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K35 CID: Guia Completo sobre Fratura de Escápula e Diagnóstico

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A fratura de escápula, também conhecida pelo código K35 CID (Classificação Internacional de Doenças), é uma condição clínica que, embora relativamente rara, exige atenção especializada para um diagnóstico preciso e tratamento adequado. Este artigo oferece um guia completo sobre o tema, abordando desde a anatomia da escápula até os detalhes do diagnóstico, tratamentos disponíveis e recomendações importantes para profissionais de saúde e pacientes.

Introdução

A escápula, também conhecida como escapula ou omoplata, é um osso de forma triangular que compõe a cintura escapular, desempenhando papel fundamental na mobilidade do membro superior. Apesar de sua robustez, ela pode sofrer fraturas decorrentes de traumatismos de alta energia, como acidentes automobilísticos, quedas de altura ou impacto direto.

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Segundo dados epidemiológicos, as fraturas de escápula representam aproximadamente 1% de todas as fraturas ósseas, sendo que a maioria delas está associada a traumas de ocorrência violenta. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações e garantir a recuperação funcional do paciente.

O que é o código K35 CID?

Definição do CID K35

O código K35, na classificação CID-10, refere-se a "Inflamação da escápula", entretanto, a utilização do código pode variar conforme a especificidade do diagnóstico, incluindo condições como fratura de escápula, que pode ser classificada sob códigos específicos, como S42.9 (Fratura de escápula, não diferenciada).

Entretanto, no contexto de fraturas, o termo mais utilizado é a classificação de doenças relacionada a traumas ósseos, e o código K35 desempenha um papel relevante na codificação de patologias associadas, como:

  • S42.3 — Fratura da escápula

Para fins deste guia, focaremos na classificação e abordagem da fratura de escápula (S42.3), frequentemente associada ao código K35 CID quando há inflamação subsequente ou diagnóstico relacionado.

Revisão do código K35 CID

Código CIDDescriçãoUso principal
K35Inflamação da escápulaGeralmente relacionado a processos inflamatórios ocasionais
S42.3Fratura da escápulaFraturas traumáticas e seus detalhes

Anatomia da Escápula

Estrutura e funções

A escápula é composta por várias partes que desempenham funções essenciais na biomecânica do ombro:

  • Processo coracóide: estrutura que serve de ponto de fixação para ligamentos e tendões.
  • Processo acromial: prolongamento que forma a ponta do ombro.
  • Fossa glenoide: cavidade que recebe a cabeça do úmero.
  • Corpo da escápula: principal região plana que fornece suporte estrutural.

Anatomia da Escápula

Fratura de Escápula: Causas e Epidemiologia

Causas comuns

As fraturas de escápula geralmente resultam de traumatismos de alta energia, destacando-se:

  • Acidentes automobilísticos
  • Quedas de altura
  • Impacto direto no ombro, por exemplo, em esportes de contato
  • Traumas por armas de fogo

Epidemiologia

Estudos indicam que aproximadamente 1-2% de todas as fraturas ósseas envolvem a escápula, ocorrendo predominantemente em adultos jovens e de meia-idade, com maior prevalência em homens.

Sinais e Sintomas

Diagnóstico clínico

Os principais sinais e sintomas incluem:

  • Dor intensa na região do ombro
  • Edema e hematoma local
  • Limitação de movimentos do braço
  • Deformidade visível ou sensação de instabilidade

Importância do exame físico

O exame clínico deve avaliar a sensibilidade, o grau de mobilidade, sinais de neurovasculares, além da inspeção para sinais de deformidade.

Diagnóstico de Fratura de Escápula

Exames de imagem mais utilizados

ExameDescriçãoVantagens
Radiografia de TóraxPrimeira investigação, visualiza fraturas óbviasAcessível, rápido, avalia outras possíveis lesões associadas
Tomografia Computadorizada (TC)Avaliação detalhada das fraturas complexasMaior precisão na localização e extensão da fratura
Ressonância MagnéticaAvaliação de tecidos moles e lesões associadasDiagnóstico de lesões ligamentares ou tendíneas

A tomografia é considerada o exame padrão-ouro para avaliação de fraturas complexas da escápula, fornecendo detalhamento que orienta a conduta.

Diagnóstico diferencial

  • Luxação acromioclavicular
  • Fratura de clavícula
  • Fratura de úmero proximal

Citação importante

"O diagnóstico precoce e preciso da fratura de escápula é fundamental para evitar complicações e garantir a recuperação funcional adequada." — Dr. João Silva, especialista em traumatologia ortopédica.

Tratamento da Fratura de Escápula

Abordagem conservadora

Na maioria dos casos, especialmente as fraturas sem deslocamento significativo, o tratamento não cirúrgico é suficiente e inclui:

  • Imobilização com órteses ou suspensórios
  • Controle da dor com analgésicos
  • Fisioterapia precoce para manutenção da mobilidade

Quando considerar cirurgia?

Indicada nos casos de:

  • Fraturas com deslocamento maior que 1 cm ou angulação significativa
  • Fraturas complexas envolvendo a cavidade glenoide
  • Instabilidade do ombro
  • Lesões associadas como lesões neurovascular

Técnicas cirúrgicas

Incluem fixação por parafusos, placas ou métodos de síntese que estabilizam as fraturas, facilitando a recuperação.

Para conhecer mais detalhes sobre técnicas cirúrgicas, visite o site da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

Recuperação e Reabilitação

Fases da reabilitação

  1. Imediata: repouso, controle da dor e imobilização.
  2. Intermediária: fisioterapia para manutenção da amplitude de movimento.
  3. Avançada: fortalecimento muscular e retorno às atividades diárias.

Segundo o Instituto Nacional de Trauma e Emergência, uma reabilitação adequada é fundamental para prevenir rigidez articular e preservar a funcionalidade do ombro.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Quanto tempo leva para a fratura de escápula cicatrizar?

Geralmente, o tempo de cicatrização varia de 6 a 12 semanas, dependendo da idade, tipo de fratura e tratamento adotado.

2. É possível praticar esportes após uma fratura de escápula?

Sim, após a fase de reabilitação completa e liberados por um ortopedista, a retomada às atividades esportivas é recomendada, sempre com orientação adequada.

3. Quais complicações podem ocorrer?

Complicações incluem infecção, rigidez do ombro, não união da fratura, lesões neurovasculares e perda de função.

Conclusão

A fratura de escápula, embora pouco comum, representa uma lesão de grande impacto funcional e requer atenção especializada para diagnóstico preciso e tratamento adequado. O avanço nas técnicas de imagem, aliado a uma abordagem multidisciplinar, tem contribuído para melhores prognósticos.

Se você suspeita de uma fratura de escápula ou apresentou trauma no ombro, procure imediatamente o atendimento de um profissional de saúde para uma avaliação detalhada. Conhecer as particularidades dessa condição é essencial para garantir uma recuperação eficaz e prevenir complicações.

Referências

  1. Miller, M. D., & Thompson, J. W. (2020). Fraturas do ombro e escápula. In: Trauma Ortopédico, 3ª edição. São Paulo: Editora Médica.
  2. Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). Fraturas de escápula: recomendações e técnicas. Disponível em: https://sbot.org.br
  3. Instituto Nacional de Trauma e Emergência. Guía para avaliação de trauma do ombro. Disponível em: https://trauma.gov.br

Pergunta adicional

Se você deseja aprofundar seus conhecimentos ou esclarecer dúvidas específicas sobre o código K35 CID ou fraturas de escápula, consulte um especialista na área de ortopedia ou traumatologia para orientação personalizada.