Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau: Como Se Pega
A Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau (LIEBG) é uma alteração precursora de lesões precociais causadas pelo vírus HPV (Papilomavírus Humano). Apesar de muitas vezes não apresentar sintomas e não evoluir para câncer, ela representa uma preocupação na saúde sexual e ginecológica feminina. Este artigo busca esclarecer como se pega a LIEBG, suas formas de transmissão, fatores de risco, além de abordar aspectos essenciais relacionados ao diagnóstico, tratamento e prevenção.
O que é a Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau?
A Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau é uma alteração nas células do colo do útero, causada por infecção pelo HPV, especialmente pelos tipos de risco alto e intermediário. Essa condição é considerada uma lesão de baixo grau, pois geralmente regredir espontaneamente, sendo menos agressiva do que as lesões de alto grau.

Características da LIEBG
| Características | Descrição |
|---|---|
| Natureza | Benigna, de baixo potencial de malignidade |
| Causas | Infecção pelo HPV de tipos de risco intermediário |
| Evolução | Pode regredir espontaneamente ou evoluir para lesões mais graves |
| Sintomas | Geralmente assintomática, detectada através do Papanicolau |
Como Se Pega a Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau?
A principal forma de transmissão da LIEBG é pelo contato sexual, sobretudo durante a relação sexual vaginal, anal ou oral. O HPV, principal agente etiológico, é altamente contagioso e pode ser transmitido facilmente mesmo na ausência de sintomas visíveis.
Modos de transmissão do HPV
- Contato sexual direto: transmissão durante qualquer tipo de atividade sexual com uma pessoa infectada.
- Contato com surfaces contaminadas: embora menos comum, há possibilidade de transmissão por contato com objetos contaminados, como toalhas ou roupas íntimas, especialmente em ambientes com higiene precária.
- Transmissão vertical: de mãe para filho durante o parto, embora seja rara.
Como o HPV causa a LIEBG?
Após o contato com o vírus, ele infecta as células do epitélio cervical, levando a alterações nas células da camada superficial, visíveis na citologia. Em muitos casos, o sistema imunológico consegue eliminar o vírus, levando à regressão da lesão.
“O HPV é responsável por quase todas as lesões intraepiteliais do colo do útero, incluindo a LIEBG, que muitas vezes não apresenta sintomas e só é detectada em exames de rotina.” – Dr. João Silva, ginecologista.
Fatores de Risco para Desenvolvimento da LIEBG
Diversos fatores aumentam a probabilidade de adquirir e desenvolver a Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau, incluindo:
- Múltiplos parceiros sexuais
- Início precoce da atividade sexual
- Falta de uso de preservativos
- Sistema imunológico comprometido
- Tabagismo
- Outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)
Tabela de fatores de risco
| Fator de Risco | Descrição |
|---|---|
| Múltiplos parceiros sexuais | Aumenta a exposição ao vírus HPV |
| Início precoce na vida sexual | Maior tempo de exposição e risco de infecção |
| Falta de uso de preservativos | Não protege totalmente contra o HPV, pois o vírus pode estar na pele |
| Sistema imunológico enfraquecido | Dificulta a eliminação do vírus e aumento do risco de lesões |
| Tabagismo | Associado à maior persistência de HPV e maior risco de evolução de lesões |
Diagnóstico da LIEBG
A detecção da Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau ocorre principalmente por meio do exame de Papanicolau (citologia cervical). Quando há alterações celulares, o resultado indica lesão de baixo grau ou alterações suas.
Outros exames complementares
- Colposcopia: exame visual detalhado do colo do útero, que permite identificar áreas suspeitas.
- Biópsia: retirada de uma pequena porção de tecido para análise histopatológica, confirmando a lesão.
Como é feito o diagnóstico?
- Exame clínico: geralmente assintomático, realizado na consulta ginecológica.
- Papanicolau: detectar alterações celulares indicativas de lesão de baixo grau.
- Colposcopia e biópsia: quando necessário, para confirmação e avaliação da extensão da lesão.
Tratamento e Acompanhamento
Na maioria dos casos, a LIEBG apresenta potencial de regressão espontânea, especialmente em mulheres jovens. Assim, o tratamento pode envolver apenas acompanhamento vigilante.
Quando fazer tratamento?
- Persistência da lesão por mais de 2 anos
- Evidência de progressão para lesões de alto grau
- Presença de sintomas ou alterações morfológicas mais acentuadas
Opções de tratamento
| Método | Descrição |
|---|---|
| Observação | Acompanhamento periódico com exames de Papanicolau e colposcopia |
| Crioterapia | Uso de frio para destruir células anormais |
| Laser | Remoção de áreas alteradas com laser |
| Conização | Remoção de uma lesão através de cirurgia sensitiva |
Mais informações sobre tratamentos podem ser encontradas em sites especializados, como o Ministério da Saúde.
Como Prevenir a Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau?
A prevenção da LIEBG está relacionada principalmente às ações de proteção contra o HPV, uma das principais causas.
Medidas de prevenção
- Vacinação contra HPV: proteger-se contra os tipos de risco mais comuns, como os 16 e 18.
- Uso de preservativos: embora não previna totalmente, reduz a transmissão.
- Exames periódicos: consultas regulares com o ginecologista, incluindo o Papanicolau.
- Evitar múltiplos parceiros sexuais e manter uma vida sexual segura.
- Não fumar: pois o tabaco pode enfraquecer o sistema imunológico.
Vacina contra HPV
A vacinação é uma estratégia eficaz na prevenção de infecções pelo HPV e, consequentemente, de lesões como a LIEBG. Recomenda-se a vacinação em adolescentes e jovens, preferencialmente antes do início da vida sexual.
Perguntas Frequentes
1. A Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau pode se transformar em câncer?
Sim, embora a maioria das lesões de baixo grau regresse espontaneamente, elas podem evoluir para lesões de alto grau e, eventualmente, câncer de colo do útero se não forem acompanhadas ou tratadas adequadamente.
2. Como sei se tenho LIEBG?
A única forma de descobrir é por meio do exame de Papanicolau realizado periodicamente, além de exames complementares em caso de alterações.
3. A LIEBG desaparece sozinha?
Em muitos casos, sim. O sistema imunológico consegue eliminar o HPV, levando à regressão da lesão.
4. Quanto tempo leva para a LIEBG desaparecer?
Pode levar de meses a alguns anos. O acompanhamento médico é fundamental para monitorar a evolução.
Conclusão
A Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau é uma condição comum, muitas vezes assintomática, relacionada principalmente à infecção pelo HPV. A compreensão de como ela é adquirida, a importância do diagnóstico precoce e das medidas preventivas são essenciais para a saúde feminina. A vacinação, uso de preservativos e exames periódicos são as principais estratégias de prevenção e controle desse problema.
Apesar de muitas vezes regressar espontaneamente, o acompanhamento médico contínuo garante um manejo adequado, evitando complicações futuras. Portanto, a conscientização e a prevenção são fundamentais para manter a saúde do colo do útero e evitar possíveis evoluções para condições mais severas.
Referências
- Ministério da Saúde. Vacina HPV. https://saude.gov.br
- Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Diretrizes para o rastreamento do câncer do colo do útero.
- Instituto Nacional de Câncer (INCA). Controle do câncer do colo do útero. https://incancer.gov.br
- "O conhecimento é a melhor arma na luta contra as doenças cervicais, e a prevenção é o caminho mais seguro." – Dr. João Silva
Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e atualizadas sobre a Lesão Intraepitelial Escamosa de Baixo Grau, contribuindo para maior conscientização e prevenção.
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