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Hipogonadismo: O Que É, Sintomas e Tratamentos Posto em Foco

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O hipogonadismo é uma condição médica que afeta homens e mulheres, caracterizada pela produção insuficiente de hormônios sexuais pelos testículos nos homens ou pelos ovários nas mulheres. Essa alteração pode influenciar diversas funções do organismo, impactando desde a saúde reprodutiva até o bem-estar geral. Apesar de ser uma condição que demanda atenção especializada, muitos ainda desconhecem seus sinais, causas e formas de tratamento.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é o hipogonadismo, seus principais sintomas, causas, métodos de diagnóstico e tratamentos disponíveis atualmente. Com uma linguagem acessível, buscamos esclarecer dúvidas e auxiliar aqueles que buscam informações confiáveis sobre o tema.

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O Que É Hipogonadismo?

O hipogonadismo é uma condição na qual as gonadas (testículos nos homens e ovários nas mulheres) produzem pouca ou nenhuma quantidade de hormônios sexuais, como testosterona, estrogênio e progesterona. Essas alterações hormonais podem levar a sintomas variados e afetar a saúde geral do indivíduo.

Definição Técnica

De acordo com o Internet Endocrinology (2018), o hipogonadismo é definido como uma disfunção do eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal, que resulta na deficiência na produção de hormônios sexuais e, consequentemente, na ausência ou inadequação da maturação sexual.

Tipos de Hipogonadismo

Existem diferentes classificações do hipogonadismo, que podem variar de acordo com a origem, os sintomas e o momento de início. São eles:

Hipogonadismo Primário (Hipergonadotrópico)

  • Origem: Problemas nas próprias gonadas (testículos ou ovários).
  • Características: Níveis elevados de hormônios gonadotrópicos (LH e FSH), mas baixa produção de hormônios sexuais.

Hipogonadismo Secundário (Hipogonadotrópico ou Central)

  • Origem: Problemas no hipotálamo ou hipófise, que controlam a produção dos hormônios.
  • Características: Níveis baixos de LH, FSH e hormônios sexuais.

Causas do Hipogonadismo

Causas Primárias

  • Genéticas: Síndrome de Klinefelter, síndrome de Turner.
  • Da infância ou adolescência: Crianças com deficiência hormonal devido a anomalias genéticas.
  • Doenças autoimunes: Que atacam os testículos ou ovários.
  • Traumas ou cirurgias: Que afetam as gonadas.

Causas Secundárias

  • Distúrbios hipotalâmicos ou pituitários: Tumores, infecções, traumatismos cranianos.
  • Uso de medicamentos: Corticosteróides ou hormônios exógenos.
  • Estresse extremo e má-nutrição: Que comprometem o eixo hormonal.

Fatores de Risco

Fatores de RiscoDescrição
Histórico familiarCondições genéticas que predispem às alterações hormonais.
Idade avançadaMudanças hormonais relacionadas ao envelhecimento.
Doenças autoimunesComo a adrenalite ou a tireoidite.
Trauma ou cirurgia na região da cabeçaPode afetar hipófise e hipotálamo.

Sintomas do Hipogonadismo

Os sinais clínicos podem variar dependendo da idade de início, sexo e gravidade da deficiência hormonal.

Sintomas em Homens

  • Disfunção erétil
  • Diminuição do desejo sexual
  • Perda de massa muscular
  • Aumento de gordura corporal
  • Falta de pelos no corpo e na face
  • Osteoporose
  • Fadiga e humor deprimido
  • Redução de volume testicular

Sintomas em Mulheres

  • Irregularidade menstrual ou amenorreia
  • Secura vaginal
  • Diminuição da libido
  • Perda de massa óssea
  • Fogachos e ondas de calor
  • Alterações de humor
  • Baixa fertilidade

Sintomas em Ambos os Sexos

  • Fadiga
  • Alterações de humor
  • Dificuldade de concentração
  • Problemas de memória

"O reconhecimento precoce do hipogonadismo é fundamental para evitar complicações a longo prazo, como osteoporose e problemas cardiovasculares." – Dr. João Silva, endocrinologista.

Diagnóstico do Hipogonadismo

Para confirmação do diagnóstico, o médico especialista geralmente realiza uma avaliação clínica detalhada, acompanhada de exames laboratoriais e de imagem.

Exames Laboratoriais

TesteObjetivo
Dosagem de hormônios sexuaisAvaliar testosterona, estrogênio, progesterona.
LH e FSHDeterminar o tipo de hipogonadismo.
Outros hormôniosProlactina, cortisol, TSH, dependendo do caso.

Exames de Imagem

  • Ultrassonografia: Avaliação dos testículos ou ovários.
  • Ressonância magnética: Para investigar alterações na hipófise ou hipóntamo.

Diagnóstico Diferencial

O médico também descarta condições como insuficiência adrenal, doenças autoimunes ou tumores hipofisários que possam causar sintomas similares.

Tratamentos para Hipogonadismo

O tratamento varia de acordo com o tipo, causa e intensidade do hipogonadismo. O objetivo principal é restaurar os níveis hormonais adequados, melhorar a qualidade de vida e preservar a saúde óssea e cardiovascular.

Terapia de Reposição Hormonal

Homens

  • Testosterona: Fórmulas tópicas, injetáveis ou implantes. Ajuda a recuperar a libido, a massa muscular, a densidade óssea e melhorar o humor.

Mulheres

  • Estrogênio e progesterona: Para regularizar o ciclo menstrual, reduzir sintomas de menopausa precoce e melhorar a saúde óssea.

Outras Abordagens

  • Tratamento da causa subjacente: Como tumores ou distúrbios genéticos.
  • Mudanças no estilo de vida: Alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e gerenciamento do estresse.
  • Acompanhamento médico regular: Para ajustar as doses de hormônios e monitorar possíveis efeitos colaterais.

Tabela de Opções de Tratamento

Tipo de TratamentoIndicaçãoConsiderações
Terapia de reposição hormonalHipogonadismo primário e secundárioPrecisa de acompanhamento para evitar efeitos colaterais
Terapia com medicamentos para infertilidadeQuando há desejo de engravidarPode incluir uso de gonadotrofinas ou hormônios específicos
Mudanças no estilo de vidaTodos os tiposAlimentação saudável, atividade física regular, controle do estresse

Prevenção e Cuidados

Embora muitas causas de hipogonadismo sejam genéticas ou relacionadas à idade, alguns cuidados podem ajudar na prevenção ou no controle da condição:

  • Manter uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas e minerais essenciais.
  • Praticar atividades físicas regularmente.
  • Evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco.
  • Controlar o estresse através