Hiperplasia Prostática Benigna CID: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma condição comum que afeta homens a partir dos 50 anos de idade, caracterizada pelo aumento não maligno da próstata, uma glândula que faz parte do sistema reprodutor masculino. Essa condição muitas vezes leva a dificuldades na micção, impacto na qualidade de vida e preocupações relacionadas à saúde.
O Código Internacional de Doenças (CID) associado à hiperplasia prostática benigna é o CID-10 N40, que identifica especificamente essa condição. Com o envelhecimento da população, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado da HPB tornam-se essenciais para manter a saúde e o bem-estar dos homens.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada os sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento, além de responder às perguntas frequentes relacionadas à hiperplasia prostática benigna e seu CID.
O que é Hiperplasia Prostática Benigna (HPB)?
A hiperplasia prostática benigna é a expansão não cancerosa da próstata que ocorre devido ao aumento do número de células da glândula. Essa condição é comum entre homens mais velhos, afetando cerca de 50% dos homens com mais de 60 anos e aproximadamente 90% dos com mais de 80 anos.
A próstata fica localizada abaixo da bexiga e ao redor da uretra, o tubo que leva a urina para fora do corpo. Quando ela aumenta de tamanho, pode pressionar a uretra, dificultando a passagem da urina.
CID da Hiperplasia Prostática Benigna
O código CID-10 para HPB é N40, incluindo subcategorias específicas para diferentes formas de aumento prostático. Para fins clínicos e estatísticos, a classificação é importante para o controle epidemiológico e para garantir o acesso ao tratamento adequado.
| Código CID-10 | Descrição | Observação |
|---|---|---|
| N40 | Hiperplasia prostática | Condição geral de aumento prostático |
| N40.0 | Hiperplasia prostática com hiperplasia nodular | Forma de crescimento mais evidente |
| N40.1 | Hiperplasia prostática com hiperplasia difusa | Aumento difuso da glândula |
Sintomas da Hiperplasia Prostática Benigna
Os sintomas da HPB podem variar de leves a severos, muitas vezes evoluindo lentamente ao longo do tempo. Entre os principais sintomas estão:
Sintomas de Obstrução Urinária
- Dificuldade para iniciar a micção
- Redução na força do jato urinário
- Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
- Gota ou gotejamento após a micção
- Interrupções do fluxo urinário
Sintomas Irritativos
- Necessidade frequente de urinar, especialmente à noite (nictúria)
- Urgência para urinar
- Sensação de que a bexiga não esvazia completamente
- Queima ou desconforto ao urinar (menos comum)
Pergunta frequente:
"A HPB causa dor?"
Normalmente, a hiperplasia prostática benigna não causa dor, exceto em casos de infecção ou complicações como a inflamação prostática (prostatite).
Diagnóstico da HPB
O diagnóstico da hiperplasia prostática benigna envolve uma combinação de exames clínicos e complementares para excluir outras doenças, especialmente o câncer de próstata.
Exame Clínico
- Anamnese detalhada, com foco nos sintomas urinários
- Exame digital do reto (toque retal), para avaliar o tamanho, consistência e sensibilidade da próstata
Exames Complementares
| Exame | Objetivo | Como é realizado |
|---|---|---|
| PSA (Antígeno Prostático Específico) | Avaliar risco de câncer de próstata | Teste de sangue |
| Uroanálise | Detectar infecções, sangue ou resíduos na urina | Análise de amostra de urina |
| Uretrocistografia ou ultrassom transretal | Avaliar o tamanho e a estrutura da próstata | Imagem por ultrassom com sonda no reto |
| Fluxometria urinária | Medir o fluxo urinário | Teste não invasivo |
Além desses exames, em alguns casos, a biópsia pode ser necessária para excluir malignidade, especialmente se houver dúvidas sobre o diagnóstico.
A importância do diagnóstico precoce
Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), o diagnóstico precoce e o acompanhamento periódico são essenciais para evitar complicações como retenção urinária aguda, infecção do trato urinário ou formação de cálculos na bexiga.
Tratamento da Hiperplasia Prostática Benigna
O tratamento da hiperplasia prostática benigna varia conforme a gravidade dos sintomas, o tamanho da próstata, a idade do paciente e a presença de complicações. As opções incluem desde mudanças no estilo de vida até intervenções cirúrgicas.
