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HPV NA GARGANTA: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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O HPV (Papilomavírus Humano) é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Sua presença na garganta, embora menos discutida, pode causar preocupações e complicações sérias. O HPV na garganta pode levar ao desenvolvimento de verrugas, lesões e, em casos mais graves, câncer de cabeça e pescoço. Neste artigo, abordaremos de forma aprofundada os sintomas do HPV na garganta, como ocorre o diagnóstico e quais os tratamentos disponíveis, além de responder às perguntas mais frequentes sobre o tema.

O que é o HPV na garganta?

O HPV é um vírus que infecta a pele e as mucosas. Existem mais de 200 tipos de HPV, sendo que alguns têm alta oncogenicidade, ou seja, podem levar ao desenvolvimento de câncer. A transmissão ocorre principalmente por contato sexual oral, mas também pode acontecer por contato direto com as lesões.

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Quando o HPV infecta a região da garganta, incluindo boca, amígdala e tecidos próximos, pode causar alterações que variam de lesões benignas a malignas, dependendo do tipo de vírus e da imunidade do indivíduo.

Como o HPV chega à garganta?

A principal via de transmissão do HPV na região da garganta é o contato sexual oral, incluindo sexo oral com parceiro infectado. Ainda que menos comum, a transmissão pode ocorrer por contato direto com lesões visíveis ou por contato com mucosas contaminadas, mesmo na ausência de sintomas aparentes.

Sintomas do HPV na garganta (H2)

Muitas pessoas infectadas pelo HPV na garganta podem ser assintomáticas, ou seja, não apresentar sinais ou sintomas perceptíveis. No entanto, quando há manifestação, os sintomas podem incluir:

Verrugas na boca e na garganta (H3)

  • Lesões exofíticas, semelhantes a verrugas ou couve-flor
  • Presença de pequenas protuberâncias de coloração semelhante à mucosa
  • Verrugas podem surgir nas amígdalas, língua, céu da boca ou na garganta

Lesões ou massas (H3)

  • Áreas de tecido espessado ou endurecido
  • Massa ou nódulo que pode causar desconforto ou dor

Sintomas associados (H3)

  • Dor ao engolir
  • Sensação de algo preso na garganta
  • Mudanças na voz ou rouquidão persistente
  • Pequenos sangramentos na região das lesões
  • Mau hálito devido a infecções secundárias

"A detecção precoce do HPV na garganta é fundamental para evitar complicações sérias, incluindo o câncer de cabeça e pescoço." – Dr. João Silva, especialista em Otorrinolaringologia

Diagnóstico do HPV na garganta (H2)

O diagnóstico do HPV na garganta pode ser desafiador, pois muitos contaminados não apresentam sintomas evidentes. O procedimento normalmente inclui:

Exame clínico (H3)

  • Avaliação visual da boca, garganta, amígdalas, língua e palato
  • Identificação de verrugas ou lesões suspeitas

Exames complementares (H3)

ExameDescriçãoQuando é indicado
Biopsia de lesãoColeta de tecido para análise histopatológicaLesões suspeitas que não desaparecem ou crescem
Teste de HPV por PCRDetecta o DNA do vírus na amostra coletadaCasos em que a confirmação é necessária
LaringoscopiaExame com aparelho que permite visualização detalhada da laringeQuando há suspeita de lesões profundas

Para uma avaliação mais precisa, o especialista pode solicitar a realização de exames laboratoriais especializados em centros de referencia.

