Influenza B e Gravidade: Entenda os Riscos e Sintomas
A influenza, popularmente conhecida como gripe, é uma doença respiratória que acompanha a humanidade há séculos, causando altos índices de morbidade e mortalidade globalmente. Entre os diferentes tipos de vírus influenza, destaca-se a Influenza B, que, apesar de muitas vezes ser considerada menos severa que a Influenza A, pode apresentar riscos significativos à saúde, especialmente em populações vulneráveis. Este artigo busca aprofundar o entendimento sobre a Influenza B, seus riscos, sintomas, e formas de prevenção, ajudando você a estar informado e protegido.
Introdução
A Influência B é uma das principais responsáveis por surtos sazonais de gripe no mundo. Ela se diferencia da Influenza A por sua estrutura genética, que influencia a dinâmica de transmissão e a gravidade dos casos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a gripe causa entre 290.000 a 650.000 mortes anuais ao redor do planeta, e a Influenza B representa uma parcela considerável dessa estatística.

Apesar de sua aparente menor capacidade de causar pandemias como a Influenza A, a Influenza B pode desencadear quadros graves, sobretudo em grupos de risco, como crianças, idosos, grávidas e pessoas com doenças crônicas. Entender os riscos e os sintomas é fundamental para uma detecção precoce e uma ação eficaz.
O que é a Influenza B?
Definição e Características
A Influenza B é um vírus RNA da família Orthomyxoviridae, que infecta principalmente humanos e focas. Diferentemente do vírus Influenza A, que possui diversas subtipagens devido à variabilidade das proteínas Hemaglutinina (H) e Neuraminidase (N), a Influenza B possui uma estrutura mais estável, dividida em duas principais linhagens: Victoria e Yamagata.
Diferença entre Influenza A e B
| Característica | Influenza A | Influenza B |
|---|---|---|
| Hospedeiros | Humanos, aves, porcos, outros mamíferos | Humanos, focas |
| Variabilidade genética | Alta, com múltiplos subtipos | Baixa, duas linhagens principais |
| Potencial pandêmico | Alto | Baixo |
| Gravidade dos surtos | Pode variar, incidence elevada | Geralmente menos grave, mas não menos importante |
A estabilidade genética da Influenza B faz com que os vírus das linhagens Victoria e Yamagata evoluam mais lentamente, o que influencia na formulação anual da vacina contra a gripe.
Riscos associados à Influenza B
Gravidade dos quadros clínicos
Embora muitas infecções por Influenza B sejam leves, a doença pode evoluir para quadros graves, especialmente em grupos vulneráveis. Alguns riscos associados incluem:
- Pneumonia secundária
- Insuficiência respiratória
- Agravamento de doenças crônicas
- Hospitalizações e óbitos
Pessoas mais vulneráveis
- Crianças pequenas: maior risco de complicações, incluindo convulsões febris.
- Idosos: menor resposta imunológica, maior chance de complicações.
- Grávidas: risco aumentado de parto prematuro e complicações respiratórias.
- Portadores de doenças crônicas: diabetes, asma, doenças cardíacas ou imunossupressão.
Fatores que aumentam o risco
- Falta de vacinação
- Condições de convivência em ambientes fechados
- Condições socioeconômicas precárias
- Não procura por atendimento médico precoce
Sintomas da Influenza B
Sintomas comuns
Os sintomas geralmente aparecem de 1 a 4 dias após a exposição ao vírus, incluindo:
- Febre alta (acima de 38°C)
- Dor de cabeça intensa
- Dor muscular e nas articulações
- Fadiga extrema
- Dor de garganta
- Coriza ou congestão nasal
- Tosse seca
- Calafrios
- Mal-estar geral
Sintomas em crianças
Crianças podem apresentar sintomas adicionais, como:
- Vômito e diarreia
- Convulsões febris
- Febre alta persistente
Diagnóstico
O diagnóstico clínico deve ser confirmado por testes laboratoriais específicos, como PCR ou testes rápidos de antígeno, principalmente em casos suspeitos de evolução para quadros graves.
Como a Influenza B é transmitida?
Modo de transmissão
A transmissão ocorre principalmente por gotículas de saliva ou secreções respiratórias ao falar, tossir ou espirrar. Além disso, o vírus pode ser disseminado ao tocar superfícies contaminadas e levar as mãos à boca, nariz ou olhos.
