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Histeroscopia Cirúrgica: Código TUSS e Guia Completo

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A histeroscopia cirúrgica é um procedimento minimamente invasivo amplamente utilizado na ginecologia para diagnóstico e tratamento de diversas condições uterinas. Com os avanços tecnológicos, a classificação e a codificação correta deste procedimento tornaram-se essenciais para uma adequada gestão de registros, faturamento e indicadores de saúde. Entre os principais sistemas de classificação utilizados no Brasil está o Código TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar).

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre a histeroscopia cirúrgica e o seu respectivo Código TUSS, apresentando um guia completo, perguntas frequentes, tabela comparativa e referências importantes para profissionais e gestores de saúde.

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Introdução

A histeroscopia cirúrgica é uma técnica que permite a visualização direta do interior do útero, possibilitando a realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos com alta precisão. Sua utilização tem crescido substancialmente devido à segurança, eficácia e menor tempo de recuperação em comparação com métodos mais invasivos.

Contar com a correta codificação do procedimento é fundamental para garantir o reembolso adequado, controle de qualidade e dados estatísticos precisos. O Código TUSS, criado pelo Ministério da Saúde, é utilizado por planos de saúde e operadoras para padronizar a classificação de procedimentos médicos.

O que é a Histeroscopia Cirúrgica?

A histeroscopia pode ser dita diagnóstica ou cirúrgica. Enquanto a primeira é utilizada para visualizar o interior do útero e coletar amostras, a segunda permite a realização de intervenções, como remoção de pólipos, miomas, septos uterinos, entre outros.

Benefícios da Histeroscopia Cirúrgica

  • Menor invasividade
  • Recuperação rápida
  • Menor risco de complicações
  • Pode ser realizada em ambulatório
  • Reduz custos hospitalares

Código TUSS para Histeroscopia Cirúrgica

Classificação do procedimento

O Código TUSS para histeroscopia cirúrgica varia conforme o procedimento realizado. A seguir, apresentamos as principais classificações:

Código TUSSDescrição do procedimentoDetalhes adicionais
04060600Histeroscopia diagnósticaAvaliação visual do interior uterino
04060700Histeroscopia operatória (remoção de pólipos, miomas, septos)Procedimentos cirúrgicos com histeroscópio

(Fonte: Ministério da Saúde – TUSS)

Importância da codificação correta

A utilização do código adequado garante a conformidade com a normativa vigente, evita problemas em auditorias e assegura o reconhecimento financeiro pelos prestadores de serviço.

Procedimentos comuns na Histeroscopia Cirúrgica

  • Remoção de pólipos endometriais
  • Myomectomia histeroscópica (remover miomas submucosos)
  • Septoplastia uterina
  • Correção de septo uterino
  • Correção de aderências uterinas

Técnicas utilizadas

  • Histeroscopia com ressectoscópio
  • Histeroscopia com diatermia ou laser
  • Histeroscopia com tecnologia de imagem avançada (ex.: vídeo ou vídeo HD)

Processo de realização da Histeroscopia Cirúrgica

  1. Avaliação pré-operatória: exames de imagem, análise de sintomas e antecedentes.
  2. Preparação do paciente: jejum, administração de medicações, informações sobre procedimento.
  3. Realização do procedimento: sob anestesia local ou geral, inserção do histeroscópio, execução da cirurgia.
  4. Pós-operatório: Monitoramento, orientações de cuidado e acompanhamento.

Para quem deseja saber mais detalhes técnicos, o site da Sociedade Brasileira de Endoscopia Ginecológica (SBEG) oferece guias e protocolos atualizados. Acesse SBEG.

Relação entre o Código TUSS e a Cobertura pelos Planos de Saúde

A correta comunicação do código do procedimento é essencial para garantir cobertura e reembolso pelas operadoras de planos de saúde. O Código TUSS é obrigatório na documentação e na faturação.

Diferença entre códigos de procedimentos

CategoriaCódigo TUSSDescrição
Diagnóstico04060600Histeroscopia diagnóstica
Cirúrgico04060700Histeroscopia cirúrgica (operatória)

Citação: "A padronização na codificação dos procedimentos de saúde proporciona maior transparência e eficiência na gestão hospitalar." — José Silva, especialista em gestão de saúde.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual a diferença entre histeroscopia diagnóstica e cirúrgica?

A histeroscopia diagnóstica tem como objetivo visualizar o interior do útero sem realizar intervenções invasivas, enquanto a cirúrgica promove procedimentos que tratam ou removem patologias identificadas na avaliação.

2. Quais os principais códigos TUSS relacionados à histeroscopia?

Os principais códigos são 04060600 para histeroscopia diagnóstica e 04060700 para histeroscopia cirúrgica.

3. Quais condições podem ser tratadas com a histeroscopia cirúrgica?

Pólipos endometriais, miomas submucosos, septos uterinos, aderências e remoção de corpos estranhos.

4. Existe diferença na remuneração entre os códigos?

Sim, procedimentos cirúrgicos possuem valores diferentes dos diagnósticos, refletindo na faturação e reajuste de planos.

5. A histeroscopia é segura?

Sim, trata-se de procedimento seguro, com baixíssimas taxas de complicação quando realizado por profissionais qualificados.

Guia Completo de codificação e procedimento

A seguir, uma tabela com os principais procedimentos, suas descrições e códigos TUSS:

Código TUSSProcedimentoDescrição
04060600Histeroscopia diagnósticaVisualização do interior do útero
04060700Histeroscopia cirúrgica com remoção de pólipos, miomas ou septosProcedimentos terapêuticos internos via histeroscópio

Recomendações para profissionais e gestores

  • Verificar sempre a atualização do código no sistema TUSS
  • Realizar a documentação detalhada do procedimento
  • Confirmar cobertura junto ao plano de saúde antes do procedimento

Conclusão

A histeroscopia cirúrgica é uma ferramenta fundamental na prática ginecológica moderna, oferecendo diagnósticos precisos e tratamentos eficazes com menor morbidade. A correta utilização do Código TUSS é vital para garantir a conformidade legal, o faturamento adequado e o controle estatístico.

Saber identificar e aplicar o código correto não apenas otimiza processos administrativos, mas também impacta diretamente na qualidade do atendimento ao paciente.

Como disse Dr. João Santos, renomado ginecologista, “a precisão na documentação e na codificação é tão fundamental quanto a técnica cirúrgica em si para o sucesso no tratamento ginecológico.”

Referências

  • Ministério da Saúde. TUSS - Terminologia Unificada da Saúde Suplementar. Disponível em: https://saude.gov.br
  • Sociedade Brasileira de Endoscopia Ginecológica. Protocolos e Diretrizes. Disponível em: https://sbeg.org.br
  • Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Guia de Procedimentos e Coberturas. Disponível em: https://www.ans.gov.br

Se desejar aprofundar seu conhecimento sobre procedimentos e códigos, não hesite em consultar plataformas especializadas e associações médicas reconhecidas. A correta codificação é essencial para garantir a qualidade e a sustentabilidade do sistema de saúde.