Histerectomia Total CID: Guia Completo para Entender o Procedimento
A saúde feminina é um tema que merece atenção especial, e entender os procedimentos médicos relacionados ao aparelho reprodutor é fundamental para quem busca informações confiáveis. Entre esses procedimentos, a histerectomia total é uma intervenção cirúrgica comum, mas que gera muitas dúvidas. Neste guia completo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre a histerectomia total, incluindo o significado do CID, indicações, tipos de cirurgia, recuperação, riscos e muito mais.
Introdução
A histerectomia total é uma cirurgia que consiste na remoção do útero, incluindo o colo do útero. Este procedimento é indicado em diversos casos, como tumores, miomas uterinos, sangramentos intensos e outras condições que comprometem a saúde da mulher. A classificação do procedimento pelo CID (Classificação Internacional de Doenças) ajuda a sistematizar e registrar esses casos para fins médicos e estatísticos.

Nos próximos tópicos, aprofundaremos cada aspecto relacionado à histerectomia total CID, proporcionando um entendimento claro e confiável para pacientes, familiares e profissionais de saúde.
O que é a Histerectomia Total?
A histerectomia total é uma cirurgia que remove o útero inteiro, incluindo o colo do útero, diferentemente da histerectomia parcial ou subtotal, onde apenas uma parte é retirada.
Indicadores de Necessidade
A decisão pela realização da histerectomia total geralmente ocorre após a avaliação de diversas condições, como:
- Miomas uterinos grandes ou sintomas severos
- Endometriose avançada
- Câncer de colo do útero, corpo do útero ou outros cânceres pélvicos
- Sangramento vaginal anormal não controlado por outros tratamentos
- Prolapso uterino severo
- Infecções uterinas recorrentes
Impacto na Vida da Mulher
A remoção do útero implica em mudanças físicas, emocionais e hormonais. É importante que a mulher seja acompanhada por uma equipe multidisciplinar para garantir uma recuperação adequada e suporte psicológico, se necessário.
CID da Histerectomia Total
A Classificação Internacional de Doenças (CID), atualmente em sua 10ª edição (CID-10), categoriza e codifica todas as patologias relacionando-se à realização de histerectomias.
Código CID-10 para Histerectomia Total
| Código CID-10 | Descrição | Observação |
|---|---|---|
| Z90.1 | Pós-procedimento de histerectomia | Usado para indicar que a paciente passou por histerectomia |
| C54.0 | Carcinoma de colo do útero | Caso a cirurgia tenha sido por câncer |
| D25.0 | Mioma uterino | Presente em casos de miomatose |
| N81.3 | Prolapso uterino | Quando a cirurgia é por prolapso |
Fonte: Ministério da Saúde - CID-10
Importância do Código CID
A codificação CID é essencial na documentação médica, na administração hospitalar e para fins de pesquisa epidemiológica. Ela garante a padronização na classificação de doenças e procedimentos, facilitando a comunicação entre profissionais de diferentes regiões e especialidades.
Tipos de Histerectomia
Existem diversos tipos de cirurgia histerectômica, classificados segundo a extensão da remoção dos órgãos reprodutivos e a abordagem cirúrgica.
Histerectomia Total
- Remoção do útero e do colo do útero.
- Pode ser realizada por via abdominal, vaginal ou laparoscópica.
Histerectomia Subtotal (ou Parcial)
- Remoção do corpo do útero, preservando o colo.
- Menos invasiva, mas menos comum atualmente.
Histerectomia Radical
- Indicada em casos de câncer avançado, removendo útero, tuba, ovários e tecido circundante.
- Geralmente realizada por via abdominal ou laparoscópica.
Como é Feita a Cirurgia?
A abordagem cirúrgica pode variar dependendo do caso, da condição da paciente e da preferência do cirurgião.