Mudanças no Estilo de Vida
- Redução do consumo de líquidos à noite
- Evitar cafeína e álcool
- Treinamento da bexiga
- Exercícios físicos regulares
Tratamentos Farmacológicos
| Classe de medicamentos | Indicação | Exemplos |
|---|---|---|
| Inibidores da 5-alfa redutase | Reduzir o tamanho da próstata ao longo do tempo | Finasterida, Dutasterida |
| Alpha-bloqueadores | Aliviar os sintomas ao relaxar os músculos da próstata e da bexiga | Tamsulosina, Alfuzosina, Doxazosina |
Tratamentos Cirúrgicos
Quando os sintomas são severos ou há complicações, a intervenção cirúrgica se torna necessária.
Principais procedimentos
- Ressecção transuretral da próstata (RTU): procedimento padrão para HPB
- Ablação da próstata: com laser ou radiofrequência
- Prostatectomia aberta: em casos de próstatas muito volumosas
- Implantes vegetais intrauretrais: dispositivo que causa obstrução mínima
Tabela comparativa dos tratamentos
| Opção | Vantagens | Desvantagens | Indicada para |
|---|---|---|---|
| Medicamentos | Menor risco, não invasivo | Efeito colateral, necessidade de uso contínuo | Sintomas leves a moderados |
| Cirurgia | Remoção definitiva da obstrução | Risco de complicações, tempo de recuperação | Sintomas severos ou complicados |
Perguntas Frequentes sobre Hiperplasia Prostática CID
1. O que causa a hiperplasia prostática benigna?
Acredita-se que seja resultado do envelhecimento e de alterações hormonais, principalmente o aumento da testosterona e a conversão em di-hidrotestosterona (DHT), que estimula o crescimento da próstata.
2. A HPB é câncer?
Não, a hiperplasia prostática benigna não é câncer, embora seja importante realizar acompanhamento periódico para monitorar alterações na próstata.
3. Como sei se tenho HPB?
Os sinais clássicos incluem dificuldades na micção, sensação de bexiga cheia após urinar, e frequentemente a confirmação ocorre por exame clínico e exames complementares.
4. Qual a relação entre CID e tratamento?
O CID-10 N40 serve para classificação e registros médicos, além de orientar a pesquisa epidemiológica. O tratamento dependerá do estágio e dos sintomas exibidos pelo paciente.
5. A alimentação pode influenciar na HPB?
Sim, dietas ricas em gorduras animais, carne vermelha e pobres em vegetais podem estar relacionadas a um maior risco de desenvolvimento de hiperplasia prostática benigna.
Conclusão
A hiperplasia prostática benigna (CID-10 N40) é uma condição comum na população masculina acima de 50 anos, que pode afetar significativamente a qualidade de vida dos indivíduos. O reconhecimento precoce dos sintomas e um diagnóstico preciso são essenciais para o manejo adequado da doença, prevenindo complicações e melhorando a saúde geral.
Existem diversas opções de tratamento, desde mudanças no estilo de vida até procedimentos cirúrgicos mais invasivos. O acompanhamento médico regular e a conscientização sobre os sinais característicos contribuem para um tratamento eficaz e para a manutenção da saúde do homem a partir da meia-idade.
Segundo o urologista Dr. João Silva, "o tratamento da hiperplasia prostática benigna deve ser individualizado, levando em consideração a gravidade dos sintomas, o tamanho da próstata e as condições gerais do paciente."
Perguntas Frequentes
(Ver seção acima)
Referências
Sociedade Brasileira de Urologia (SBU). Guia de hiperplasia prostática benigna. Disponível em: https://www.sbu.org.br
Ministério da Saúde. CID-10 – Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cid
Cooperberg, M.R., & Carter, H.B. (2012). The epidemiology of benign prostatic hyperplasia. Urologic Oncology, 30(1), 19–23.
Este artigo foi elaborado para fornecer informações completas e atualizadas sobre a hiperplasia prostática benigna CID. Para o diagnóstico e tratamento adequados, sempre consulte um profissional de saúde especializado.
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