MDBF Logo MDBF

Inventário Demora Quanto Tempo: Guia Completo e Atualizado

Artigos

O processo de inventário é uma etapa fundamental para garantir a organização e regularização de bens, seja após o falecimento de uma pessoa, para questões empresariais ou patrimoniais. No entanto, um dos questionamentos mais frequentes é: "Quanto tempo dura um inventário?" A duração desse procedimento pode variar bastante dependendo de diversos fatores, incluindo a complexidade do patrimônio, se há ou não discordâncias entre os herdeiros, a modalidade do processo (extrajudicial ou judicial), entre outros.

Neste guia completo, abordaremos de forma detalhada quanto tempo geralmente leva um inventário, os fatores que influenciam essa duração, etapas do processo, além de dicas para agilizar o procedimento. Vamos também apresentar uma tabela comparativa, responder às perguntas mais frequentes e fornecer fontes confiáveis para quem deseja aprofundar seus conhecimentos.

inventario-demora-quanto-tempo

O que é um inventário?

Antes de entender o tempo necessário para realizar um inventário, é importante compreender o que ele é.

Definição de inventário

Inventário é o procedimento legal usado para listar e avaliar os bens, direitos e dívidas de uma pessoa falecida, permitindo a sua partilha entre os herdeiros ou beneficiários. Ele pode ser realizado de duas formas principais:

  • Inventário judicial: realizado na justiça, geralmente quando há conflitos ou complicações.
  • Inventário extrajudicial: feito em cartório, por meio de escritura pública, quando há concordância entre as partes e falta de litígios.

Quanto tempo demora um inventário?

Prazo médio para conclusão

A duração de um inventário pode variar consideravelmente. De modo geral, podemos estabelecer os seguintes prazos médios:

Tipo de inventárioPrazo médioObservações
Inventário judicial1 a 3 anosPode ser mais longo dependendo da complexidade e de litígios
Inventário extrajudicial30 a 90 diasMais ágil, desde que não haja controvérsias

Variáveis que influenciam o tempo de inventário

Diversos fatores podem acelerar ou atrasar o processo:

  • Complexidade do patrimônio: bens imóveis, ações, empresas, dívidas altas, etc.
  • Número de herdeiros: mais herdeiros podem demandar mais tempo em reuniões e negociações.
  • Existência de litígios ou disputas: desentendimentos podem prolongar o procedimento.
  • Existência de testamento: processos com testamentos podem ser mais demorados para validação.
  • A modalidade do inventário: judicial ou extrajudicial.
  • Documentação disponível: ausência de documentos necessários pode gerar atrasos.
  • Profissionais envolvidos: advogados, tabeliães, peritos, influenciam na agilidade.

Etapas do processo de inventário

Para entender melhor quanto tempo pode levar, é importante conhecer as etapas principais:

Inventário Judicial

  1. Abertura do processo - protocolização na vara de família ou sucessões.
  2. Nomeação do inventariante - geralmente, um dos herdeiros.
  3. Avaliação dos bens - por peritos ou por avaliações internas.
  4. Pagamento de impostos - ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação).
  5. Partilha dos bens - acordo entre herdeiros ou decisão judicial.
  6. Homologação da partilha - sentença final e registro nos cartórios competentes.

Inventário Extrajudicial

  1. Reunião de documentação - certidões, títulos, avaliações.
  2. Elaboração da escritura pública - em cartório de notas.
  3. Pagamento de impostos - ITCMD.
  4. Registro da partilha - no cartório de imóveis e outros registros.

Dicas para acelerar o inventário

  • Organizar toda a documentação antecipadamente.
  • Consultar um advogado especializado para orientações precisas.
  • Negociar entre os herdeiros para evitar litígios.
  • Optar pelo inventário extrajudicial, quando possível.
  • Regularizar bens com maior antecedência.

Cuidados ao iniciar o inventário

  • Avaliar se há necessidade de testamento.
  • Conferir a documentação dos bens.
  • Escolher o tipo de inventário mais adequado à situação.
  • Considerar o impacto dos impostos envolvidos.
  • Planejar os custos envolvidos no processo.

Quanto custa um inventário?

Embora o foco seja o tempo, também é importante compreender os custos. A tabela abaixo apresenta uma ideia geral:

ItemCusto aproximadoObservações
Honorários advocatícios10% a 20% do valor dos bensPode variar conforme a complexidade e o profissional
Custas judiciais ou registrosVariam conforme o estado e valor dos bensPodem incluir taxas cartorárias, taxas judiciais, impostos
Imposto de transmissão ITCMD4% a 8% do valor do bem (varia por estado)Importante planejar para evitar atrasos na quitação

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Quanto tempo demora um inventário extrajudicial?

Normalmente, entre 30 a 90 dias, desde que todos os documentos estejam em ordem e não haja litígios.

2. Quais são os principais motivos para atrasos no inventário judicial?

Disputas entre herdeiros, dificuldades na avaliação de bens, burocracia judicial, e demora na realização de audiências.

3. É possível acelerar um inventário?

Sim, especialmente no caso do inventário extrajudicial ou via acordo entre as partes. Consultar um advogado ajuda a identificar ações que podem reduzir o tempo.

4. Quanto tempo leva um inventário quando há conflitos?

Pode levar de 2 a 5 anos ou mais, dependendo da complexidade e do número de litígios.

5. O inventário pode ser realizado antes do falecimento?

Sim, é possível fazer um inventário compartilhado em vida (inventário antecipado), o que pode facilitar o processo após a morte.

Conclusão

A resposta para a pergunta "Inventário demora quanto tempo?" depende de uma série de fatores, mas, de modo geral, varia entre alguns meses a alguns anos. A modalidade do procedimento (extrajudicial ou judicial), a complexidade do patrimônio, a existência de litígios e a documentação adequada são elementos que influenciam diretamente na duração do processo.

Para garantir maior agilidade, recomenda-se uma preparação cuidadosa, a contratação de profissionais especializados e a busca por soluções consensuais. Assim, o inventário pode ser concluído de forma mais rápida e eficiente, facilitando a partilha de bens e evitando desgastes emocionais.

Referências

Lembre-se: consultar um profissional qualificado é essencial para orientar adequadamente seu caso específico.