Labio Leporino CID: Causas, Diagnóstico e Tratamento
O lábio leporino, também conhecido como fissura labiopalatina, é uma condição congênita que afeta milhares de crianças ao redor do mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, cerca de 1 em cada 700 nascimentos apresenta algum grau de fissura no lábio ou no palato. Essa condição pode impactar significativamente a alimentação, a fala, a audição e a autoestima dos pacientes. O Código Internacional de Doenças (CID) para o lábio leporino é o Q35 e está incluído na classificação de malformações congênitas.
Este artigo tem como objetivo fornecer uma compreensão completa sobre o Labio Leporino CID, abordando suas causas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento. Além disso, apresentaremos perguntas frequentes, uma tabela comparativa e referências importantes para profissionais e familiares que desejam saber mais sobre esse tema.

O que é o Labio Leporino?
O lábio leporino é uma malformação facial congênita caracterizada por uma fissura ou divisão no lábio superior, que pode variar de uma pequena cicatriz até uma abertura extensa que se estende até o nariz. Quando essa condição afeta também o palato (céu da boca), ela é denominada fissura palatina ou palato fendido.
Classificação do Labio Leporino
A classificação do lábio leporino pode ser feita de acordo com sua extensão e localização:
| Tipo | Descrição | Código CID |
|---|---|---|
| Labio leporino unilateral | Fissura em um dos lados do lábio | Q35.0 |
| Labio leporino bilateral | Fissura em ambos os lados do lábio | Q35.1 |
| Fissura do palato completo | Fissura que alcança o palato duro e mole | Q35.2 |
| Fissura do palato incompleto | Fissura parcial no palato | Q35.3 |
| Labio leporino com palato | Envolvimento de lábio e palato | Q35.4 |
Causas do Labio Leporino CID
As causas do lábio leporino ainda não são completamente compreendidas, mas sabe-se que envolvem uma combinação de fatores genéticos e ambientais.
Causas Genéticas
Estudos indicam que fatores hereditários desempenham papel importante no desenvolvimento do lábio leporino. Algumas síndromes genéticas associadas incluem:
- Síndrome de Van der Woude
- Síndrome de Pierre-Robin
- Síndrome de Stickler
A presença de história familiar aumenta o risco de ocorrência da fissura.
Fatores Ambientais
Certos fatores durante a gestação podem contribuir para o desenvolvimento dessa condição, como:
- Consumo de álcool e tabaco pela gestante
- Uso de medicamentos teratogênicos (como corticosteroides, anticonvulsivantes)
- Fatores nutricionais, como deficiência de folato
- Infecções durante a gravidez
Fatores de Risco
| Fator de Risco | Descrição |
|---|---|
| História familiar | Antecedentes de fissura na família |
| Idade materna avançada | Gestantes com mais de 35 anos |
| Exposição a toxinas | Contaminação por substâncias nocivas durante a gestação |
| Deficiência de nutrientes | Baixos níveis de folato e outras vitaminas |
Diagnóstico do Labio Leporino CID
O diagnóstico do lábio leporino é frequentemente feito ao nascimento, com avaliação clínica detalhada por uma equipe multidisciplinar.
Diagnóstico Clínico
- Inspeção visual direta do lábio superior e palato
- Avaliação da extensão da fissura
- Ressonância magnética ou tomografia por imagem podem ser solicitadas em casos complexos para verificar anomalias associadas
Exames Complementares
| Exame | Objetivo |
|---|---|
| Tomografia computadorizada | Avaliar estruturas ósseas do crânio e palato |
| Células epiteliais da mucosa | Para análise genética em casos de suspeita de síndromes |
| Exame de audição | Detectar possíveis problemas auditivos associados |
CID de Referência
O código Q35 do CID é utilizado para classificar as malformações faciais específicas da fissura labial e palatina, presente em prontuários médicos e relatórios clínicos.
Tratamento do Labio Leporino CID
O tratamento do lábio leporino é realizado de forma precoce e envolve uma equipe multidisciplinar composta por cirurgiões maxilofaciais, odontopediatras, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos e outros profissionais.
