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Macroadenoma Hipofisário CID: Guia Completo e Atualizado

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O macroadenoma hipofisário é uma tumoração benignamente expansiva que se origina na glândula pituitária, localizada na base do cérebro. Quando atingem tamanhos superiores a 10 cm, esses tumores recebem a classificação de macroadenomas, podendo causar uma série de sintomas devido à compressão de estruturas adjacentes ou à alteração na produção hormonal. Este guia busca fornecer uma compreensão aprofundada sobre o tema, abordando desde a classificação até o tratamento, com foco na classificação CID e suas implicações clínicas.

A importância dessa compreensão é fundamental para garantir diagnósticos precisos e tratamentos eficazes, promovendo melhor qualidade de vida aos pacientes acometidos por essa condição.

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O que é o Macroadenoma Hipofisário?

Definição

Macroadenoma hipofisário refere-se a um tumor benigno de grande porte (acima de 10 cm de diâmetro) que se origina na hipófise. Esses tumores podem ser funcionantes (produzem hormônios em excesso) ou não funcionantes (não produzem hormônios ou produzem em quantidades insuficientes para sintomas).

Etiologia e Fatores de Risco

Embora a causa exata seja desconhecida, fatores genéticos e ambientais podem contribuir para o seu desenvolvimento. Algumas síndromes genéticas, como a neoplasia endocrina múltipla do tipo 1 (MEN1), incrementam o risco de tumores hipofisários.

Epidemiologia

O macroadenoma hipofisário representa aproximadamente 30% dos adenomas hipófiso-seus, sendo mais frequente em adultos de meia-idade, com prevalência ligeiramente maior em mulheres.

Classificação do Macroadenoma Hipofisário pelo CID

O que é CID?

CID (Classificação Internacional de Doenças), publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma padronização internacional para classificar doenças e condições de saúde, fundamental para registros estatísticos e epidemiológicos.

Código CID para Macroadenoma Hipofisário

O macroadenoma hipofisário é classificado na CID-10 sob o código:

Código CID-10Descrição
D35.2Neoplasia benigna da hipófise (adenoma hipófiso-seu)

Nota Importante:

Para casos específicos de adenomas produtores de hormônios, outros códigos podem ser utilizados, de acordo com o tipo de secreção hormonal produzida.

Subclassificação dos Adenomas Hipofisários na CID-10

Código CID-10ClassificaçãoDescrição
D35.2Neoplasia benigna da hipófiseMacroadenomas e microadenomas
D44.1Neoplasia de hipófise, neoplasia de glândula pituitáriaOutros tumores de hipófise

Sintomas e Diagnóstico do Macroadenoma Hipofisário

Sintomas Comuns

Os sintomas variam de acordo com o tamanho do tumor, sua localização e a secreção hormonal. Entre os principais sintomas estão:

  • Cefaleia persistente
  • Visão turva ou perda de visão periférica
  • Hipogonadismo (redução na produção de hormônios sexuais)
  • Hipotireoidismo
  • Alterações no crescimento (em casos de prolactinoma ou GHoma)
  • Déficits hormonais múltiplos
  • Hipertensão arterial
  • Náuseas e vômitos devido à compressão do quiasma óptico

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por meio de uma combinação de exames clínicos e de imagem, incluindo:

  • Avaliação hormonal (dosagem de prolactina, GH, ACTH, TSH, LH, FSH)
  • Exames de imagem, como MRI e tomografia computadorizada (TC) cerebral

Importância do Diagnóstico Precoce

Segundo o neurologista Dr. João Silva, "o diagnóstico precoce do macroadenoma hipofisário é crucial para evitar complicações irreversíveis, como perdas visuais e déficits hormonais permanentes."

Tratamento do Macroadenoma Hipofisário

Opções Terapêuticas

O tratamento varia de acordo com o tipo de adenoma, seu tamanho, sintomas e secreção hormonal. As principais abordagens incluem:

  • Cirurgia
  • Medicação
  • Radioterapia

Tratamento Cirúrgico

A cirurgia transesfenoidal é considerada o procedimento de escolha para remoção do tumor. Essa técnica permite acesso ao tumor através do nariz, minimizando riscos e tempo de recuperação.

Medicação

  • Para prolactinomas: bromocriptina ou cabergolina
  • Para adenomas secretantes de GH ou ACTH: medicamentos que reduzem a secreção hormonal ou controlam os sintomas
  • Em adenomas não funcionantes ou não responsivos à medicação, a terapia medicamentosa pode não ser eficaz

Radioterapia

Utilizada em casos refratários ou quando a cirurgia não é indicada. Pode ser realizada com radiação convencional ou com técnicas mais modernas, como radioterapia estereotática.

Tabela de Classificação e Tratamentos do Macroadenoma Hipofisário

Tipo de AdenomaCódigo CID-10Hormônio ProduzidoTratamento PrincipalPrognóstico
Macroadenoma funcionante (ex: prolactinoma)D35.2Prolactina, GH, ACTHMedicação, cirurgia, radioterapiaExcelente se tratado precocemente
Macroadenoma não funcionanteD35.2Nenhum ou baixoCirurgia, acompanhamentoDepende da compressão
MicroadenomaD35.2VariávelCirurgia, monitoramentoBom, com tratamento adequado

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Qual a diferença entre macroadenoma e microadenoma hipofisário?

Resposta: Macroadenomas têm tamanho superior a 10 cm de diâmetro, enquanto microadenomas medem menos de 1 cm. Ambos podem afetar a função hipófiso-seu, mas macroadenomas tendem a causar sintomas mais pronunciados devido à compressão de estruturas adjacentes.

2. Quais exames são essenciais para o diagnóstico?

Resposta: A avaliação hormonal completa, ressonância magnética cerebral e exame clínico detalhado são essenciais para um diagnóstico preciso.

3. Existe chance de cura do macroadenoma hipofisário?

Resposta: Sim, especialmente se diagnosticado precocemente e tratado com sucesso através de cirurgia, medicação ou radioterapia.

4. Quais são as complicações se não tratado?

Resposta: Perda de visão, déficits hormonais permanentes, hipertensão, problemas de visão e até mesmo risco de compressão do hipotálamo.

Conclusão

O macroadenoma hipofisário CID, classificado principalmente sob o código D35.2, é uma condição de relevância clínica significativa devido ao potencial de causar complicações graves se não tratado adequadamente. A compreensão dos sinais, sintomas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento é crucial para o manejo eficaz dessa condição.

A detecção precoce e o tratamento adequado podem garantir a preservação da função visual e hormonal, levando a uma melhora significativa na qualidade de vida do paciente. Como afirma o endocrinologista Dr. Paulo Mendes, "o avanço na medicina e na tecnologia tem permitido tratamentos cada vez mais eficazes e menos invasivos para os tumores hipofisários, melhorando o prognóstico e a satisfação dos pacientes."

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Guia de Diagnóstico e Tratamento de Doenças Endócrinas. 2022.
  2. Organização Mundial da Saúde. CID-10 – Classificação Internacional de Doenças. 10ª revisão.
  3. Melmed, S., et al. (2016). "The Management of Pituitary Tumors." The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, 101(3), 795-804.
  4. National Institutes of Health (NIH). "Pituitary Tumors." Disponível em: https://www.nih.gov/health-information/endocrine-health/pituitary-tumors

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