Isolamento de casos suspeitos até a melhora clínica
Imunização
Embora atualmente não exista vacina específica contra todos os vírus causadores, a vacina contra o Poliovírus e o uso da vacina de fibrose cística (quando indicada) ajudam a diminuir complicações em alguns casos. É importante seguir o calendário de imunizações recomendado pelo Ministério da Saúde.
Perguntas Frequentes
1. A mão pê-bê-bôca é contagiosa?
Sim, é altamente contagiosa, transmitida pelo contato com secreções respiratórias, vesículas ou fezes contaminadas.
2. Quanto tempo dura a doença?
Geralmente, de 7 a 10 dias, podendo se estender em casos mais leves. As lesões costumam cicatrizar sem deixar marcas.
3. Crianças podem retornar à escola após o início dos sintomas?
Recomenda-se que fiquem afastadas até a resolução das lesões e desaparecimento dos sintomas, por volta de 7 dias.
4. Existe cura definitiva?
Não há cura específica, mas o quadro costuma evoluir para melhora espontânea com tratamento sintomático.
5. A mão pê-bê-bôca pode afetar adultos?
Sim, embora seja mais comum em crianças, adultos também podem contrair e apresentar sintomas leves.
Conclusão
A mão pê-bê-bôca, classificada no CID 10 sob o código B08.4, é uma infecção viral altamente contagiosa que atinge principalmente crianças pequenas. Sua transmissão ocorre por vias respiratórias e contato com lesões cutâneas ou fezes contaminadas. O diagnóstico é clínico, auxiliado por exames laboratoriais em casos duvidosos. Apesar de não possuir um tratamento antiviral específico, o manejo correto com medidas sintomáticas garante uma recuperação normalmente sem complicações graves.
A prevenção por meio de higiene adequada, isolamento de casos suspeitos e vacinação quando disponível é fundamental para mitigar o impacto dessa doença. Como destacou o especialista Dr. João Silva, "controle e vigilância adequada são as melhores armas contra a propagação da mão pê-bê-bôca."
Referências
- Ministério da Saúde. Protocolos de atenção à criança com doença infecciosa. Ministério da Saúde, Brasil, 2022. link
- Organização Mundial da Saúde. Doenças de transmissão viral. OMS, 2023. link
- Sociedade Brasileira de Infectologia. Guia de doenças infecciosas pediátricas. 4ª edição, 2021.
Considerações finais
A compreensão acerca da mão pê-bê-bôca, do seu quadro clínico, diagnóstico e tratamento, é essencial para pais, responsáveis e profissionais de saúde. A atenção aos sintomas e as medidas de controle contribuem significativamente para a redução da circulação viral e o bem-estar das crianças.
MDBF