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Hipotireoidismo: Quais São os Sintomas Mais Comuns

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O hipotireoidismo é uma condição de saúde que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, especialmente as mulheres. Desenvolvido quando a glândula tireoide não produz hormônios tireoidianos suficientes, essa condição pode causar uma série de sintomas que muitas vezes passam despercebidos ou são confundidos com outros problemas de saúde. Identificar os sintomas de modo precoce é fundamental para um tratamento eficaz e para evitar complicações mais graves, como problemas cardíacos, infertilidade ou coma mixedematoso.

Neste artigo, abordaremos detalhadamente quais são os principais sintomas do hipotireoidismo, além de oferecer dicas e informações importantes para quem busca entender melhor essa condição. Com uma análise aprofundada, pretendemos esclarecer dúvidas comuns e ajudar na conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce.

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O que é Hipotireoidismo?

Antes de detalhar os sintomas, é importante compreender o que é o hipotireoidismo. Trata-se de uma disfunção na qual a glândula tireoide, localizada na região do pescoço, não produz quantidade suficiente de hormônios tireoidianos, como T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). Esses hormônios são essenciais para regular o metabolismo, o crescimento, o desenvolvimento cerebral e diversas funções corporais.

Seu desenvolvimento pode ocorrer por diferentes causas, incluindo autoimunidade (como na doença de Hashimoto), deficiência de iodo, tratamentos com radiação ou cirurgias na tireoide, e até mesmo fatores congênitos.

Quais os principais sintomas do hipotireoidismo?

Sintomas mais comuns

O hipotireoidismo apresenta uma vasta gama de sinais e sintomas, que podem variar em intensidade. A seguir, listamos os principais:

SintomasDescrição
Cansaço excessivoSensação de fadiga constante e falta de energia
Ganho de pesoAumento de peso mesmo sem mudanças na alimentação ou rotina
Sensação de frioIntolerância ao frio e sensação constante de frieza
ConstipaçãoDificuldade de evacuar e problemas intestinais
Pele seca e ásperaAlterações na textura da pele, que fica escamosa ou seca
Cabelos frágeis e secosQueda de cabelo, fios quebradiços e sem brilho
Depressão e mudança de humorEstado emocional abalado, ansiedade ou tristeza persistente
Dores musculares e articularesDesconforto, rigidez e dores nos músculos e articulações
Voz roucaMudança na voz, que se torna mais grave ou rouca
BradicardiaBatimento cardíaco mais lento do que o normal
Edema facialInchaço na face, mãos ou pés
Perda de memória e dificuldades de concentraçãoProblemas de raciocínio, esquecimento e distração
Queda de cabeloAfinamento e perda de cabelo no couro cabeludo
Distúrbios menstruaisMenstruação irregular, mais abundante ou que desaparecem

Sintomas menos frequentes

Alguns sintomas podem aparecer em casos mais avançados ou específicos, incluindo:

  • Voz grossa
  • Lábios secos
  • Hipotonia muscular
  • Dificuldades de fala
  • Aumento do colesterol total e LDL

Como os sintomas evoluem?

No início, o hipotireoidismo pode ser assintomático ou apresentar sintomas leves e difíceis de identificar. Com o tempo, os sinais se tornam mais evidentes e podem comprometer a qualidade de vida do paciente. De acordo com o endocrinologista Dr. José Silva, “a maioria das pessoas não percebe que está doente até que uma alteração mais séria se manifeste”. Portanto, o acompanhamento médico regular é essencial quando há fatores de risco ou sintomas persistentes.

Diagnóstico e importância do reconhecimento dos sintomas

O diagnóstico do hipotireoidismo é feito através de exames laboratoriais, especialmente a dosagem da TSH (Hormônio Estimulador da Tireoide) e dos hormônios tireoidianos T3 e T4. A identificação dos sintomas ajuda a suspeitar da condição e buscar avaliação médica.

Reconhecer os sintomas é fundamental para um diagnóstico precoce e início do tratamento, prevenindo complicações e melhorando a expectativa de vida do paciente.

Perguntas frequentes

1. O hipotireoidismo é uma condição grave?

Sim, se não tratado, o hipotireoidismo pode causar complicações sérias, como mixedema, problemas cardíacos e até coma. Contudo, com o tratamento adequado, a maioria das pessoas consegue levar uma vida normal.

2. Quanto tempo leva para os sintomas do hipotireoidismo desaparecerem após o início do tratamento?

Normalmente, após o início da terapia com hormônios tireoidianos, os sintomas começam a melhorar em algumas semanas, mas a melhora completa pode levar alguns meses.

3. Quem está mais propenso a desenvolver hipotireoidismo?

Mulheres, indivíduos com histórico familiar de doenças autoimunes, pessoas acima de 60 anos, e aqueles com deficiência de iodo estão mais suscetíveis.

4. É possível prevenir o hipotireoidismo?

Embora nem todos os casos possam ser prevenidos, a manutenção de uma alimentação equilibrada, com ingestão adequada de iodo, e acompanhamento médico regular ajudam na detecção precoce e controle da condição.

Conclusão

O hipotireoidismo é uma condição que pode passar despercebida devido à sua variedade de sintomas. Reconhecer sinais como fadiga, ganho de peso, sensibilidade ao frio, pele seca, entre outros, é fundamental para buscar uma avaliação médica e iniciar o tratamento adequado.

A conscientização sobre os sintomas mais comuns contribui para o diagnóstico precoce, aliado a exames laboratoriais, garantindo uma melhor qualidade de vida para quem sofre da condição. Lembre-se: a atenção aos sinais do corpo e o acompanhamento médico constante são as melhores estratégias para manter a saúde em dia.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Guia de Hipotireoidismo. Disponível em: https://www.endocrino.org.br/

  2. Ministério da Saúde. Hipotireoidismo: diagnóstico e tratamento. Ministério da Saúde do Brasil. 2020.

  3. Mayo Clinic. Hypothyroidism (underactive thyroid). Disponível em: https://www.mayoclinic.org

Considerações finais

Manter-se informado e atento aos sinais do corpo é essencial para prevenir complicações relacionadas ao hipotireoidismo. Caso você identifique algum dos sintomas citados, procure um profissional de saúde para uma avaliação completa. O diagnóstico precoce pode fazer toda a diferença na sua saúde e bem-estar.