Período de contagiosidade
Indivíduos infectados podem transmitir o vírus de um dia antes do início dos sintomas até cerca de 5 a 7 dias após a doença começar. Em crianças ou pessoas imunossuprimidas, o período pode ser mais prolongado.
Medidas de prevenção
- Uso de máscaras em ambientes fechados
- Lavagem frequente das mãos com água e sabão
- Uso de álcool em gel 70%
- Evitar contato próximo com pessoas doentes
- Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar
- Manter ambientes ventilados
Tratamento da Influenza B
Tratamentos disponíveis
O tratamento é simptomático, incluindo repouso, hidratação e uso de medicamentos para alívio de febre e dor, como paracetamol ou dipirona. Em casos mais graves, pode ser indicado o uso de antivirais, como oseltamivir ou zanamivir, se administrados precocemente, preferencialmente nas primeiras 48 horas do início dos sintomas.
Cuidados em casa
- Descansar bastante
- Evitar contato com outras pessoas
- Manter a hidratação adequada
- Monitorar sinais de agravamento, como dificuldade respiratória ou febre persistente
Quando procurar o médico
- Dificuldade para respirar
- Febre alta que não diminui com medicação
- Dor persistente no peito
- Confusão ou sonolência excessiva
- Fraqueza ou confusão em idosos
Prevenção: A vacina contra a gripe
A vacinação anual é a principal estratégia para prevenir a Influenza B e suas complicações. Os vírus utilizados na composição das vacinas são selecionados com base nas cepas que circularam no hemisfério norte e sul, dependendo da estação do ano.
Importância da vacinação
Segundo a OMS, a vacina reduz em até 60% o risco de influenza e suas complicações. Além disso, ajuda a diminuir a circulação do vírus na comunidade, protegendo aqueles que não podem ser vacinados, como imunossuprimidos e recém-nascidos.
Quando tomar a vacina
A imunização deve começar antes do período de circulação do vírus, que ocorre geralmente nos meses de inverno no Brasil (junho a agosto). A vacinação é recomendada para:
- Crianças (a partir de 6 meses)
- Idosos
- Gestantes
- Profissionais de saúde
- Portadores de doenças crônicas
Tabela: Sintomas das principais complicações da Influenza B
| Complicação | Sintomas principais | Risco |
|---|---|---|
| Pneumonia | Tosse persistente, febre alta, dor no peito, dificuldade para respirar | Alta, principalmente em idosos e imunossuprimidos |
| Sinusite e Otite Media | Dor facial, dor de ouvido, desconforto ao movimentar a cabeça | Crianças e adultos vulneráveis |
| Exacerbação de doenças crônicas | Agravamento de asma, insuficiência cardíaca, diabetes | Pessoas com doenças preexistentes |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Influenza B é mais grave que a A?
Nem sempre. A Influenza A tem potencial para causar pandemias e surtos mais severos devido à alta variabilidade genética. Contudo, a Influenza B também pode causar quadros graves, especialmente em grupos vulneráveis.
2. A vacina contra gripe cobre a Influenza B?
Sim. As vacinas sazonais geralmente incluem cepas das linhagens Victoria e Yamagata, que representam a Influenza B. É fundamental vacinar-se todos os anos, mesmo com cepas diferentes das anteriores.
3. Quanto tempo dura a imunidade após a vacinação?
A imunidade geralmente dura aproximadamente um ano, por isso a necessidade de vacinação anual.
4. Pessoas que já tiveram gripe podem se proteger da próxima?
A imunidade adquirida após a infecção dura alguns anos, mas a vacina é a melhor forma de garantir proteção constante devido às mutações do vírus.
Conclusão
A Influenza B, embora considerada menos agressiva em comparação com a Influenza A, não deve ser subestimada. Sua capacidade de provocar quadros graves, especialmente em populações vulneráveis, reforça a importância da prevenção através da vacinação, higiene adequada e cuidados médicos oportunos. Manter-se informado e adotar medidas preventivas são ações essenciais para reduzir o impacto desta doença na sua vida e na sociedade.
Lembre-se: "Prevenir é sempre melhor do que remediar." (Citação de uma frase popular que reforça a importância da prevenção).
Referências
Organização Mundial da Saúde (OMS). Influenza. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/influenza
Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. Influenza. https://www.gov.br/saude/pt-br/organograma/secretaria-de-vigilancia-em-saude/saude-de-a-a-z/gripe
Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Influenza (Flu). https://www.cdc.gov/flu/about/index.htm
Sociedade Brasileira de Infectologia. Vacinação contra a gripe. https://www.infectologia.org.br
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