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Livros que Não Estão na Bíblia Evangelica: Informações Essenciais

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A Bíblia é o livro sagrado para milhões de cristãos ao redor do mundo, sendo considerada a palavra de Deus revelada aos seus seguidores. Entretanto, muitos se perguntam sobre os livros que não fazem parte do cânon bíblico utilizado pelas igrejas evangélicas. Afinal, por que alguns textos são incluídos e outros não? Quais são esses livros e qual a sua relevância histórica, teológica e cultural?

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada quais são os livros que não estão na Bíblia evangélica, suas origens, motivos de exclusão, além de responder perguntas frequentes e oferecer uma visão clara para quem deseja compreender melhor esse tema.

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Introdução

A Bíblia hebraica, também conhecida como Antigo Testamento, passou por diversos processos de canonização ao longo da história. Os cristãos evangélicos, por sua vez, geralmente adotam o mesmo cânon que os protestantes, que inclui 66 livros divididos entre o Antigo e o Novo Testamento. Contudo, existem textos considerados apócrifos ou deuterocanônicos por outras tradições cristãs, como a católica e a ortodoxa.

Muitos desses textos foram escritos entre os séculos III a.C. e I d.C. e continham histórias, ensinamentos e tradições que, posteriormente, foram descartados do cânon bíblico evangélico. Conhecer esses livros ajuda a entender melhor o contexto histórico, religioso e literário do período em que a Bíblia foi formada.

Quais são os livros que não estão na Bíblia Evangélica?

A seguir, apresentamos uma tabela com alguns dos principais livros que não fazem parte do cânon bíblico usado pelas igrejas evangélicas, bem como seu breve histórico.

LivroOrigem/HistóriaComentários
TobiasEscrito provavelmente entre os séculos III e II a.C.Incluído na Bíblia Católica, considerado apócrifo pelos protestantes.
JuditeTexto do século II a.C., narrando a história de Judite, heroína bíblica.Também considerado deuterocanônico pela Igreja Católica.
Sabedoria de SalomãoObra de filosofia e reflexão atribuída a Salomão, do século I a.C.Considerado deuterocanônico por católicos e ortodoxos.
Sirácides (Eclesiástico)Livro de sabedoria e ensinamentos, de origem judaica do século II a.C.Representa um dos livros de sabedoria, não reconhecido pelas igrejas protestantes.
1 MacabeusRelato da revolta dos Macabeus contra os gregos no século II a.C.Celebrada na Igreja Católica, omitida na Bíblia evangélica.
2 MacabeusContinuação do relato de 1 Macabeus, com foco em histórias de martírio.Similar ao anterior, reconhecido na Bíblia Católica.
BaruqueLivro de origem judaica, provavelmente do século II a.C.Considerado deuterocanônico por algumas tradições.
Por que esses livros não estão na Bíblia Evangélica?**

Os principais motivos para a exclusão desses livros incluem questões históricas, teológicas e de autenticidade textual. A seguir, detalhamos esses fatores:

Critérios para o Cânon Bíblico Evangélico

  • Autenticidade e origem apostólica: Os textos deviam ter ligação com os apóstolos ou serem considerados autênticos na época da canonização.
  • Consistência doutrinal: Os livros precisavam estar de acordo com os ensinamentos essenciais do cristianismo.
  • Uso litúrgico: A aceitação oficial nas liturgias das comunidades cristãs influenciou sua inclusão.
  • Antiguidade e aceitação: Os textos eram avaliados com base no tempo de origem e no reconhecimento pelas comunidades cristãs primitivas.

Por que a Igreja Protestante não aceita esses livros?

Os reformadores, como Martinho Lutero, estabeleceram o cânon baseado nesses critérios, excluindo os livros que tinha origem duvidosa ou que continham doutrinas contrárias às essenciais do cristianismo. Assim, livros como Tobias, Judite, Sabedoria, Sirácides, 1 e 2 Macabeus, ficaram fora do Antigo Testamento protestante.

Importância dos Livros Excluídos

Apesar de não fazerem parte do cânon bíblico evangélico, esses livros têm enorme valor cultural e histórico. Por exemplo:

  • Contexto histórico: Revelam detalhes sobre a história do povo judeu, suas guerras, tradições e crenças.
  • Literatura de sabedoria: Textos como o Sabedoria de Salomão oferecem reflexões filosóficas e éticas.
  • Relacionamento intercultural: Muitas dessas obras influenciaram o desenvolvimento da literatura e do pensamento religioso em diversas tradições.

O Papel dos Livros Apócrifos e Deuterocanônicos

Os livros considerados apócrifos e deuterocanônicos têm uma forte presença na Bíblia Católica e Ortodoxa, como:

  • Tobias
  • Judite
  • Sabedoria de Salomão
  • Baruque
  • Primeira e Segunda Macabeus

Esses textos são considerados inspirados por diferentes tradições cristãs, principalmente na Igreja Católica, que os inclui na sua Bíblia, conhecida como "Cânon Bíblico Romano". Muitas dessas obras serviram para fortalecer a fé e a identidade do povo judeu e posteriormente do cristianismo.

Fontes externas para aprofundar clique aqui;

Mais informações podem ser encontradas na Catholic Encyclopedia.

Perguntas Frequentes

1. Os livros que não estão na Bíblia Evangélica são considerados sagrados por alguma tradição?

Sim, esses livros são considerados sagrados por igrejas católicas, ortodoxas e algumas tradições protestantes que os incluem em seus cânones.

2. Por que os protestantes excluíram esses livros do seu cânon?

Os reformadores priorizaram textos que tinham origem apostólica ou eram aceitos universalmente pelas primeiras comunidades cristãs, excluindo textos considerados de origem duvidosa ou com doutrinas questionáveis.

3. É seguro estudar esses livros mesmo que eles não façam parte da Bíblia Evangélica?

Sim. Esses livros oferecem contexto histórico, cultural e literário importante para quem deseja compreender melhor a história do judaísmo e do cristianismo antigo.

Conclusão

Os livros que não estão na Bíblia evangélica representam uma parte significativa da história e literatura judaica e cristã antiga. Compreender suas origens, conteúdo e motivos de exclusão ajuda a esclarecer dúvidas sobre a formação do cânon bíblico e a riqueza de tradições que envolvem esses textos.

A reflexão sobre esses livros também ressalta a importância de estudar a história da Bíblia com olhos críticos e históricos, valorizando tanto os textos canônicos quanto os apócrifos ou deuterocanônicos, que contribuem para uma compreensão mais ampla do período e das comunidades que os produziram.

Referências

"A história dos textos sagrados é uma narrativa de tradições, escolhas e contextos culturais que moldaram aquilo que conhecemos como Bíblia."