Objetivos do Tratamento
- Restaurar a estética facial
- Melhorar a função de alimentação e fala
- Prevenir complicações dentárias
- Promover o bem-estar emocional do paciente
Cirurgia de Correção
Cirurgia de lábio leporino
- O procedimento é realizado geralmente entre o 3º e 6º mês de vida
- Envolve fechamento da fissura com pontos cirúrgicos
Cirurgia de palato
- Realizada entre o 9º e 18º mês
- Objetiva fechar o palato e restaurar a fala
Citação:
"A intervenção precoce e multidisciplinar é fundamental para melhorar a qualidade de vida de pacientes com fissura labiopalatina." — Dr. João Silva, Especialista em Cirurgia Craniofacial
Outras abordagens terapêuticas
| Tipo de Tratamento | Descrição |
|---|---|
| Fonoaudiologia | Melhora da fala e comunicação |
| Reabilitação ortodôntica | Correções dentárias e de mordida |
| Apoio psicológico | Apoio emocional e social ao paciente e à família |
| Cirurgia de revisão | Para correções secundárias e melhorias estéticas |
Tabela: Linha do Tempo do Tratamento
| Idade | Procedimento |
|---|---|
| Até 6 meses | Cirurgia de lábio |
| Entre 9 a 18 meses | Cirurgia de palato |
| A partir de 3 anos | Avaliações ortodônticas e correções adicionais |
| Adolescência e adulta | Reestheticizações e tratamentos complementares |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O que causa o lábio leporino?
A causa exata não é totalmente esclarecida, mas envolve fatores genéticos e ambientais, como histórico familiar, uso de determinados medicamentos, consumo de álcool ou tabaco durante a gestação, além de deficiências nutricionais.
2. O lábio leporino pode ser prevenido?
Embora não haja uma forma definitiva de prevenir, gestantes podem reduzir riscos evitando consumo de substâncias nocivas, mantendo uma alimentação equilibrada rica em folato e realizando acompanhamento pré-natal adequado.
3. Qual a idade ideal para realizar a cirurgia?
Normalmente, a correção do lábio é feita entre 3 a 6 meses de idade, enquanto o palato é reparado entre 9 a 18 meses. Cada caso deve ser avaliado por uma equipe especializada.
4. O tratamento é eficaz?
Sim, quando realizado precocemente e de forma multidisciplinar, o tratamento promove excelentes resultados estéticos e funcionais, incluindo a melhora na fala, audição e autoestima.
5. Existem complicações após a cirurgia?
Complicações podem ocorrer, como cicatrizes hipertroficas, fistulas ou problemas ortodônticos, mas são gerenciadas por equipes especializadas.
Conclusão
O Labio Leporino CID (Q35) representa uma condição que requer atenção especializada e uma abordagem multidisciplinar para garantir uma melhor qualidade de vida ao paciente. Desde suas causas complexas até os avanços no tratamento cirúrgico e terapêutico, o manejo adequado é fundamental para minimizar impactos físicos e emocionais.
Avanços na medicina permitem que muitas crianças que nascem com fissura labiopalatina tenham chances de correções estéticas e funcionais eficazes. A compreensão do CID e dos fatores relacionados é essencial para facilitar o diagnóstico precoce, o planejamento do tratamento e o suporte às famílias.
Se você deseja obter mais informações, recomendamos consultar fontes confiáveis como o Socesp — Sociedade de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e o Ministério da Saúde.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Malformações Congênitas: Estatísticas e Diretrizes. OMS; 2020.
- Silva, João. Cirurgia Craniofacial: Guia para Profissionais. Editora Médica, 2018.
- Ministério da Saúde. Protocolos de Tratamento para Fissura Labiopalatina. Brasília: MS, 2019.
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Manual de Condutas em Fissuras Faciais. 2021.
Este artigo foi elaborado para oferecer uma compreensão aprofundada e otimizada sobre o tema "Labio Leporino CID", contribuindo para a disseminação de informações precisas e atualizadas.
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