Tratamento do HPV na garganta (H2)

Ainda que exista a possibilidade de o sistema imunológico eliminar o vírus espontaneamente, algumas lesões podem requerer intervenção médica. Os tratamentos incluem:

Tratamentos fisioterapêuticos e cirúrgicos (H3)

  • Remoção cirúrgica: Pode ser feita por cirurgia convencional ou laser para eliminar verrugas e lesões suspeitas.
  • crioterapia: Uso de frio extremo para destruir as lesões
  • Laser de alta precisão: Para remoção de verrugas e lesões resistentes

Tratamento farmacológico (H3)

  • Medicamentos tópicos, como podofilina ou imputados tópicos específicos, geralmente utilizados para verrugas externas
  • Em casos de lesões internas, imunomoduladores podem ser recomendados

Monitoramento e acompanhamento (H3)

Importante realizar acompanhamento periódico para verificar a resposta ao tratamento, detectar recorrências e prevenir complicações mais sérias, como o câncer de cabeça e pescoço.

Prevenção do HPV na garganta

A melhor forma de prevenir o HPV na garganta é através de medidas de proteção, como o uso de preservativos em relação ao sexo oral, além de campanhas de vacinação.

Vacinação contra HPV (H2)

A vacinação é altamente eficaz na prevenção de infecções por tipos de HPV mais perigosos. Recomenda-se a vacinação para adolescentes e jovens adultos, preferencialmente até os 26 anos, mas também pode ser indicada para adultos até 45 anos.

Outros cuidados (H2)

  • Evitar contato com lesões suspeitas
  • Realizar exames regulares de saúde bucal e garganta
  • Manter uma boa higiene bucal

Perguntas frequentes (H2)

1. O HPV na garganta pode causar câncer? (H3)

Sim. Alguns tipos de HPV, principalmente os de alto risco como o HPV 16 e 18, estão ligados ao desenvolvimento de câncer de boca, garganta, amígdala e laringe. O acompanhamento médico é fundamental para identificar alterações precocemente.

2. Como saber se estou infectado pelo HPV na garganta? (H3)

Muitos casos são assintomáticos, portanto, a melhor forma é através de exames clínicos realizados por profissionais especializados. Caso apresente sintomas como verrugas, dores ou alterações na voz, consulte um otorrinolaringologista.

3. O HPV na garganta desaparece sozinho? (H3)

Em alguns casos, o sistema imunológico consegue eliminar o vírus de forma natural. No entanto, a presença de lesões persistentes exige tratamento específico para evitar complicações futuras.

4. Como prevenir o HPV na garganta? (H3)

Uso de preservativos durante o sexo oral, vacinação, evitar contato com lesões suspeitas e realizar exames periódicos são medidas preventivas eficazes.

Conclusão

O HPV na garganta é uma condição que merece atenção, pois, além de causar desconforto estético e funcional, pode estar associada a cânceres de cabeça e pescoço. A identificação precoce dos sintomas, o diagnóstico preciso e o tratamento adequado são essenciais para garantir a saúde e a qualidade de vida. A vacinação contra o HPV é a principal estratégia de prevenção, complementada por práticas de sexo seguro e acompanhamento médico regular.

"Prevenir é sempre melhor do que remediar, especialmente quando se trata de saúde bucal e de cabeça e pescoço." – Dr. João Silva

Referências

  1. Ministério da Saúde. Vacina HPV: Orientações e recomendações. disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/vacinacao/vacina-contra-o-hpv

  2. Instituto Nacional de Câncer (INCA). HPV e Câncer de Cabeça e Pescoço. disponível em: https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/hpv

Perguntas Frequentes Extra

5. Existe cura para o HPV na garganta?

Atualmente, não existe cura definitiva para o HPV, mas as lesões podem ser tratadas e eliminadas, e o vírus pode ser controlado pelo sistema imunológico com o tempo.

6. Pessoas com HIV têm maior risco de desenvolver HPV na garganta?

Sim, a imunossupressão relacionada ao HIV pode aumentar a susceptibilidade a infecções por HPV e ao desenvolvimento de lesões associadas.

Se você suspeita de HPV na garganta ou apresenta sintomas, procure um profissional de saúde para uma avaliação adequada e orientações específicas.

Este artigo foi elaborado com o objetivo de informar e conscientizar sobre a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento do HPV na garganta.