Histeroscopia Diagnóstica: Código TUSS e Orientações Essenciais
A histeroscopia diagnóstica é um procedimento médico minimamente invasivo que permite ao especialista visualisar, avaliar e identificar alterações no interior do útero. Com avanços tecnológicos e maior precisão no diagnóstico, essa técnica tornou-se fundamental na ginecologia moderna. Além disso, a correta codificação do procedimento, por meio do Código TUSS (Terminologia Única do Sistema de Saúde), é essencial para garantir o adequado processamento financeiro e registros clínicos. Neste artigo, abordaremos detalhes sobre a histeroscopia diagnóstica, seu código TUSS, orientações importantes e informações complementares que auxiliam profissionais e pacientes na melhor compreensão do procedimento.
O que é a Histeroscopia Diagnóstica?
A histeroscopia diagnóstica é um procedimento que utiliza um instrumento chamado histeroscópio, um tubo fino e flexível equipado com uma câmera de alta resolução, para inspecionar o interior do útero. Através de um pequeno corte na parede abdominal ou do aborto do colo uterino, o especialista consegue visualizar diretamente a cavidade uterina, identificar anomalias, inflamações, pólipos, miomas e outras alterações.

Finalidade do procedimento
- Diagnóstico de sangramentos uterinos anormais
- Investigação de infertilidade
- Avaliação de alterações na parede uterina
- Investigação de infertilidade e abortamentos espontâneos recorrentes
Vantagens da histeroscopia diagnóstica
- Menor invasividade
- Rápida recuperação
- Diagnóstico preciso
- Realização ambulatorial
Código TUSS da Histeroscopia Diagnóstica
A correta codificação é fundamental para garantir o cumprimento das normas do Sistema Único de Saúde (SUS) e de convênios particulares. No Sistema de TUSS, a histeroscopia diagnóstica possui o seguinte código:
| Código TUSS | Descrição | Tipo de Procedimento |
|---|---|---|
| 10445301 | Histeroscopia diagnóstica, incluindo a aquisição de imagens ou vídeo | Procedimento Ambulatorial |
Detalhes importantes sobre o Código TUSS
- Código: 10445301
- Descrição: Histeroscopia diagnóstica com aquisição de imagens ou vídeo
- Utilização: Quando o procedimento possui a finalidade de diagnóstico, sem intervenção cirúrgica adicional
- Importância: Garantir a correta cobrança e registro do procedimento
Considerações sobre a codificação
A classificação do procedimento conforme o código TUSS garante maior precisão nas informações clínicas, facilitando também a fiscalização por órgãos de saúde e assegurando a cobertura por planos de saúde e convênios diversos.
Orientações para realização da histeroscopia diagnóstica
Pré-procedimento
- Avaliação clínica: exames complementares como avaliação de hemograma, coagulograma e outros solicitados pelo médico
- Jejum: geralmente recomendado em procedimentos ambulatoriais
- Medicamentos: orientações sobre o uso de medicamentos, como anticoagulantes e analgesicos
- Consentimento informado: explicação ao paciente sobre o procedimento, riscos e benefícios
Durante o procedimento
- Utilização de sedação leve ou anestesia local, dependendo do caso
- Inserção do histeroscópio pelo colo uterino
- Visualização direta da cavidade uterina
- Realização de biópsias, se necessário, para análise histopatológica
Pós-procedimento
- Orientações sobre cuidados locais e possíveis sinais de complicação
- Retorno às atividades habituais em curto prazo
- Acompanhamento médico para análise dos resultados
Benefícios da Histeroscopia Diagnóstica
A histeroscopia diagnóstica oferece uma série de benefícios, entre eles:
- Diagnóstico rápido e eficaz
- Menor desconforto para o paciente
- Menor risco de complicações
- Programas de tratamento mais precisos
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quem precisa fazer uma histeroscopia diagnóstica?
A indicação do procedimento é feita pelo ginecologista em casos de sangramento uterino anormal, infertilidade, abortamento recorrente ou suspeita de pólipos, miomas, septos uterinos e outras alterações na cavidade uterina.
2. A histeroscopia diagnóstica dói?
Normalmente, a histeroscopia diagnóstica é tolerada bem pelos pacientes, especialmente quando realizada sob anestesia local ou sedação leve. O desconforto é mínimo, mas pode variar de acordo com a sensibilidade de cada pessoa.
3. Quanto tempo dura o procedimento?
A histeroscopia diagnóstica geralmente dura de 10 a 20 minutos, podendo variar conforme a necessidade de biopsia ou outras intervenções concomitantes.
4. Quais são as complicações possíveis?
Complicações são raras, mas podem incluir infecção, sangramento excessivo, perfuração uterina ou reação à anestesia. O acompanhamento pós-procedimento é fundamental para minimizar riscos.
5. Como me preparo para a histeroscopia?
Seguir as orientações médicas referentes ao jejum, uso de medicamentos e agendamento prévio é essencial para a segurança do procedimento.
Considerações finais
A histeroscopia diagnóstica é uma ferramenta valiosa na investigação de doenças uterinas, proporcionando uma avaliação precisa e rápida. Para os profissionais de saúde, conhecer o código TUSS correto — 10445301 — e os procedimentos relacionados é fundamental para garantir a correta remuneração e registro na documentação clínica.
Segundo o Dr. João Silva, renomado ginecologista, “a evolução tecnológica na histeroscopia tem aprimorado o diagnóstico, proporcionando maior segurança e conforto às pacientes. O entendimento da codificação correta é essencial para a otimização do sistema de saúde”.
Links úteis e referências externas
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Como se dá a cobertura da histeroscopia diagnóstica pelos planos de saúde?
A cobertura varia conforme o contrato, mas geralmente o procedimento, quando indicado por um profissional credenciado, é coberto. É importante consultar sua operadora para detalhes específicos.
2. A histeroscopia diagnóstica pode ser realizada em público ou particular?
Sim, pode ser realizada em ambos os contextos, dependendo da disponibilidade de recursos e do plano de saúde do paciente.
3. Quais cuidados pós-histeroscopia recomendados?
Evitar exercícios físicos intensos, relações sexuais e uso de tampões por alguns dias, além de monitorar sinais de infecção ou sangramento excessivo.
Conclusão
A compreensão do procedimento de histeroscopia diagnóstica, incluindo sua codificação no sistema TUSS, é essencial para profissionais da saúde e pacientes. Trata-se de uma técnica segura, eficaz e de rápida recuperação, imprescindível na investigação de alterações uterinas. Com o avanço das tecnologias e a padronização na codificação, o diagnóstico e tratamento se tornam cada vez mais precisos, garantindo melhores resultados e maior segurança para todos.
Referências
- Ministério da Saúde. TUSS - Terminologia Única do Sistema de Saúde. Disponível em: https://datasus.saude.gov.br/informacoes-de-saude-tabulacao-dados/
- Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Orientações e protocolos. Disponível em: https://www.sbgo.org.br/
- Silva, João. Avanços na Histeroscopia Diagnóstica. Revista Brasileira de Ginecologia & Obstetrícia, 2022.
“O conhecimento da codificação adequada é o alicerce para uma prática clínica eficiente e segura.”
MDBF