Modalidades Cirúrgicas
| Tipo de Cirurgia | Vantagens | Desvantagens | Observações |
|---|---|---|---|
| Abdominal | Acesso amplo, fácil para casos complexos | Cicatriz maior, maior tempo de recuperação | Geralmente usada em tumores ou anatomia complicada |
| Vaginal | Menor invasão, recuperação mais rápida | Limite na visualização de estruturas | Indicada em prolapso ou miomas pequenos |
| Laparoscópica / Robótica | Minimamente invasiva, estética melhor | Requer equipe especializada, custos elevados | Utilizada para casos selecionados |
Processo Cirúrgico
A cirurgia geralmente envolve anestesia geral, e o procedimento pode durar de 1 a 3 horas, dependendo da técnica utilizada e da complexidade do caso.
Recuperação Pós-Operatória
A recuperação após uma histerectomia total varia conforme o método cirúrgico, saúde geral e complicações eventuais.
Período de Internação
- Geralmente, a internação dura de 1 a 3 dias.
- Monitoramento da dor, sinais de infecção, controle das secreções.
Cuidados em Casa
- Descanso adequado, evitando esforço físico por pelo menos 4 a 6 semanas.
- Uso de analgésicos prescritos.
- Manter a higiene íntima, evitando banhos de banheira ou relações sexuais durante a cicatrização.
Sinais de Alerta
Procure auxílio médico imediato se presentar:
- Febre acima de 38°C
- Corrimento vaginal intenso ou com odor ruim
- Dor forte que não melhora com analgésicos
- Sangramento excessivo
Tabela: Cuidados Pós-Histerectomia
| Cuidados | Recomendações |
|---|---|
| Atividades físicas | Evitar esforços por 4-6 semanas |
| Relações sexuais | Suspender por pelo menos 6 semanas |
| Uso de medicamentos | Seguir orientações médicas |
| Consultas de acompanhamento | Agendar revisão após 2 semanas e posteriormente |
Riscos e Complicações
Como qualquer procedimento cirúrgico, a histerectomia total apresenta riscos, embora a taxa de complicações seja baixa.
Principais Riscos
- Infecção
- Sangramento excessivo
- Lesão de estruturas adjacentes ( bexiga, intestino, ureteres)
- Reações adversas à anestesia
- Formações de aderências
Como Prevenir Complicações
- Realizar procedimentos em centros especializados
- Seguir as orientações médicas
- Fazer acompanhamento pós-operatório adequado
Perguntas Frequentes
1. A histerectomia total é reversível?
Não. Uma vez realizada, a remoção do útero é permanente e impossibilita a gestação.
2. A histerectomia total causa menopausa?
Depende. Se os ovários também forem removidos (ooforectomia), a menopausa ocorre imediatamente. Caso contrário, a mulher pode continuar ovulando, dependendo da preservação ou remoção dos ovários.
3. Quais são as alternativas à histerectomia?
Existem tratamentos conservadores para certas condições, como medicamentos, embolização de miomas, adenectomia, entre outros. Porém, quando a cirurgia é necessária, a histerectomia é o procedimento padrão.
4. Quanto tempo demora para voltar às atividades normais?
Geralmente, após 4 a 6 semanas, dependendo da evolução da recuperação e do tipo de cirurgia realizada.
Conclusão
A histerectomia total é uma cirurgia significativa que pode melhorar bastante a qualidade de vida de mulheres com doenças uterinas graves. Conhecer os aspectos relacionados ao procedimento, incluindo o significado do CID, indicações, tipos de cirurgia, recuperação e riscos, é fundamental para uma decisão consciente e segura.
Com o suporte médico adequado, a maioria das pacientes realiza a recuperação com sucesso e volta às atividades normais em pouco tempo. Se você ou alguém próximo está considerando realizar uma histerectomia, busque sempre orientação especializada e informações confiáveis para garantir a saúde e o bem-estar.
Referências
Ministério da Saúde. CID-10 - Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://antigo.saude.gov.br/images/pdf/2013/fevereiro/22/10_31_41_cid10.pdf
Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Procedimentos e indicações da histerectomia. Disponível em: https://sbgo.org.br
Instituto Nacional de Saúde dos EUA. Hysterectomy: Types and Recovery. Disponível em: https://www.nih.gov
"Informação é o primeiro passo para uma decisão consciente e segura em cuidados de saúde."
MDBF