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Manchas Hipercrômicas CID: Causas, Sintomas e Tratamentos

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As manchas hipercromicas, também conhecidas como manchas escuras na pele, são alterações pigmentares que podem preocupar muitas pessoas, seja por motivos estéticos ou de saúde. Quando essas manchas são classificadas dentro do CID (Classificação Internacional de Doenças), recebem uma codificação específica que auxilia na identificação, diagnóstico e tratamento adequados. Este artigo aborda de forma detalhada as causas, sintomas, tratamentos e dúvidas frequentes relacionadas às manchas hipercromicas CID, proporcionando uma compreensão abrangente sobre o tema.

O que são manchas hipercromicas?

As manchas hipercromicas são áreas da pele que apresentam um aumento na produção de melanina, pigmento responsável pela cor da pele, resultando em manchas mais escuras em relação ao tom normal da pele. Essas alterações podem variar em tamanho, forma e tonalidade, podendo aparecer em qualquer parte do corpo.

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Causas das manchas hipercromicas CID

Existem diversas causas para o aparecimento de manchas hipercromicas, incluindo fatores genéticos, ambientais e condições clínicas específicas. A seguir, destacamos as principais causas atribuídas na classificação CID.

1. Exposição solar excessiva

A radiação ultravioleta (UV) estimula a produção de melanina, podendo levar ao desenvolvimento de melasmas e outras manchas escura na pele.

2. Alterações hormonais

Durante a gravidez, uso de anticoncepcionais ou em casos de distúrbios hormonais, podem ocorrer alterações que favorecem a formação de manchas hipercromicas, como o melasma.

3. Danos inflamatórios ou cicatriciais

Lesões na pele, inflamações ou cicatrizes podem deixar áreas mais pigmentadas posteriormente.

4. Doenças de base

Condições como doenças hepáticas, endocrinopatias ou certos tipos de câncer podem causar alterações pigmentares na pele.

5. Uso de certos medicamentos

Alguns medicamentos, como tetraciclinas, penicilinas ou formação de fotossensibilização, podem favorecer o surgimento de manchas escurecidas.

6. Condições específicas sob CID

Segundo a CID-10, algumas categorias específicas de manchas hipercromicas incluem:

Código CIDDescriçãoExemplos
L81Melasma (cloasma)Manchas na face, comuns em gestantes
D22.0Nevo na peleNevo melanocítico
L81.0Manchas senisMancha de idade, ligada ao envelhecimento

Sintomas das manchas hipercromicas CID

As manchas hipercromicas geralmente apresentam os seguintes sintomas:

  • Manchas de coloração escura, que variam do marrom ao preto
  • Forma irregular ou bem definida
  • Presença em áreas expostas ao sol ou em regiões de trauma ou inflamação
  • Muitas vezes assintomáticas, ou seja, sem dor ou coceira
  • Pode haver agravamento com exposição solar ou alterações hormonais

Diagnóstico

O diagnóstico das manchas hipercromicas CID é realizado por um dermatologista, que avalia a história clínica, realiza exame físico e pode solicitar exames complementares, como:

  • Dermatoscopia
  • Biópsia de pele (quando necessário)
  • Exames hormonais (no caso de suspeitas de distúrbios hormonais)

Tratamentos para manchas hipercromicas CID

Existem diversas opções de tratamento para manchas hipercromicas, que variam de acordo com a causa, extensão e intensidade da pigmentação. A seguir, apresentamos as principais opções.

1. Uso de cremes despigmentantes

Os produtos com ingredientes como hidroquinona, ácido azeláico, ácido kójico, entre outros, são usados para reduzir a pigmentação.

2. Peelings químicos

Procedimentos que promovem a renovação da camada superficial da pele, ajudando a clarear as manchas.

3. Laser e luz pulsada

Tecnologias que atingem especificamente as células produtoras de melanina, promovendo uma diminuição da pigmentação escura.

4. Proteção solar rigorosa

O uso diário de protetor solar SPF alto é fundamental para evitar o agravamento das manchas e prevenir a formação de novas.

5. Tratamentos hormonais e médicos

Em casos de alterações hormonais, acompanhamento endocrinológico é necessário para controle adequado.

Prevenção das manchas hipercromicas CID

A prevenção é essencial para evitar que as manchas se agravem ou apareçam novamente. Algumas dicas importantes incluem:

  • Uso diário de protetor solar
  • Evitar exposição excessiva ao sol, especialmente entre 10h e 16h
  • Manter a pele hidratada e saudável
  • Tratar condições clínicas que possam favorecer o aparecimento de manchas
  • Evitar uso de medicamentos fotossensibilizantes sem orientação médica

Tabela resumo: Causas, Sintomas e Tratamentos

AspectoDescriçãoExemplos
CausasExposição solar, alterações hormonais, inflamações, uso de medicamentos, doenças específicasMelasma, manchas senis, cicatrizes pigmentadas
SintomasManchas escuras, bem delimitadas ou irregulares, assintomáticas ou com leve coceiraManchas na face, mãos, braços
TratamentosCremes despigmentantes, peelings, lasers, proteção solar, tratamentos hormonaisHidroquinona, laser Q-switched, peelings químicos

Perguntas frequentes (FAQs)

1. As manchas hipercromicas podem desaparecer completamente?

Sim, dependendo da causa, do tratamento iniciado precocemente e da resposta individual da pele, as manchas podem desaparecer ou clarear significativamente.

2. É possível prevenir o surgimento de manchas hipercromicas?

Sim, a proteção solar diária e o cuidado com a pele ajudam na prevenção. Além disso, tratar rotineiramente alterações hormonais e evitar traumas na pele também são medidas preventivas eficazes.

3. Quanto tempo leva para tratar manchas hipercromicas?

O tempo de tratamento pode variar de algumas semanas a diversos meses, dependendo da gravidade, do método utilizado e da resposta do paciente.

4. Existem riscos ao usar cremes despigmentantes?

Sim, o uso incorreto ou sem orientação médica pode causar irritação, alergias ou até hipopigmentação. Sempre consulte um dermatologista antes de iniciar qualquer tratamento.

Conclusão

As manchas hipercromicas CID representam uma preocupação estética e, por vezes, de saúde, que requer atenção especializada. Com os avanços em tratamentos dermatológicos, é possível obter melhorias significativas, especialmente quando há diagnóstico precoce e acompanhamento adequado. A prevenção, através do uso diário de protetor solar e cuidados com a pele, além do acompanhamento médico regular, são fundamentais para manter a saúde e a beleza da pele.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Guia de Pigmentação da Pele. Disponível em: https://www.sbd.org.br
  2. Organização Mundial da Saúde. CID-10 - Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://icd.who.int
  3. Silva, A. B. et al. Melasma: uma revisão atualizada. Journal of Dermatology, 2021.
  4. Ministério da Saúde. Protocolo de Tratamento de Manchas na Pele. 2020.

Nota: Sempre consulte um profissional especializado para avaliação e orientação adequadas.