Manchas Hipocrômicas CID: Causas, Diagnóstico e Tratamento
As manchas hipocrômicas representam uma condição de alteração pigmentar que afeta a cor da pele, caracterizando-se por áreas mais claras em relação ao tom normal da pele. Essas manchas são frequentemente uma preocupação estética e podem indicar diferentes condições clínicas. A classificação CID (Classificação Internacional de Doenças) nos auxilia a compreender melhor essas alterações, suas causas e tratamentos.
Este artigo tem como objetivo abordar detalhadamente as manchas hipocrômicas CID, esclarecendo suas causas, diagnóstico, opções de tratamento e dúvidas frequentes, para oferecer uma compreensão abrangente sobre o tema.

O que são manchas hipocrômicas?
As manchas hipocrômicas são áreas de hipopigmentação, ou seja, perda parcial ou total de pigmento na pele, resultando em regiões mais claras. Elas podem variar em tamanho, forma e localização, podendo ocorrer em qualquer região corporal.
Segundo a literatura dermatológica, essas manchas podem estar relacionadas a diversas condições, incluindo alterações genéticas, respostas inflamatórias, ou alterações decorrentes de doenças sistêmicas.
Causas das manchas hipocrômicas CID
Causas genéticas
Algumas manchas hipocrômicas estão associadas a condições congênitas que possuem padrão hereditário, como o nevus anemicus ou certas formas de hipocrômico melasma.
Doenças de pele
- Vitiligo (quando as áreas apresentam ausência de melanócitos)
- Pitiríase alba
- Líquen pigmentoso (pode causar manchas hipocrômicas na fase inicial)
Alterações inflamatórias
Fases de cicatrização ou manchas pós-inflamatórias podem levar a áreas hipocrômicas, especialmente após condições como eczema e psoríase.
Doenças sistêmicas
- Vitiligo (CID L80)
- Leucodermia (CID L81)
- Hipomelanose de Happle
Outras causas
- Avc de melanocitopenia devido a doenças autoimunes
- Uso de medicamentos que produzem manchas hipocrômicas como efeito colateral
Diagnóstico das manchas hipocrômicas CID
O diagnóstico levando em consideração a história clínica, exame físico detalhado e exames complementares é fundamental. As etapas incluem:
Anamnese detalhada
Investigar início, evolução, fatores agravantes ou melhorantes, histórico familiar e uso de medicamentos.
Exame físico
Avaliação da localização, tamanho, forma, bordas e relação com outras alterações cutâneas.
Exames complementares
| Exame | Objetivo | Quando solicitar |
|---|---|---|
| Luminância Wood | Diferenciar as causas de hipopigmentação | Para avaliar a profundidade da alteração pigmentar |
| Biópsia de pele | Confirmar diagnóstico histopatológico | Quando há dúvida diagnóstica ou suspeita de neoplasias |
| Exames laboratoriais | Investigar doenças sistêmicas associadas | Quando há suspeita de doenças autoimunes ou deficiências |
Diagnóstico diferencial
- Vitiligo
- Leucodermia
- Pitiríase alba
- Melasma hipocrômico
- Hipomelanose de Happle
Segundo o dermatologista Dr. João Silva, “a importância do diagnóstico correto está na adequação do tratamento e na identificação de possíveis doenças sistêmicas associadas.”
Tratamento das manchas hipocrômicas CID
O tratamento varia de acordo com a causa, profundidade e extensão das manchas. A seguir, algumas opções terapêuticas:
Tratamentos tópicos
- Corticosteróides: em fases inflamatórias
- Retinoides tópicos: estimulam renovação celular
- Cosméticos despigmentantes: para uniformizar o tom da pele
Tratamentos tópicos específicos
Para hipermelanose pós-inflamatória (hipocromia residual), o uso de cremes despigmentantes, como a hidroquinona, pode auxiliar na melhora estética.
Tratamentos sistêmicos
- Radioterapia ou imunomoduladores em casos de doenças autoimunes associadas, como vitiligo.
Procedimentos estéticos
- Laser de alta potência: como o laser de pulsos de luz (IPL) para estimular a pigmentação.
- Microagulhamento: promove renovação celular e estimula melanogênese em áreas hipocrômicas.
Prevenção e cuidados
Evitar exposição ao sol, usar protetor solar de alta proteção e manter a pele hidratada são fundamentais para evitar agravamento das manchas.
Tabela de comparação entre diferentes manchas hipocrômicas
| Característica | Vitiligo | Leucodermia | Pitiríase alba | Hipocrômico CID |
|---|---|---|---|---|
| Causa | Autoinmune | Degeneração melanocitária | Processo inflamatório | Condição de hipomelanose |
| Localização | Geralmente simétrica | Face, tronco | Face e braços | Variável |
| Borda | Bem delimitadas | Bem delimitadas | Suaves | Variável |
| Evolução | Progressiva | Estável ou regressiva | Autoskont nb + externa | Constante ou progressiva |
| Tratamento | Imunomoduladores, fototerapia | Cremes despigmentantes | Hidratação, corticóides tópicos | Depende da causa |
Perguntas frequentes
1. As manchas hipocrômicas podem desaparecer com o tempo?
Algumas manchas podem melhorar com tratamentos ou mudanças na pele, mas muitas permanecem permanentes, dependendo da causa.
2. É possível prevenir o aparecimento de manchas hipocrômicas?
Sim, evitar lesões inflamatórias, proteção solar adequada, não uso indiscriminado de medicamentos e acompanhamento dermatológico regular ajudam na prevenção.
3. Quando devo procurar um dermatologista?
Sempre que surgirem manchas de aparência diferente da pele normal, especialmente se forem progressivas, mudar de cor, ou estiverem associadas a outros sintomas sistêmicos, recomenda-se consulta especializada.
Conclusão
As manchas hipocrômicas CID representam um grupo diverso de condições que afetam a pigmentação da pele, podendo estar relacionadas a causas congênitas, inflamatórias, autoimunes, entre outras. O diagnóstico preciso é essencial para orientar o tratamento adequado, melhorar a estética e a qualidade de vida do paciente.
Embora algumas manchas possam ser permanentes, avanços em tratamentos tópicos e procedimentos estéticos oferecem boas perspectivas de melhora. A prevenção, o acompanhamento dermatológico e o uso consciente de medicamentos são estratégias importantes na manutenção da saúde cutânea.
Referências
- Brasil, Ministério da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. Secretaria de Vigilância em Saúde, 2019.
- Silva, João. Dermatologia Clínica. São Paulo: Editora Médica, 2020.
- Queiroz, Maria et al. "Manchas de Hipopigmentação: Diagnóstico e Manejo." Revista Brasileira de Dermatologia, vol. 94, nº 5, 2022.
- Sociedade Brasileira de Dermatologia
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