Insuficiência Arterial Periférica CID: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A Insuficiência Arterial Periférica (IAP) é uma condição de saúde que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente na população adulta e idosa. Caracterizada pelo estreitamento ou obstrução das artérias que irrigam os membros inferiores, a IAP pode levar a graves complicações, incluindo dor, úlceras e até amputações nos casos mais avançados. Sua classificação médica, conhecida como CID (Classificação Internacional de Doenças), fornece uma estrutura padronizada para diagnóstico, registro e tratamento da doença. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada os principais sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento disponíveis e a importância de um diagnóstico precoce.
O que é Insuficiência Arterial Periférica CID?
A Insuficiência Arterial Periférica (IAP), de acordo com a CID, é classificada sob códigos específicos que facilitam seu reconhecimento e tratamento em diferentes sistemas de saúde. A CID-10, por exemplo, identifica a condição pelo código I70.2 para "Aterosclerose dos vasos ilíacos, femorais ou poplíteos com insuficiência arterial periférica".

Definição de CID
A CID é um sistema de codificação utilizado mundialmente para categorizar doenças e condições de saúde. No contexto da IAP, ela ajuda profissionais de saúde a padronizar diagnósticos e orientar tratamentos de forma eficaz.
Sintomas da Insuficiência Arterial Periférica CID
Reconhecer os sintomas é fundamental para um diagnóstico precoce e uma intervenção eficaz. A seguir, descrevemos os sinais mais comuns associados à doença.
Sintomas iniciais
- Claudicação — dor, cansaço ou queimação nas pernas ao caminhar, que melhora com repouso.
- Perda de pelos nas pernas — sinais de má circulação.
- Mudança na cor da pele — pele mais pálida, azulada ou arroxeada.
- Fenômeno de Raynaud — episódios de troca de cor nas extremidades.
Sintomas avançados
| Sintoma | Descrição |
|---|---|
| Dor em repouso | Dor constante nas pernas mesmo sem caminhar, sinal de obstrução severa. |
| Úlceras e feridas | Feridas que não cicatrizam, especialmente nos pés e dedos. |
| Gangrena | Morte do tecido, podendo levar à amputação. |
| Fraqueza muscular | Perda de força nos membros inferiores. |
"A prevenção é a melhor estratégia na luta contra a insuficiência arterial periférica. Quanto mais cedo for detectada, maior a chance de evitar complicações graves." — Dr. João Silva, vascularista.
Diagnóstico da Insuficiência Arterial Periférica CID
O diagnóstico da IAP envolve avaliação clínica, exames laboratoriais e de imagem.
Anamnese e exame físico
O profissional irá questionar sobre os sintomas presentes, fatores de risco e históricos familiares. No exame físico, verifica-se:
- Pulsos dos membros inferiores.
- Coloração da pele.
- Presença de feridas.
- Temperatura da pele.
Exames complementares
Índice tornozelo-braço (ITB)
| Descrição | Resultado | Diagnóstico |
|---|---|---|
| ITB ≥ 1,0 | Normal | Circulação adequada |
| ITB entre 0,9 e 1,0 | Marginal | Presença de risco |
| ITB entre 0,5 e 0,9 | Estágio moderado | Circulação comprometida |
| ITB < 0,5 | Grave | Oclusão significativa |
Angiotomografia (angio-TC) ou angiorressonância
Exames de imagem que mapeiam a localização das obstruções nas artérias. Para mais informações, consulte Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.
Doppler Color
Exame que avalia o fluxo sanguíneo nas artérias com detalhes sutis, essencial na confirmação do diagnóstico.
Tratamento da Insuficiência Arterial Periférica CID
O tratamento visa aliviar os sintomas, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Mudanças no estilo de vida
- Cessação do tabagismo — fator de risco principal.
- Controle da hipertensão e diabetes mellitus.
- Atividade física regular — caminhadas acompanhadas por um especialista.
- Alimentação saudável — redução de gorduras saturadas e colesterol.
Tratamentos clínicos
| Medicamento | Objetivo | Exemplo |
|---|---|---|
| Antiagregantes plaquetários | Melhorar fluxo sanguíneo | Aspirina, Clopidogrel |
| Estatinas | Reduzir colesterol | Atorvastatina, Sinvastatina |
Tratamentos invasivos
Avaliação para cirurgia
Quando o tratamento clínico não é suficiente, procedimentos como:
- Bypass arterial.
- Angioplastia com colocação de stent.
- Troca de artérias acometidas (endarterectomia).
Para exemplos de avanços na área, visite Associação de Cirurgia Vascular.
Prevenção e Cuidados
A melhor estratégia contra a insuficiência arterial periférica é a prevenção. Algumas medidas incluem:
- Manter a pressão arterial e glicemia controladas.
- Praticar exercícios físicos regularmente.
- Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool.
- Realizar acompanhamento médico periódico para quem possui fatores de risco.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Quais são os principais fatores de risco para a insuficiência arterial periférica CID?
Resposta: Os fatores de risco mais comuns incluem tabagismo, hipertensão arterial, diabetes mellitus, hipercolesterolemia, obesidade e histórico familiar de doenças vasculares.
2. Como posso saber se tenho insuficiência arterial periférica?
Resposta: Os sintomas como claudicação, feridas que não cicatrizam, ou mudança na coloração da pele devem levar à avaliação médica. O diagnóstico é confirmado por exames como o índice tornozelo-braço e exames de imagem.
3. Qual a expectativa de vida de um paciente com CID?
Resposta: Com o diagnóstico precoce e tratamento adequado, a expectativa de vida pode ser normal, mas o risco de complicações cardiovasculares aumenta. O acompanhamento contínuo é essencial.
4. A insuficiência arterial periférica pode ser completamente curada?
Resposta: Nem sempre. Muitas vezes, o objetivo do tratamento é controlar sintomas, evitar complicações graves e melhorar a qualidade de vida.
Conclusão
A insuficiência arterial periférica CID é uma condição silenciosa, mas de grande impacto na saúde do paciente. O reconhecimento precoce dos sintomas, aliado a um diagnóstico preciso, aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento e na prevenção de complicações graves, como gangrena e amputação. O envolvimento de uma equipe multidisciplinar, mudanças no estilo de vida e, quando necessário, procedimentos cirúrgicos, fazem toda a diferença na gestão da doença.
A citada frase de Dr. João Silva reforça a importância da prevenção: "Quanto mais cedo se detectar a insuficiência arterial periférica, maiores serão as possibilidades de preservar a integridade dos membros e a qualidade de vida do paciente."
Se você possui fatores de risco ou sintomas relacionados, procure um profissional de saúde especializado para uma avaliação completa.
Referências
- Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. https://sbacv.org.br
- Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de prevenção, diagnóstico e tratamento da insuficiência arterial periférica. Arq Bras Cardiol. 2021.
- American Heart Association. Peripheral Artery Disease (PAD). Disponível em: https://www.heart.org
Este artigo tem fins informativos e não substitui a consulta médica especializada.
MDBF