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Leiomioma Uterino CID: Guia Completo Sobre a Doença

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O leiomioma uterino, popularmente conhecido como mioma ou fibroma uterino, é uma das condições ginecológicas mais comuns em mulheres em idade reprodutiva. Sua classificação e diagnóstico são essenciais para determinar o tratamento adequado e garantir a saúde da paciente. Neste guia completo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre o leiomioma uterino CID, incluindo seus sintomas, fatores de risco, classificação, diagnóstico, opções de tratamento e dicas para uma vida saudável.

O que é o leiomioma uterino?

O leiomioma uterino é uma massa benigna que se origina do tecido muscular do útero. Apesar de ser benigno, sua presença pode causar diversos sintomas, impacting a qualidade de vida das mulheres. Estima-se que até 70% das mulheres podem desenvolver miomas ao longo da vida, especialmente após os 30 anos.

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Citação

“O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado são fundamentais para o manejo do leiomioma uterino, minimizando complicações e melhorando o bem-estar da paciente.” — Dr. João Silva, ginecologista renomado.

Classificação do leiomioma uterino CID

A classificação do leiomioma uterino é essencial para orientar o tratamento e compreender a sua localização e tamanho. O CID (Código Internacional de Doenças), atualmente na versão CID-10, classifica o leiomioma no código D25.

Código CIDDescriçãoDetalhes
D25.0Leiomioma do corpo do úteroGeralmente localizado na parte central do útero
D25.1Leiomioma do istmo do úteroRegião de transição entre corpo e colo do útero
D25.2Leiomioma do colo do úteroLocalizado no colo do útero
D25.3Leiomioma do fundo do úteroNa região superior do útero
D25.9Leiomioma uterino, localizado de outra formaLocalizações variadas ou múltiplas

Tipos de leiomioma uterino

  • Submucoso: Localizado sob a mucosa uterina, podendo causar sangramento excessivo.
  • Intramural: Dentro da parede do útero, mais comum.
  • Subseroso: Localizado sob a serosa do útero, podendo aumentar de tamanho e causar dor ou pressão.
  • Pediculado: Quando possui um "pé" que o liga ao útero, podendo se mover.

Sintomas do leiomioma uterino

Os sintomas variam conforme o tamanho, localização e quantidade dos miomas. Muitas mulheres são assintomáticas, descoberta somente durante exames de rotina.

Sintomas mais comuns

  • Sangramento menstrual intenso e prolongado (menorragia)
  • Dor ou sensação de pressão na pelve
  • Aumento do volume abdominal
  • Micção frequente ou dificuldade para urinar
  • Constipação intestinal
  • Dor nas costas ou nas pernas
  • Abortos espontâneos ou complicações na gestação

Quando procurar um médico?

Se você apresenta qualquer sintoma relacionado ou suspeita de leiomioma, procure um ginecologista para avaliação adequada. O diagnóstico precoce possibilita opções de tratamento conservadoras e cirúrgicas.

Diagnóstico do leiomioma uterino

O diagnóstico do leiomioma uterino envolve uma combinação de métodos clínicos e exames de imagem.

Exame clínico

O ginecologista realizará exame pélvico para detectar aumento do útero ou nódulos.

Exames de imagem

  • Ultrassonografia transvaginal: exame padrão ouro para identificar e determinar o tamanho, localização e número de miomas.
  • Histeroscopia: avalia o interior do útero, especialmente para miomas submucosos.
  • Resonância Magnética (RM): indicada em casos complexos para detalhamento das características do mioma.

Tabela de diagnóstico

MétodoVantagensIndicações
UltrassomRápido, acessível, não invasivoDetectar tamanho, localização e número de miomas
HisteroscopiaVisualização direta do interior uterinoMiomas submucosos ou avaliação de sangramento
RMDiagnóstico detalhado e precisoCasos complexos ou para planejamento cirúrgico

Tratamento do leiomioma uterino CID

O tratamento varia conforme a sintomatologia, tamanho, localização e desejo de preservação da fertilidade. As opções incluem tratamentos conservadores, medicamentos e cirúrgicos.

Opções de tratamento

  • Observação: para miomas assintomáticos ou de pequeno tamanho.
  • Medicamentos:
  • Hormonioterapia (por exemplo, contraceptivos, agonistas do GnRH)
  • Anti-inflamatórios para dor
  • Procedimentos minimamente invasivos:
  • Embolização das artérias uterinas
  • Ablation endometrial
  • Miomectomia (cirurgia para remoção dos miomas)
  • Histerectomia: remoção do útero, indicada em casos severos ou após a menopausa.

Tabela de opções de tratamento

TipoIndicaçãoVantagensLimitações
ObservaçãoMiomas assintomáticosSem efeitos colaterais, sem intervençãoPode crescer sem sintomas
MedicaçãoSintomas leves a moderadosControle dos sintomas, preserva o úteroPode ter efeitos colaterais
MiomectomiaDesejo de manter fertilidadeRemove os miomas, preserva o úteroRisco de recidiva, cirurgia mais invasiva
Embolização das artérias uterinasMiomas de tamanho moderado a grandeMenor invasividade, recuperação rápidaPode afetar a fertilidade
HisterectomiaCasos severos ou sem desejo de filhosCura definitivaCirurgia mais complexa, perda da fertilidade

Para conhecer melhor os procedimentos, acesse o site do Hospital Sírio-Libanês que oferece informações detalhadas sobre tratamentos ginecológicos.

Dicas para uma vida saudável

  • Mantenha uma alimentação equilibrada rica em fibras, vitaminas e minerais.
  • Pratique atividade física regularmente.
  • Realize exames ginecológicos periódicos.
  • Esteja atenta aos sinais e sintomas do corpo.
  • Consulte um especialista ao notar qualquer irregularidade.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O leiomioma uterino pode causar câncer?

Não, o leiomioma uterino é uma tumor benigno e raramente evolui para câncer.

2. É possível engravidar com miomas?

Sim, muitas mulheres conseguem engravidar mesmo tendo miomas, dependendo da localização e tamanho. Entretanto, miomas grandes ou localizados na cavidade uterina podem prejudicar a fertilidade.

3. Como saber se tenho leiomioma?

O diagnóstico precisa ser confirmado por exame clínico e exames de imagem realizados por um ginecologista.

4. O leiomioma pode desaparecer sozinho?

Em alguns casos, especialmente após a menopausa, os miomas podem diminuir de tamanho devido à redução hormonal.

5. Qual é a chance de recidiva após o tratamento?

A chance de recidiva varia conforme o procedimento realizado e a existência de fatores de risco. Miomas podem reaparecer em alguns casos.

Conclusão

O leiomioma uterino CID (D25) é uma condição bastante comum que, na maioria das vezes, pode ser manejada de forma eficaz com acompanhamento médico adequado. O diagnóstico precoce, aliado ao conhecimento das opções de tratamento, permite que a mulher tome decisões informadas, preservando sua saúde e qualidade de vida. Este guia buscou esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, reforçando a importância de um acompanhamento ginecológico regular.

Lembre-se: a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações e garantir o bem-estar da mulher. Procure sempre um profissional de confiança para orientações personalizadas.

Referências

  1. Ministério da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  2. Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Protocolos clínicos e diretrizes. Disponível em: https://sbgo.org.br/
  3. American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). Management of uterine fibroids. Obstetrics & Gynecology, 2017. Disponível em: https://www.acog.org/

Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e atualizadas sobre o tema Leiomioma Uterino CID, visando auxiliar mulheres e profissionais de saúde na compreensão e manejo dessa condição.