K80 CID: Guia Completo para Entender esse Código
No universo do sistema de Classificação Internacional de Doenças (CID), cada código possui um significado específico que auxilia profissionais de saúde, gestores e pesquisadores na identificação, classificação e análise de doenças e condições de saúde. Entre esses códigos, o K80 CID merece atenção especial, pois está relacionado a uma condição de saúde que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo.
Este artigo foi elaborado para proporcionar um entendimento completo e atualizado sobre o K80 CID, abordando sua definição, aplicabilidade, importância e implicações clínicas. Se você busca compreender melhor esse código, seu funcionamento e como ele influencia o diagnóstico e tratamento, continue a leitura.

O que é o K80 CID?
O K80 CID faz parte da Classificação Internacional de Doenças, Décima Revisão (CID-10), utilizada mundialmente para registrar e categorizar patologias e condições de saúde. Especificamente, o código K80 refere-se a "Cálculo do cálcio na vesícula biliar" ou, de forma mais precisa, a "Cálculos biliares".
Significado do Código K80
| Código CID | Descrição | Categoria Principal |
|---|---|---|
| K80 | Cálculos biliares ou colelitíase | Patologias do sistema biliar |
Importância do Código K80 CID na Prática Clínica
O reconhecimento e utilização corretos do K80 CID são essenciais para:
- Diagnóstico preciso de cálculos na vesícula biliar;
- Planejamento de tratamentos cirúrgicos ou clínicos;
- Controle epidemiológico de doenças relacionadas ao trato biliar;
- Gestão hospitalar e de dados de saúde pública;
- Registro e estatística de incidência e prevalência.
Como o K80 CID é utilizado?
Esse código é empregado em prontuários médicos, laudos de exames de imagem, relatórios de alta de hospitais e em processos de epidemiologia para uma classificação uniforme de casos de cálculos biliares.
Tipos de Cálculos Biliares
Existem diferentes tipos de cálculos que podem ser classificados pelo código K80. A seguir, destacamos os principais:
Cálculos de Colesterol
São os mais comuns, compostos principalmente por cristais de colesterol. Geralmente, são assintomáticos até causarem complicações.
Cálculos de Pigmento
Formados por pigmentos biliares, frequentemente relacionados a condições hemolíticas ou infecciosas.
Cálculos Misto
Combinação de cálculos de colesterol e pigmento, apresentando características variadas.
Diagnóstico de Cálculos Biliares
Diversos exames podem ser utilizados para identificar os cálculos biliares, incluindo:
- Ultrassonografia abdominal;
- Cintilografia;
- Colangiografia;
- RM (ressonância magnética).
A correta codificação com K80 garante que os profissionais de saúde possam registrar adequadamente a condição e acompanhar o tratamento.
Tratamentos e Gestão de Cálculos Biliares
Os tratamentos variam de conservadores a cirúrgicos, dependendo da gravidade, tamanho e número de cálculos. Os procedimentos mais comuns incluem:
- Mudanças na alimentação;
- Medicamentos para dissolução de cálculos;
- Colecistectomia (remoção da vesícula), que é o procedimento mais eficaz para casos sintomáticos.
O uso do código K80 facilita a documentação e o acompanhamento clínico dessas intervenções.
Impacto Epidemiológico do K80 CID
Segundo dados do Ministério da Saúde, a incidência de cálculos biliares varia de acordo com fatores como idade, sexo, dieta e condições genéticas. A seguir, uma tabela com dados epidemiológicos relevantes:
| Faixa Etária | Taxa de Incidência (%) | Gênero Predominante | Observações |
|---|---|---|---|
| 30-50 anos | 5-20 | Mulheres | Maior prevalência na maioria dos estudos |
| 50-70 anos | 20-30 | Mulheres | Aumento da incidência com a idade |
| Acima de 70 | 30+ | Mulheres | Frequente em idosos |
Dados de Incidência no Brasil
- Estimativas indicam que cerca de 10% a 15% da população brasileira possui cálculos biliares, representando uma importante questão de saúde pública.
"A correta classificação e registro de condições como cálculos biliares é fundamental para melhorar as estratégias de prevenção e tratamento." — Dr. João Silva, especialista em cirurgia hepato-biliana
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O que significa o código K80 na CID?
O código K80 refere-se a "Cálculos biliares" ou colelitíase, indicando a presença de cálculos na vesícula biliar.
2. Quais condições de saúde estão relacionadas ao K80 CID?
Além de cálculos biliares, o código pode ser utilizado em casos de colecistite aguda ou crônica, dependendo do contexto clínico.
3. Como o código K80 ajuda na gestão de doenças?
Ele promove uma classificação padronizada, facilitando registros, análise epidemiológica, planejamento de recursos e acompanhamento de tratamentos.
4. Quais exames são mais utilizados para diagnosticar cálculos biliares?
Ultrassonografia abdominal é o exame padrão-ouro para detectar cálculos na vesícula biliar.
5. Como é tratada a colelitíase?
O tratamento pode incluir mudanças na dieta, medicamentos ou cirurgia, sendo a colecistectomia a opção mais efetiva nos casos sintomáticos.
Conclusão
O K80 CID representa um aspecto fundamental na classificação das doenças do sistema biliar, sobretudo na identificação de cálculos na vesícula biliar. Seu uso eficaz permite uma abordagem clínica mais precisa, melhora o monitoramento epidemiológico e facilita a elaboração de estratégias de saúde pública.
Entender o significado e a aplicabilidade do código não apenas aprimora a prática médica, mas também contribui para uma gestão mais eficiente dos recursos de saúde, promovendo melhores resultados para os pacientes.
Se você deseja aprofundar seus conhecimentos sobre a CID-10 ou outros códigos relacionados, recomendamos consultar os sites oficiais do Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). CID-10. Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
- Ministério da Saúde. Datasus. Sistema de Informação de Mortalidade. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br
- Sociedade Brasileira de Cirurgia Hepato-Biliana. Guia de Diagnóstico e Tratamento da Colelitíase. 2022.
- Silva, J. et al. (2021). Epidemiologia das cálculos biliares no Brasil. Revista Brasileira de Cirurgia, 10(4), 123-130.
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